Israel Intensifica Bombardeios no Sul do Líbano
Na última quinta-feira (6), o Exército de Israel realizou novos bombardeios no sul do Líbano, direcionados às chamadas “infraestruturas militares” do Hezbollah, um grupo político-militar apoiado pelo Irã. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que a operação envolveu a utilização de aviões e drones, visando unidades responsáveis pela recuperação da capacidade bélica do Hezbollah.
Operação Militar e Consequências
Segundo o comando israelense, ordens de desocupação foram disseminadas em várias cidades e vilas na região. Os ataques resultaram na morte de pelo menos uma pessoa e ocorrem apesar do cessar-fogo estabelecido há um ano entre as partes. O Exército de Israel alegou que o Hezbollah está tentando restabelecer rotas de abastecimento e centros de comando destruídos durante a guerra de 2024.
A inteligência israelense alega que o Hezbollah já restaurou parte de sua cadeia de suprimentos com armamentos vindos do Irã e continua a treinar milicianos no sul do Líbano. Tel Aviv também acusou o Estado libanês de evitar confrontos diretos com o Hezbollah, em meio à prolongada crise política enfrentada pelo país desde o término da guerra.
Contexto do Cessar-Fogo
O cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos e pelas Nações Unidas, estipulou que as Forças Armadas libanesas seriam a única força armada ativa ao sul do país, além de exigir que o Hezbollah entregasse suas armas até o final deste ano. Contudo, o governo libanês tem encontrado resistência do grupo, que afirma que o acordo se aplica apenas à região fronteiriça.
No último domingo (2), o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, repudiou qualquer tentativa de desarmamento, acusando Israel e os EUA de tentarem impor condições políticas. “A posse de armas é parte do nosso direito legítimo de defender a pátria e a existência”, declarou Qassem à TV Al-Manar.
Declarações de Lideranças
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou no mesmo final de semana que não permitirá o rearmamento do Hezbollah e que o Líbano não deve se tornar mais uma frente de conflito contra Israel. “O Hezbollah continua a sofrer baixas, mas também busca se armar. Esperamos que o governo libanês cumpra suas obrigações e desarme o Hezbollah. Exercemos nosso direito à autodefesa e agiremos conforme necessário”, disse Netanyahu em comunicado oficial.
Em resposta, o Hezbollah divulgou uma carta aberta nesta quinta-feira, reafirmando que não negociará enquanto o Líbano estiver “sob agressão”. “Israel não cumpriu o acordo de cessação das hostilidades e tenta impô-las por meio de chantagem e violência”, destacou o texto.
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