Mais de 6,7 mil pessoas morreram em decorrência da Covid-19 no Paraná

Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 329.297 casos e 6.744 mortos pela doença, desde o início da pandemia. Nesta segunda-feira (14), a Secretaria de Estado da Saúde divulgou mais 1.146 diagnósticos positivos e 39 óbitos.

O boletim também registra 1.224 casos confirmados retroativos do período entre 20 de maio a 12 de dezembro, que estavam com investigação em aberto e foram computados no sistema.

INTERNADOS – Há 1.256 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 internados. São 1.055 pacientes em leitos SUS (527 em UTI e 528 em enfermaria) e 201 em leitos da rede particular (80 em UTI e 121 em enfermaria).

Há outros 1.484 pacientes internados, 573 em leitos UTI e 911 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em hospitais das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

ÓBITOS – Os 39 pacientes que faleceram são 20 mulheres e 19 homens, com idades que variam de 46 e 100 anos. Os óbitos ocorreram entre 7 de novembro e 14 de dezembro.

Os pacientes que foram a óbito residiam em Londrina (7), Foz do Iguaçu (4), Arapongas (3), Campo Magro (2), Curitiba (2), Guarapuava (2), Sabáudia (2) e São José dos Pinhais (2).

A Secretaria da Saúde registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos municípios de Bandeirantes, Campo Mourão, Colombo, Dois Vizinhos, Enéas Marques, Guaíra, Imbituva, Ivaiporã, Maringá, Nova América da Colina, Pinhais, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Toledo e Umuarama.

FORA DO PARANÁ – O monitoramento da Saúde registra 2.861 casos de residentes de fora, sendo que 59 pessoas foram a óbito

Confira o boletim completo  AQUI 

Informações AEN.

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95% da população vacinável de Curitiba recebeu pelo menos uma dose da vacina anticovid

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba vacinou, até a última sexta-feira (14/1), 1.582.431 pessoas com a primeira dose ou a dose única (Janssen) da vacina anticovid, o que corresponde a 81,2% de toda a população da cidade. Considerando o recorte de pessoas com 12 anos completos ou mais, esse percentual sobe para 95%.

A partir desta segunda-feira (17/1), a cidade passa a contar com um novo público elegível para receber os imunizantes contra o coronavírus: as crianças de 5 a 11 anos começaram a receber a primeira dose da vacina pediátrica da Pfizer, começando pelos públicos prioritários (crianças acamadas, institucionalizadas e indígenas).    

Em relação à população completamente imunizada (com duas doses ou dose única), a cobertura chegou a 76,3% na população em geral. Considerando o recorte de pessoas com 12 anos completos ou mais, o percentual sobe para 89,3%. Assim, a cidade está próxima de ter 9 entre cada dez curitibanos com 12 anos ou mais já completamente imunizados. 

Ao todo, Curitiba já aplicou 3.516.330 unidades do imunizante, sendo 1.544.104 primeiras doses e 1.449.307 segundas doses; 38.327 doses únicas; e 484.592doses de reforço.

Vacinados com 18 anos ou mais

Entre a população com 18 anos ou mais, 1.422.176 receberam a primeira dose; 1.366.791 receberam a segunda dose e 38.327 pessoas receberam a vacina em dose única.

Curitiba também está aplicando as doses de reforço para quem já completou o ciclo de imunização. Até sexta-feira (14/1), 484.592 pessoas receberam a dose complementar.

Adolescentes de 12 a 17 anos

Até o momento, a SMS vacinou 121.928 adolescentes entre 12 e 17 anos. Destes, 82.516 já receberam também a segunda dose.

Doses recebidas

Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 3.762.953 unidades do imunizante, sendo 1.667.812 primeiras doses (incluindo 9.870 doses pediátricas);  1.541.643 segundas doses; 38.290 doses únicas; e 515.208  doses de reforço. Nesse montante já estão contabilizados os 5% de reserva técnica.

A reserva técnica é uma medida de segurança, faz parte dos protocolos da logística e é necessária para evitar problemas no fluxo de imunização que possam ser causados por imprevistos eventuais, como a quebra acidental de frascos.

O município tem capacidade para vacinar mais de 30 mil pessoas por dia, já tendo aplicado 45,6 mil doses em um único dia, e o avanço do cronograma de imunização ocorre à medida que as doses são enviadas pelo Ministério da Saúde ao governo estadual, responsável por distribuir os lotes do imunizante aos municípios.

Confira detalhes da vacinação contra a covid-19 no Painel Covid-19 Curitiba.

Bolsonaro nega ser antivacina e diz que “fez a coisa certa” na pandemia

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou hoje a dizer que não é contrário à vacinação no Brasil e declarou que considera ter feito “a coisa certa” durante a pandemia do coronavírus.

Em entrevista à rádio Viva, do Espírito Santo, o governante afirmou ainda que teria pronto um roteiro de ações caso o STF (Supremo Tribunal Federal) suspendesse a decisão que garantiu a autonomia para governadores e prefeitos implementarem medidas sanitárias.

“Se o Supremo restabelecer o comando das ações da pandemia para mim, eu tenho pronto o que faria poucas horas depois. Eu não falo agora senão se vai ser uma polêmica enorme, uma crítica muito grande contra a nossa pessoa… Mas nós fizemos a coisa certa durante a pandemia.”

Bolsonaro pontuou mais uma vez o seu posicionamento pessoal contrário à inclusão de crianças de 5 a 11 anos no PNI (Programa Nacional de Imunizações), mas —diferentemente do que ocorreu em entrevistas anteriores— evitou fazer críticas à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O presidente tem contestado publicamente a entidade regulatória desde que o órgão liberou a aplicação da vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos. A imunização desse grupo etário começou há dois dias.

“Deixo bem claro, foi o nosso governo que comprou 400 milhões de doses de vacinas. Continuam me acusando de ser contra a vacina, mas como contra se eu comprei 400 milhões de doses?”,

afirmou Bolsonaro.

“O que eu entrei em disputa nas últimas semanas foi quando se falou em vacinar crianças de 5 a 11 anos. Ou seja, prevaleceu a vontade nossa, do Ministério da Saúde, onde as crianças podem se vacinar desde que os pais autorizem. E fiquem sabendo dos possíveis efeitos colaterais, que não são poucos. A nossa participação é por aí.”