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Internações involuntárias em Curitiba: Pimentel rebate críticas e cita apoio de 86% da população

Prefeito afirma que política é exceção, baseada em critérios médicos, e critica exposição de pessoas em situação de vulnerabilidade nas redes sociais.

O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, voltou a defender a política de internação involuntária de pessoas em situação de rua na capital paranaense, adotada, segundo ele, apenas em casos extremos e com base em critérios técnicos e médicos. A declaração foi feita após questionamentos e críticas ao modelo, e veio acompanhada da divulgação de dados de uma pesquisa de opinião que aponta amplo apoio da população à medida.

Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, realizado entre os dias 22 e 25 de janeiro de 2026, mostra que 86% dos moradores de Curitiba são favoráveis à internação involuntária de pessoas com dependência química ou transtornos mentais quando há risco grave à própria vida ou à de terceiros, desde que haja indicação médica. Outros 3,1% afirmaram que a decisão depende do caso, 8,4% se disseram contrários e 2,5% não souberam ou preferiram não opinar.

Para Pimentel, os números indicam que a sociedade compreendeu os objetivos da política pública. “Isso mostra que a população entendeu nosso trabalho, que é feito com seriedade, transparência e critérios técnicos. Foram oito leis federais que embasaram esse protocolo da Prefeitura. A internação involuntária é exceção, não é regra, e só acontece quando a pessoa está fora de controle, colocando a própria vida ou a de terceiros em risco”, afirmou.

Críticas nas redes sociais

Durante a entrevista hoje (28) na ocasião da inauguração de mais unidade do Poupatempo em Curitiba, o prefeito também criticou o que classificou como uso indevido das redes sociais para atacar a política pública. Segundo ele, há pessoas que exploram situações de vulnerabilidade com o objetivo de ganhar visibilidade.

“Lamento muito que ainda exista gente que, por meio das redes sociais, quer lacrar, ganhar likes e colocar em xeque um trabalho sério. Isso expõe pessoas em situação de vulnerabilidade por doença mental ou dependência química e também servidores da Prefeitura, da área de Ação Social e Saúde, que trabalham com seriedade há muitos anos”, declarou.

Pimentel afirmou que esse tipo de comportamento representa um desserviço à população e à administração municipal. “Não podemos aceitar zombaria com quem está em situação de fragilidade ou com servidores públicos que dedicam a vida ao cuidado dessas pessoas”, disse.

Continuidade da política

O prefeito reforçou que a gestão municipal seguirá adotando a internação involuntária nos casos previstos em lei e ressaltou que, após esse tipo de intervenção, também houve aumento nos internamentos voluntários em Curitiba. Segundo ele, os dados consolidados sobre esse crescimento ainda estão sendo finalizados e serão divulgados em breve.

“Nosso trabalho é sério, com responsabilidade e integridade. Vamos continuar cuidando de quem está em situação de rua e em vulnerabilidade total, sem autocontrole. Mais de 85% da população vê que não há lacração, não há brincadeira, há critério técnico e profissionais capacitados. Esses servidores têm o meu respaldo e o meu respeito”, concluiu.

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