A escalada das tensões no Oriente Médio ganhou novos contornos após o ataque a campo de gás South Pars, no Irã. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, alertou que os ataques à infraestrutura energética do país podem resultar em “consequências incontroláveis”, abarcando riscos globais. Pezeshkian criticou publicamente os bombardeios israelenses e o suporte dos Estados Unidos a estas ações.
“Essas ações agressivas não trarão resultados para o inimigo sionista e seus apoiadores. Complicações adicionais poderão afetar o mundo inteiro”, afirmou.
Retaliações Anunciadas
A Guarda Revolucionária do Irã notificou que poderá realizar contra-ataques a instalações energéticas na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar nas próximas horas. A decisão surge após relatos de mísseis que atingiram a major reserva de gás que o Irã compartilha com o Catar.
Os alvos potenciais incluem:
- Refinaria de Samref e complexo petroquímico de Jubail, na Arábia Saudita;
- Campo de gás de al-Hosn, nos Emirados Árabes Unidos;
- Complexo petroquímico de Mesaieed, no Catar;
- Refinaria de Ras Laffan, no Catar.
O governo iraniano solicitou que cidadãos e funcionários deixassem imediatamente as áreas que podem ser atingidas.
Implicações Econômicas
O ataque à infraestrutura energética iraniana causou um aumento significativo no preço do petróleo, que alcançou quase US$ 110 o barril, intensificando as preocupações sobre interrupções no fornecimento global, especialmente com o bloqueio no Estreito de Ormuz. Eskandar Pasalar, governador de Asaluyeh, classificou o aumento da violência como um “suicídio político”, indicando que o conflito entre EUA e Israel se converteu em uma guerra econômica de larga escala. O porta-voz do governo do Catar também destacou que esses ataques colocam em risco a segurança energética global.
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