Hospital de Maringá participa de estudo sobre remédio para Covid-19

Pesquisadores do Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM) participam de um estudo internacional para avaliar a eficácia e segurança de um medicamento que combate a Covid-19 em pessoas com sintomas leves e moderados e também aqueles que integram o grupo de risco. O estudo é feito por meio do Núcleo de Pesquisas Clínicas.

Vinculado à Universidade Estadual de Maringá (UEM) o Hospital é a única unidade hospitalar do Paraná a participar desse estudo.

 A coordenadora de estudos do Núcleo de Pesquisas Clínicas, Sandra Bin Silva, explica que, mesmo com a vacina, a Covid-19 ainda vai continuar existindo e por isso é necessário estudar medicamentos para tratar a doença ou evitar possíveis complicações.

O medicamento contém um anticorpo especificamente direcionado para o SARS-CoV-2, vírus que causa a Covid, melhorando a capacidade do sistema imunológico de combater a doença. A princípio, o remédio é chamado de VIR-7831, e como está em fase experimental não é comercializado para o tratamento da doença.

A pesquisadora também destaca o protagonismo nacional do Hospital Universitário no desenvolvimento de pesquisas clínicas. “Faz 10 anos que o Núcleo de Pesquisas Clínicas desenvolve estudos que fortalecem o Sistema Único de Saúde (SUS) no atendimento da população brasileira. A UEM e o HU estão na vanguarda da pesquisa há bastante tempo e isso é fundamental para buscar soluções no momento que vivemos”, afirma.

O núcleo é referência em estudos clínicos e acadêmicos em áreas como endocrinologia, nefrologia e urgência e emergência. Desde o início da pandemia, os pesquisadores do hospital estudam alternativas de tratamento para a Covid-19. No total são sete estudos em andamento.

VOLUNTÁRIOS – A participação dos voluntários é estimada em aproximadamente 24 semanas. Para ser elegível é preciso ter 18 anos ou mais e apresentar algum dos fatores de risco, como diabetes, obesidade, insuficiência cardíaca, doença pulmonar crônica, entre outros. Serão selecionados de oito a dez pacientes para testar a eficácia do medicamento.

Outro grupo será formado por pessoas com 55 anos ou mais, independente de outros fatores de risco, com resultado positivo para o novo coronavírus e um ou mais sintomas de Covid-19. Interessados em participar do estudo podem entrar em contato com o Núcleo de Pesquisa Clínica do HUM pelo telefone (44) 3011-9210, das 8h às 12h.

Informações AEN.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão do Pânico digital será ampliado para todo o Paraná

Botão do Pânico em versão digital estará disponível para todo o estado no mês de julho.

O dispositivo digital de medida de segurança, Botão do Pânico, será expandido para todo o Paraná. A informação foi confirmada à procuradora da mulher da Assembleia Legislativa do Paraná, deputada Cristina Silvestri (CDN), pela desembargadora Ana Lúcia Lourenço, da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), durante reunião de alinhamento. A expectativa é que esse processo de expansão para toda as 161 Comarcas do Estado ocorra até o final de julho, atendendo, por consequência, os 399 municípios do Estado. Atualmente, 13 cidades realizavam testes com a aplicação digital como projeto piloto.

“O Botão do Pânico foi uma conquista enorme para as políticas públicas do Paraná ao ser implantado como programa de governo efetivo no combate à violência doméstica e ao feminicídio. No começo deste ano ele foi migrado para a versão digital, um desejo antigo nosso, mas ainda não tínhamos a garantia de quando todos os municípios seriam atendidos. Agora tivemos detalhes do trabalho do Tribunal e da Cevid para essa expansão imediata, o que nos deixa entusiasmadas para intensificarmos o trabalho do legislativo nesta pauta”, detalhou Cristina Silvestri, autora da Lei 18.868/2016, que implantou o botão do pânico no Estado há cinco anos.

A deputada e procuradora ressalva que quando a instalação dos dispositivos for concluída, o desafio dos órgãos de enfrentamento será de conscientização das mulheres com medida protetiva de urgência, que podem fazer a solicitação do botão via seu advogado(a) ou defensor público, por exemplo. Outro ponto que será trabalhado será a conciliação dos botões com tornozeleiras eletrônicas, o que além de ajudar a proteger a vítima, auxiliará o monitoramento do agressor em tempo real.

“O funcionamento do botão continuará da mesma forma: as mulheres que possuírem acesso ao dispositivo poderão acionar o botão no momento que seus agressores se aproximarem ou caso ela sinta que está correndo perigo. Um sinal será enviado para a Polícia Militar que, dentro de pouquíssimo tempo, irá até o local utilizando os serviços georefenciamento”, explicou.

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) disse que “o botão do pânico faz parte de uma efetiva parceria entre o Tribunal de Justiça, o Governo do Estado e a Polícia Militar”.

As primeiras cidades que receberam o serviço em março deste ano foram Apucarana, Arapongas, Araucária, Campo Largo, Cascavel, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Irati, Londrina, Maringá, Matinhos, Paranaguá, Pinhais e Ponta Grossa.

Em 8 de junho, tiveram acesso ao dispositivo, também, as comarcas de São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Cerro Azul, Colombo, Rio Branco do Sul, Antonina, Guaratuba, Morretes, Pontal do Paraná e Piraquara.

O cronograma da Polícia Militar prevê a disponibilização da ferramenta para mais de 100 municípios, até o fim de junho, contemplando as regiões norte, noroeste e sudoeste do estado.

Paraná recebe 451,7 mil doses da vacina AstraZeneca

O Paraná recebeu na tarde desta segunda-feira (21) mais 451.750 doses da vacina contra a Covid-19. Os imunizantes, produzidos em parceria pela AstraZeneca, Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), integram o 26º lote encaminhado pelo Ministério da Saúde.

O material já está no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, para averiguação, validação e posterior divisão. A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde é começar a distribuição para as 22 regionais que formam o sistema público de saúde do Estado ainda nesta terça-feira (22). 

De acordo com a pauta de distribuição, todas as doses são destinadas à conclusão do ciclo de imunização de grupos prioritários. São 404.242 doses para as pessoas de 60 a 64 anos (o equivalente a 71% do total) e 2.277 doses para trabalhadores das forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas (6% do grupo). As demais doses vão para reserva técnica.

“Vamos acelerar a distribuição para fazer com que mais pessoas completem o ciclo de vacinação, garantindo a completa imunização contra o vírus, por isso vale reforçar a importância das pessoas tomarem a segunda dose”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “Queremos continuar fazendo a vacina chegar no braço dos paranaenses na maior velocidade possível”, reforçou ele.

VACINÔMETRO 

O Paraná administrou até a tarde desta segunda-feira 5.032.954 doses da vacina anticovid. Dessas, 3.749.010 foram aplicações de primeiras doses e 1.283.944 segundas doses. Os dados são do Vacinômetro (https://localizasus.saude.gov.br/) do Sistema Único de Saúde (SUS), painel do Ministério da Saúde alimentado diretamente pelos municípios.

Das vacinas aplicadas, 49,1% foram vacinas da AstraZeneca, 45,6% da Coronavac (Instituto Butantan/Sinovac) e 5,3% da Pfizer/BioNTech.

Em números absolutos, as cidades que mais vacinaram são Curitiba (889.741 doses), Maringá (287.645 doses), Londrina (268.166 doses), Cascavel (149.343 doses) e São José dos Pinhais (141.024 doses).