Idoso mantido em cárcere privado durante 15 dias é resgatado na RMC

Um idoso, com pouco mais de 80 anos, foi resgatado pela polícia após ser mantido em cárcere privado por cerca de 15 dias em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, nesta quinta-feira (11). Uma mulher foi presa em flagrante.

Vizinhos da suspeita de cometer o crime, no Jardim Bandeirantes, chamaram a Guarda Municipal (GM) para averiguar a situação, e agentes encontraram a vítima dentro de um pequeno cômodo em condições insalubres.about:blank

“A equipe se deparou com um quarto trancado por um cadeado e o idoso pedindo ajuda. Populares disseram que ele estava trancado há 15 dias”, disse o agente Strombech, da GM, à Banda B.

Um vídeo (assista abaixo) gravado pelo guarda mostra que o quarto não possuía sequer ventilação, e tinha urina e fezes espalhadas pelo chão.

Segundo Strombech, a mulher presa é ex-nora da vítima e tinha a tutela dele. “Os moradores disseram que ela saía e deixava ele trancado”, afirmou.

A suspeita não estava em casa no momento em que a GM encontrou o idoso, porém chegou após 1h30 enquanto paramédicos prestavam atendimento a ele.

“Ela foi encaminhada à delegacia após o flagrante delito de cárcere privado, e se o delegado entender ela poderá responder por maus tratos ao idoso”, acrescentou o agente.

Sobre o estado de saúde dele, Strombech contou que o idoso aparentemente estava com a consciência perturbada, mas que não estava machucado.

“Perguntei se ele havia comido e ele respondeu que não. Em seguida, questionei se estava com fome e a resposta foi a mesma”, disse. “Chegamos com um bolo e um suco e ele ficou feliz. Deu para perceber que estava com fome, sim”.

O homem foi encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e depois a um abrigo.

Vídeo

Informações Banda B

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Estado contrata estudo para reorganizar transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba

A pedido do governador Carlos Massa Ratinho Junior, a Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba) contratou um estudo para mapear o atual sistema de transporte e apresentar uma nova modelagem à RMC.

Ele começa a ser realizado nesta terça-feira (14) pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas (FEPESE), em parceria com a equipe técnica do Laboratório de Transporte e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina – LabTrans/UFSC.

São três pontos principais: atualização do cálculo tarifário, realização de uma pesquisa de origem e destino e modelagem econômico-financeira do sistema com o estabelecimento de cenários. A entrega final está marcada para fevereiro de 2022, mas algumas aplicações práticas dos resultados obtidos com as pesquisas podem ter aplicação antecipada, com ajustes realizados na operação diária. Ele dará origem a uma licitação do transporte, a ser realizada em 2022.

A pesquisa de origem e destino com os usuários do transporte coletivo metropolitano deverá durar dois meses. Nesta etapa, equipes devidamente identificadas realizarão pesquisas com usuários visando identificar sua origem, destino, conexões e interesses. Os dados coletados deverão subsidiar as decisões realizadas pela autarquia.

As pesquisas serão realizadas em todos os 19 municípios da Rede Integrada de Transporte – RIT, nos horários de maior movimento do sistema, que são das 06h00 às 09h00 e das 16h30 às 19h30. Serão cerca 30 pesquisadores, devidamente identificados.

Segundo o presidente da Comec, Gilson Santos, será mais um passo importante para aproximar a operação do transporte coletivo do dia a dia da população. “O estudo vai mapear com precisão de onde as pessoas estão vindo e para onde elas estão indo, e ainda, se utilizam outros meios de transporte além do ônibus”, destacou.

“Com estas informações, além do ajuste da nossa operação, podemos planejar novas linhas e conexões. Todo trabalho com informações precisas e bem planejado tem resultado mais eficiente”, disse.

PANDEMIA – Uma das razões do estudo é analisar o impacto da pandemia de Covid-19 sobre os sistemas de transporte coletivo. Logo no início, em março de 2020, com a implementação das medidas mais restritivas de circulação, o número de usuários no sistema metropolitano chegou a cair para 20%. Aos poucos, com o retorno das atividades, este número foi aumentando, mas mesmo a média de usuários do sistema ainda permanece na casa dos 60%.

A queda no número de usuários, mudanças de hábitos da população e a busca por melhorias no atendimento exigiram uma série de ajustes em todas as operações. Em 18 meses de pandemia, foram realizados mais de 600 ajustes no sistema metropolitano, contemplando novos atendimentos, itinerários e ajustes de horários, personalizado para o usuário.

Especialistas na área apontam, no entanto, que dificilmente o sistema retornará aos patamares anteriores ao da pandemia e que ele precisará ser readaptado às novas realidades de vida da população.

“A ideia é ter um embasamento completo para efetivar as mudanças no ano que vem. O sistema sofreu um grande impacto, não temos mais o volume anterior. Com esse estudo teremos números reais para fazer as alterações. Queremos melhorar o tempo para o usuário e atrair mais pessoas para o sistema”, complementou Gilson Santos.

LICITAÇÃO EM 2021 – O objetivo da Comec é fazer uma grande licitação das linhas metropolitanas em 2022. O estudo ajudará a determinar a tarifa, a modelagem e os detalhes do edital. 

Araucária anuncia redução na tarifa do transporte coletivo

A Prefeitura de Araucária confirmou que na próxima segunda-feira (13), os usuários do sistema de transporte coletivo local (TRIAR) terão o valor da tarifa reduzida. O preço do bilhete cairá de R$ 2,20 para R$ 1,95. Será a 5ª redução consecutiva na tarifa de transporte local desde o início de 2018, segundo a prefeitura. Além da redução da tarifa, aos domingos o transporte gratuito e a gratuidade a todos os estudantes de instituições públicas do município.

A sequência de reduções da tarifa tem ocorrido mantendo a integração gratuita com as linhas metropolitanas, a integração temporal entre linhas do TRIAR (‘ponto a ponto’), a tarifa domingueira (gratuita) e as várias isenções previstas em lei. Recentemente, o TRIAR entrou em uma nova fase, a partir da nova concessão do serviço de transporte. Isso possibilitou o aumento da frota de 88 veículos para 95; grande parte dela com ônibus zero km.

NÚMEROS – A tarifa reduzida e os benefícios funcionaram como um estímulo ao uso do transporte coletivo. O município viu o número de usuários superar os 50 mil/dia (pico antes da pandemia); o que representa um aumento de público em cerca de 40% em relação ao período anterior à redução de tarifa e de oferta dos benefícios.

Informações Banda B