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Lula e Trump se reúnem na Malásia para debater tarifas.

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Kuala Lumpur – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou, na tarde deste domingo (26/10), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). O encontro, que durou cerca de uma hora, sinaliza uma reaproximação entre Brasil e Estados Unidos, além de ser um primeiro passo nas negociações sobre as tarifas de 50% impostas por Washington a produtos brasileiros.

Diálogo Pragmatico entre as Nações

Em coletiva à imprensa, Lula e Trump adotaram uma postura pragmática. O presidente dos EUA afirmou que existem possibilidades de reduzir algumas tarifas a partir dessa conversa inicial. “Acho que vamos conseguir fazer alguns acordos muito bons que estamos discutindo, e eu acho que vamos acabar tendo um relacionamento muito bom,” declarou Trump.

A comitiva de Lula inclui ministros de Estado de áreas estratégicas como Minas e Energia, Ciência e Tecnologia, e Agricultura, além do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O encontro ocorre em um contexto de conversas a portas fechadas, com a participação possível de ministros, em um ambiente considerado “terreno neutro” na Malásia.

Expectativas para as Negociações

As expectativas giram em torno de um avanço nas negociações para a revisão do tarifaço. Questões como concessões no setor de carnes e agendas sobre a desregulação das big techs e o ingresso de etanol brasileiro no mercado norte-americano devem ser discutidas. Além disso, questões políticas e de alianças internacionais vão ao encontro dos interesses de ambos os países.

Durante o deslocamento para a Malásia, Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, destacou que Trump deseja distanciar o Brasil da China, ressaltando que o presidente se reunirá com Lula para uma interação produtiva, após uma ligação positiva entre os dois.

Desafios e Divergências

Apesar das promessas de diálogo, Rubio reconheceu que as questões relacionadas ao tarifaço não serão resolvidas de imediato. A imposição da taxa de 50% aos produtos brasileiros foi justificada pela Casa Branca como uma resposta a uma alleged perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Este, que está condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, continua sendo um ponto controverso nas relações entre os países.

Em conversas com o primeiro-ministro da Malásia, Anwar bin Ibrahim, Lula expressou críticas às posturas de Trump, incluindo a busca do ex-presidente americano por reconhecimento internacional. O presidente brasileiro também abordou a situação na Venezuela como parte das discussões de política externa, enfatizando a necessidade de uma liderança global mais efetiva para evitar conflitos.

Lula ainda defendeu a diversificação nas transações comerciais, sugerindo alternativas ao uso do dólar. O presidente afirmou que está aberto a discutir qualquer tema durante as negociações com Trump, reafirmando a intenção de encontrar soluções. “Se eu não acreditasse que é possível chegar a acordo, eu não faria reunião”, declarou.

Com a expectativa de que o encontro represente um avanço nas relações bilaterais, Lula também reafirmou a importância de esclarecer a verdadeira situação do Brasil e combater as informações que podem ter levado a Casa Branca a adotar medidas punitivas.

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