Justiça dá aval para vacinação prioritária de policiais no Paraná

Decisões da Justiça do Paraná abriram caminho para a inclusão dos profissionais das forças de Segurança entre os grupos prioritários da vacinação contra a covid-19. A mudança na fila, com preferência para policiais, foi anunciada pelo governador Ratinho Júnior (PSD).

Os novos calendários acabaram na mira dos Ministérios Públicos Federal e de Goiás, que entraram com ações para barrar as alterações nos planos de vacinação. No entanto, os magistrados entenderam que os governadores têm autonomia para fazer ajustes nos grupos prioritários e que não cabe ao Judiciário interferir nos critérios estabelecidos para distribuição das doses.

O juiz Gilson Luiz Inácio, da 4ª Vara Federal de Londrina, observou que os demais grupos não foram excluídos da previsão prioritária de vacinação e que a imunização dos profissionais das forças de Segurança é ‘imprescindível para o funcionamento da sociedade’.

“Oportuno e adequado manter a orientação do Estado que incluiu os integrantes das Forças de Segurança para vacinação. A uma, porque há constante alteração da forma de contaminação e, a duas, porque é necessária, e indeclinável, a atuação das forças de segurança junto à população, e, por isso mesmo, extremamente sujeita a risco elevado de contágio, na medida em que a esses integrantes das forças de segurança não é sugerido o fique em casa, se puder; ao contrário, a eles é imposto o dever de garantir, nas ruas, a manutenção e o funcionamento do essencial para a sociedade, que, em grande parte, como reiteradamente noticiado pela imprensa, negligencia o cumprimento das orientações médicas”, escreveu o magistrado.

As decisões estão em harmonia com o posicionamento do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao analisar o pedido da Advocacia Geral da União (AGU) para incluir os agentes das forças de Segurança entre os grupos prioritários da vacinação, o ministro sinalizou competência do Ministério da Saúde para mudar o plano nacional de imunização, levando em consideração ‘evidências científicas’.

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Vacinados contra a covid-19 no Brasil chegam a 35,9 milhões; 17% da população

O Brasil vacinou até esta segunda-feira (10) 35.909.617 pessoas com ao menos a primeira dose da vacina contra a covid-19. Os números são obtidos diariamente pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde. A quantidade de pessoas imunizadas representa até aqui 16,96% da população.

Balanço divulgado ontem às 20h pelo consórcio com dados obtidos junto a 25 Estados mostra que 581.772 pessoas receberam a primeira dose. Entre os 35,9 milhões de vacinados, 18.073.591 receberam a segunda dose, o que representa 8,5% da população com a imunização completa; 326.608 pessoas receberam a segunda dose nesta segunda-feira.

No total, os Estados aplicaram 908.380 doses, entre aqueles que foram vacinados pela primeira vez e os que receberam o reforço do imunizante. As autoridades de saúde destacam a importância de os cidadãos retornarem ao posto na data marcada para completar a vacinação e assegurar a proteção contra a covid-19.

Levando em consideração dados relativos à primeira dose, o Rio Grande do Sul tem a vacinação mais avançada do País até esta segunda-feira. O Estado imunizou 21,94% da sua população contra o novo coronavírus. O que tem a menor porcentagem é Roraima, com 10,91% da população vacinada. Em números absolutos, São Paulo lidera com 8,7 milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose

Anvisa orienta suspensão de vacina da Astrazeneca para grávidas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a suspensão imediata do uso da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca/Fiocruz para mulheres gestantes. A orientação está em Nota Técnica emitida pela agência.

A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). A decisão é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas contra a covid-19 em uso no país.

“O uso off label de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina sem orientação médica”, ressaltou a Anvisa.

A vacina vinha sendo usada em gestantes com comorbidades. Agora, só podem ser aplicadas nas grávidas a Coronavac e a Pfizer.