Já são mais de 142 mil casos de dengue no Paraná

Além da pandemia do novo coronavírus, estamos enfrentando em nosso Estado a epidemia da dengue. São 142.098 casos, 111 óbitos e 338 municípios com casos confirmados. Os casos notificados passam de 278 mil e abrangem 370 cidades.

Os deputados estaduais aprovaram em redação final, durante a sessão remota desta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa do Paraná, o projeto de lei 905/2019, que reforça as ações de combate à epidemia de dengue e também de outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Agora o texto segue para sanção, ou veto, do Poder Executivo. A proposta prevê que proprietários de imóveis devem conservar quintais limpos, recolher qualquer objeto que possa acumular água e manter caixas d’água vedadas.

Nos terrenos baldios, a remoção de entulhos que possam acumular água passa a ser obrigatório. Proprietários de laminadoras de pneus, borracharias, depósito de materiais, ferros velhos e similares devem manter os objetos secos, abrigados da chuva e atender as determinações emitidas pelos agentes de saúde. O depósito a céu aberto de materiais só será permitido se não oferecer risco de se tornarem criadouros para o Aedes aegypti. O projeto prevê ainda a realização de ações educativas e de mutirões de limpeza e estabelece também ações estratégicas de vigilância em saúde.

Na justificativa do projeto, os autores ressaltam que dados da Organização Mundial da Saúde apontam que 80 milhões de pessoas por ano são infectadas por doenças transmitidas pelo mosquito. “Nesta perspectiva, assim como outros animais, o Aedes aegypti representam uma ameaça para a saúde pública do Brasil, país no qual o clima tropical oferece condições perfeitas para a proliferação do mosquito, transmissor da dengue e de outras doenças”.

O texto avançou com um substitutivo geral que unificou as medidas apresentadas nos projetos de lei 905/2019, dos deputados Goura (PDT), Dr. Batista (PMN), Jonas Guimarães (PSB), e Tercílio Turini (CDN), o 38/2020 e 70/2020, do deputado Dr. Batista (PMN) e do 154/2020, do deputado Tercílio Turini (CDN).

Servidores – Também foi aprovado em redação final o projeto de lei 858/2019, do Poder Executivo, que altera o regime jurídico dos funcionários civis do Governo do Estado em relação a afastamento dos servidores. A proposta inclui o afastamento para “servir a organismo internacional com a perda integral da remuneração, mediante autorização do chefe do Poder Executivo, até 31 de dezembro do respectivo ano”. O texto estabelece ainda que o pedido de prorrogação deve ser protocolado com antecedência, mínima, de 60 dias do encerramento do ano civil. A matéria segue para sanção, ou veto, do Governo do Estado. Já o projeto de lei 631/2019, do deputado Gilberto Ribeiro (PP), que institui a Semana de Orientação sobre a Toxoplasmose passou em segundo turno. Com a dispensa de votação da redação final aprovada, o texto segue para sanção, ou veto, do Poder Executivo.

Igrejas – Os deputados aprovaram em primeira votação o projeto de lei 199/2020, dos deputados Alexandre Amaro (Republicanos) e Gilson de Souza (PSC), que estabelece as igrejas e os templos de qualquer culto como atividade essencial em períodos de calamidade pública no estado do Paraná. O texto recebeu 43 favoráveis, seis contrários e uma abstenção. O projeto de lei 742/2019, que concede o título de utilidade pública à Associação Verde Valle de Apicultores de Novas Laranjeiras, foi igualmente aprovado em primeiro turno. Já o projeto de resolução 1/2020, que dispõe sobre a aprovação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou os contratos administrativos entre o Estado e empresa JMK, também passou em primeira votação (ver matéria no site).

Retirados – O projeto de lei 240/2020, que obriga laboratórios de análises clínicas de todo o estado a notificar em tempo real os órgãos públicos estaduais sobre as ocorrências de suspeita ou confirmação do novo coronavírus – COVID-19, foi retirado da pauta de votações por uma sessão ordinária a pedido do presidente da Casa, deputado Ademar Traiano (PSDB). Também foi retirado de pauta por uma sessão ordinária, a pedido do deputado Paulo Litro (PSDB), relator do texto na Comissão de Constituição e Justiça, o veto parcial 9/2020, do Poder Executivo, ao projeto de lei 295/2019, dos deputados Paulo Litro (PSDB) e Goura (PDT), que visava alterar e revisar os objetivos da Lei estadual nº 18.780/2016, que instituiu a Política de Mobilidade Sustentável no Paraná. Já o projeto de lei 266/2020, do Poder Executivo, que altera dispositivos da Lei 19.130/2017, instituindo a diária especial por atividades extrajornada voluntária, a gratificação intramuros, e adota outras providências, foi retirado de pauta por duas sessões ordinárias após pedido feito pelo líder do Governo na Casa, deputado Hussein Bakri (PSD).

Informações: Alep

Paraná é o segundo estado com o menor número de casos e óbitos de Covid-19

O Paraná fica atrás apenas de Minas Gerais entre os estados brasileiros com o menor número de casos e de óbitos pela Covid-19 por 100 mil habitantes. A taxa de incidência da doença na população paranaense foi de 1.477,4 casos por 100 mil habitantes, com 37,1 mortes a cada 100 mil, mostram os dados mais recentes do Painel Coronavírus, do Ministério da Saúde, divulgados na noite de quarta-feira (23).

Os valores ficam bem abaixo da média nacional. No Brasil, o índice de incidência é de 2.200,8/100 mil, e a taxa mortalidade, 66,1 por 100 mil habitantes. O Paraná também tem a melhor posição no Sul, região com os menores índices de incidência e óbito pela Covid-19. A média regional é de 1.859 casos/100 mil e 38,2 óbitos/100 mil. No Rio Grande do Sul, que tem uma população equivalente à do Paraná, a média de casos é de 1.577,1/100 mil e a de óbitos é 39,7/100 mil. Em Santa Catarina, a taxa de incidência é de 2915,6/100 mil e a de mortalidade é 37,5/100 mil.

A taxa de mortalidade do Distrito Federal, que é a maior do País, é de 104,4 óbitos/100 mil habitantes, seguido do Rio de Janeiro (103,7/100 mil) e Roraima (101,7/100 mil). Tirando Minas Gerais, onde o índice de mortalidade foi de 32,6/100 mil habitantes, e os estados do Sul, em nenhuma unidade da federação essa taxa foi menor que 43,1 óbitos por 100 mil habitantes.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior destaca que o planejamento do Estado foi fundamental para minimizar os impactos da pandemia no Paraná. “Estruturamos a rede assistencial de forma transparente e organizada, sendo que nenhum paciente ficou sem atendimento desde o início da pandemia. Com apoio dos demais poderes e de toda a sociedade, conseguimos fazer esse enfrentamento para salvar o maior número de vidas possível” destaca. “O ideal seria não perder nenhuma pessoa para essa doença, mas mantemos o trabalho organizado para que o impacto no Paraná seja o mínimo possível”, diz. 

Para o diretor-geral da Secretaria de Estado da Saúde, Nestor Werner Júnior, o planejamento iniciado pelo Paraná antes de ter pacientes confirmados com o novo coronavírus, e a adoção de estratégias para conter o avanço da epidemia quando o número de casos ainda era baixo, permitiu um certo controle sobre a circulação do vírus no Estado.

“A adoção de medidas de distanciamento social ajudou a achatar a curva em um momento em que ainda preparávamos a rede hospitalar para receber os pacientes da Covid-19. Quando os números subiram, os hospitais já estavam prontos para o atendimento”, afirma Werner. “Priorizamos utilizar a estrutura já existente, com a contratação de leitos clínicos e de UTI exclusivos para a Covid nos hospitais estaduais e em nossos parceiros da rede privada e filantrópica, sem a necessidade de construir hospitais de campanha, que são caros e não ficariam como legado para o Estado”, explica.

A estratégia de estruturação incluiu uma maior celeridade nas obras dos hospitais regionais de Guarapuava, Telêmaco Borba e Ivaiporã, que foram entregues antes do prazo. As três unidades atendem hoje exclusivamente os pacientes com Covid-19. Também foram habilitados 1,1 mil leitos de UTI e aproximadamente 1,5 mil de enfermaria.

TESTAGEM – Outra vertente foi o investimento na aquisição de testes, para garantir o maior número possível de diagnósticos. Até agora, já foram realizados 632.282 testes RT-PCR, considerados padrão ouro pela Organização Mundial da Saúde. A capacidade de processamento dos resultados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) e pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) é de 5,6 mil testes por dia.

A Secretaria também recebeu do Ministério da Saúde 427.980 One Step Test (teste rápido), que foram disponibilizados aos municípios. “A testagem em grande escala é a melhor forma de rastrear e impedir a circulação do vírus, reduzindo a contaminação”, explica Werner.

ESTABILIZAÇÃO – De acordo com o diretor-geral da Saúde, o Paraná está há cerca de 70 dias com estabilidade no número de casos, sem uma aceleração profunda ou uma queda abrupta de pacientes confirmados. Por isso, ainda é necessário manter a atenção, as medidas de distanciamento, as etiquetas de higiene e o uso de máscaras. Essa situação também impede a retomada de algumas atividades, como o início das aulas.

“Ainda não há uma vacina ou algum remédio comprovado para a doença, por isso trabalhamos todos os dias com os municípios para evitar uma segunda onda de casos, como o que ocorre em outras partes do mundo”, ressalta. “A pandemia ainda não acabou. Enquanto não houver uma queda mais consistente, uma diminuição concreta de casos, a população vai precisar manter as medidas que conseguiram frear os casos no Estado. Foi graças a esse esforço coletivo que o Paraná tem um dos menores índices de incidência do País, que queremos manter”, completa.

Informações AEN.

Criança de 9 anos tenta comprar casa para família na OLX e post viraliza

A ideia dele era pagar parcelas de R$ 50 ao mês até que todo o valor fosse quitado

A inocência e a boa vontade de um menino de apenas 9 anos fizeram a história dele viralizar na internet nos últimos dias. O pequeno João Bernardo, morador de Maringá, foi visto pela mãe tentando negociar a compra de uma casa para a família no site de vendas OLX. A situação curiosa foi compartilhada nas redes sociais e ganhou a internet.

A maringaense e mãe do João, Daiana Campiolo, de 38 anos, mostrou aos seguidores as mensagens que o filho trocou com o vendedor do imóvel. Na primeira parte da conversa, o menino diz que tem interesse em comprar a
casa, mas que não tem todo o dinheiro pedido pelo proprietário. A ideia dele era então pagar parcelas de R$ 50 ao mês até que todo o valor fosse quitado.

“Pensei: ‘E se eu te desse 50 reais por mês até juntar 110.000 [reais]’”, escreveu João. “É que eu gostaria de morar eu, minha mãe e meu irmão”, acrescentou.

Na conversa, o menino ainda disse achar o aluguel da casa onde a família mora atualmente “muito caro”. Ele, no entanto, é surpreendido logo em seguida com a negativa do vendedor. “Tem condições não, 50 reais por
mês. No mínimo 1.376 por mês”, afirmou o anunciante. O menino entende a situação e, por fim, diz que não seria mesmo possível comprar a casa já que o imóvel fica localizado em Sergipe, no nordeste do
Brasil.

Veja toda a conversa e o final desta história AQUI, no GMC Online, parceiro da Banda B.

Informações Banda B.