Hospital Costa Cavalcanti já tem 2 mil exames da covid-19 à disposição da população de Foz e região

Outros 2 mil devem chegar nos próximos dias. Os testes vão ajudar no combate à doença. Resultado do exame sai em até duas horas

O Hospital Ministro Costa Cavalcanti (HMCC) já tem em estoque cerca de 2 mil exames de Real Time – PCR, que faz o diagnóstico da covid-19 em até duas horas. Os exames chegaram nesta quinta-feira (9), às 11h, e serão colocados à disposição dos pacientes internados no HMCC, Hospital Municipal Padre Germano Lauck e para a os casos suspeitos confirmados da doença na região.

O diretor-superintendente do HMCC, Fernando Cossa, explicou que o fluxo de testagem seguirá as diretrizes do Laboratório Central do Estado (Lacen). Inicialmente, o HMCC fará os testes dos casos suspeitos de covid-19 de Foz do Iguaçu e, logo na sequência, se o resultado for positivo, eles serão encaminhados para a contraprova no Lacen.

Num segundo momento, com os processos concluídos, a partir da testagem em cinco contraprovas, todos os procedimentos serão feios aqui, sem necessidade de serem encaminhados para a capital.

Os testes serão colocados à disposição da população sem nenhuma cobrança, para os casos notificados como suspeitos confirmados por meio da Vigilância Epidemiológica. O hospital, que é mantido pela usina de Itaipu, está habilitado a fazer os testes PCR desde a semana passada. A testagem será feita pelo Laboratório de Saúde Única do Centro de Medicina Tropical.

Os exames ajudarão no mapeamento epidemiológico da doença e na tomada de decisões dos municípios da 9ª Regional de Saúde do Paraná para o enfrentamento da covid-19.

Atualmente, Foz do Iguaçu (boletim de quinta-feira,9) tem 29 casos confirmados da doença. Três pacientes estão internados, dois na ala exclusiva de covid-19 do Costa Cavalcanti, que adota os todos os protocolos com base na experiência do trabalho do Hospital Israelita Albert Einstein, centro médico de São Paulo, um dos mais respeitados do mundo.

O HMCC tem capacidade para fazer, por dia, até 480 exames PCR, um dos testes mais confiáveis para a detecção da doença.
O hospital é um dos poucos centros hospitalares do interior do Paraná credenciados para fazer essa testagem.

Ala exclusiva

Com base em protocolos dos melhores hospitais do mundo, o HMCC criou uma ala exclusiva para internamento de pacientes com a doença. São 27 leitos, 15 só na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 12 de semi-intensiva. Outras medidas foram adotadas seguindo essa mesma linha para preservar a saúde do corpo clínico e dos pacientes do hospital.

O HMCC também administra um fundo emergencial de aproximadamente R$ 15 milhões, encaminhado pela Itaipu, voltados à reestruturação da instituição e para ajudar Foz do Iguaçu e municípios vizinhos no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

A Fundação de Saúde Itaiguapy, que administra o HMCC, já adquiriu equipamentos de proteção individual, materiais e medicamentos, incluindo 35 aparelhos de ventilação mecânica, 50 monitores multiparamétricos e 40 camas hospitalares.

Para se antecipar à pandemia em Foz, o HMCC contratou aproximadamente 80 colaboradores e médicos plantonistas para atuar em setores específicos no tratamento à covid-19, além de uma infectologista e um coordenador de medicina interna dedicados exclusivamente ao combate à doença. Mais de 500 pessoas estão em treinamento, aptas para agir numa possível crise.

O HMCC fez um convênio com um hotel para hospedagem de profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à pandemia. Com a reestruturação, o Hospital Costa Cavalcanti tem agora dois prontos atendimentos, um para pacientes sem sintomas respiratórios, que funciona no Centro Clínico, e o outro voltado para os casos de sintomas respiratórios, anexo ao HMCC.

Ampliação do cais aumenta a capacidade do Porto de Paranaguá

O governador Carlos Massa Ratinho Junior inaugurou nesta terça-feira (22) a obra de ampliação do cais do Porto de Paranaguá, no Litoral do Estado. O berço 201 foi modernizado e o cais de atracação foi prolongado em 100 metros. Os investimentos da empresa pública Portos do Paraná somam R$ 201,7 milhões e vão aumentar em 140% a capacidade atual de movimentação de cargas naquele berço.

Na solenidade, o governador também assinou a contratação das obras de derrocagem, para aumentar a profundidade do calado, e autorizou investimentos privados de R$ 117,7 milhões, para ampliar a exportação de açúcar do Paraná. Ele autorizou, ainda, o início do carregamento de grãos em um navio liberiano com os dois novos shiploaders instalados no berço 201.

Ratinho Junior destacou que a obra garante mais eficiência ao Porto de Paranaguá, que mesmo durante a pandemia quebrou recordes mensais de movimentação. “O aumento de capacidade é um ganho para o porto, que se consolida como um dos mais eficientes do Brasil e atende a forte produção do agronegócio paranaense, que tem crescido muito”, disse.

“A ideia é fazer com que o Porto de Paranaguá, que já é um dos maiores terminais graneleiros da América do Sul, tenha mais agilidade e eficiência para a exportação da produção paranaense”, ressaltou o governador. “Além disso, a derrocagem permite que os navios que chegam ao porto saiam mais carregados. Junto a outros projetos de modernização, como a expansão do corredor exportação de grãos, vamos ampliar a capacidade dos próximos 30 anos, para atender a demanda de crescimento do agronegócio brasileiro”, afirmou.

Em oito meses, entre janeiro e agosto deste ano, 11,15 milhões de toneladas de soja foram embarcadas pelo Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá, volume 5,1% superior à soja escoada em todo o ano de 2019. Até o mês de julho, foram exportadas 21,8 milhões de toneladas de produtos pelo terminal, um aumento de 14% com relação ao mesmo período do ano passado.

OBRA – A ampliação do cais de atracação permite que o Porto de Paranaguá receba navios maiores, que comportem até 80 mil toneladas de carga bruta, na categoria Post Panamax, de grande porte. Além do Paraná, a obra beneficia a exportação agrícola dos estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina e também do Paraguai.

O berço 201 recebeu, ainda, nova estrutura eletromecânica, incluindo dois novos carregadores de navios de 2.000 toneladas/hora. Com isso, a capacidade anual de movimentação passará dos atuais 2 milhões de toneladas de grãos para 6 milhões de toneladas de grãos por ano.

O aumento de capacidade do sistema significa mais competitividade frente a outros portos, explicou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. “Investimentos como a extensão do berço, que amplia a capacidade de carga, garantem que as empresas que aqui operam ganhem em qualidade e preço competitivo”, disse.

“A competição entre os portos é muito forte. Estamos a 200 quilômetros dos portos de Santa Catarina e a 400 quilômetros de Santos. Se não for mais competitivo operar por Paranaguá, as empresas migram para outros portos, por isso é necessário investimento constante”, salientou Garcia. 

DERROCAGEM – O governador assinou o contrato e a Ordem de Serviço para as obras de derrocamento submarino do maciço rochoso conhecido como Pedra da Palangana. A remoção do material permitirá o aprofundamento do canal de acesso para até 14,60 metros. Com isso, o porto paranaense garante maior segurança na navegação, o que evita acidentes e aumenta a competitividade.

A obra, que deve iniciar em quatro meses, será totalmente custeada pela Portos do Paraná, que investe R$ 23,2 milhões nos serviços. O ganho estimado é de 1 metro de profundidade, o equivalente a mais 7 mil toneladas de granéis ou 120 contêineres extras por navio.

Para o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, os investimentos no porto fazem parte de um pacote que atende os diferentes ramais logísticos do Estado. “O nosso compromisso para manter a competitividade da produção paranaense é fazer com que as cargas cheguem ao porto com custos reduzidos, resultado de uma logística eficiente em todos os níveis, incluindo os ramais rodoviários e ferroviário”, explicou o secretário, destacando a ampliação do Anel de Integração e do traçado da Ferroeste, que serão feitos nos próximos anos.

INVESTIMENTOS PRIVADOS – Ratinho Junior assinou, ainda, a autorização para que a empresa PASA – Paraná Operações Portuárias realize investimentos de R$ 117,7 milhões em seu complexo no porto. O Ordem de Serviço tem como base a renovação do contrato de arrendamento que foi aditado no final de agosto.

O contrato é válido até 2049 e prevê um aumento na capacidade do terminal, que passará de 3,6 milhões de toneladas/ano, para 6,7 milhões de toneladas/ano. Para isso, serão instalados de novos equipamentos e um novo armazém será construído.

Na primeira fase, que deve ser concluída até fevereiro de 2022, a PASA irá construir uma nova linha de embarque e instalar um novo shiploader, para movimentar até 2,5 mil toneladas/hora. Já a segunda fase, até fevereiro de 2023, prevê a edificação de um novo armazém para a armazenagem de 60 mil toneladas de açúcar ou de 45 mil toneladas de outros granéis sólidos.

“Isso vai ampliar nossa capacidade de exportação de açúcar para 7 milhões de toneladas por ano, tornando o Porto de Paranaguá um grande terminal exportador de açúcar e de outros produtos”, afirmou Miguel Rubens Tranin, diretor-presidente da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), cujas as empresas associadas utilizam o terminal.

De acordo com ele, houve um aumento de 20% na produção de açúcar nesta safra em comparação com a anterior, com cerca de 2 milhões de toneladas de açúcar, sendo que 80% foi exportado pelo Porto de Paranaguá. “O Brasil é o maior produtor mundial de açúcar e responde por 50% do que é comercializado em todo o mundo, abastecendo mercados como o Oriente Médio, Rússia e China”, destacou. 

PRESENÇAS – Participaram da solenidade os secretários de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara; e do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes; e o capitão de Mar e Guerra Rogério Antunes; e os diretores da Portos do Paraná: André Prioli (Empresarial); Daniel Romanowski (Administrativo e Financeiro); Marcus Freitas (Jurídico); Rogério Barzellay (Engenharia e Manutenção); João Paulo Santana (Meio Ambiente) e Luiz Teixeira (Operações Portuárias).

Informações AEN.

Polícia Civil e PM prendem 15 envolvidos com tráfico de drogas

As Polícias Civil e Militar cumpriram nesta terça-feira (22) 48 mandados judiciais (11 de prisão e 37 de busca e apreensão) para desarticular associações criminosas que gerenciavam o tráfico de drogas na Capital, na Região Metropolitana de Curitiba e Litoral.

Foram presas 15 pessoas, sendo 11 em cumprimentos de mandado prisão preventiva (destas, seis também foram autuadas em flagrante) e quatro em flagrante. Também foram apreendidas quatro armas de fogo, 87 munições de diversos calibres, R$ 8,3 mil e 5 quilos de drogas como maconha, crack e cocaína.

Curitiba, 22 de setembro de 2020. Operação Lisboa

“Identificamos o tráfico de drogas no bairro e a investigação acabou se expandindo para outros núcleos que faziam o abastecimento da região central de Curitiba. Com a operação, tivemos a apreensão significativa de armas, drogas e a captura de pessoas que tinham mandado de prisão”, disse o delegado da Polícia Civil, Ricardo Casanova.

O comandante do 1º Comando Regional da PM, coronel Hudson Leôncio Teixeira, salientou a importância da integração com a Polícia Civil, que envolveu diversas equipes ao longo de seis meses. “Foi um trabalho intenso, em que muitas vezes os policiais militares e civis trabalharam uníssonos, inclusive trabalhando na mesma viatura, para alcançar o melhor resultado possível”, disse.

INVESTIGAÇÃO – A operação foi feita com base em levantamentos feitos pela Polícia Civil e pelo 1º Comando Regional de Polícia Militar. Ao longo de seis meses, as equipes policiais estiveram nas ruas, buscando informações, identificação de líderes, gerentes, fornecedores e distribuidores que atuavam em pontos de venda, armazenamento e distribuição de drogas. Durante o período, 21 pessoas foram presas, além de duas armas, 170 gramas de cocaína, 2,3 quilos de cocaína e 4,8 quilos de maconha.

As investigações apontaram que o bairro São Francisco era o principal ponto de venda e consumo de drogas de uma organização criminosa. Também foi apurado que os fornecedores estavam instalados em três núcleos: um no bairro Cajuru, em Curitiba, que também alcançava de São José dos Pinhais, outro núcleo no município de Pinhais, e o terceiro no Centro de Curitiba.

LITORAL – Em uma das abordagens, equipes do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) deram cumprimento a um mandado de busca e apreensão e de prisão a um casal que coordenava o tráfico no centro da Capital. “A liderança estava homiziada em uma residência em Matinhos, e houve o confronto. Tivemos várias prisões e apreensões por parte das equipes da PM e da Polícia Civil”, disse o coronel Hudson Leôncio Teixeira.

A operação contou com efetivos da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) do 1º CRPM, do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) e a Companhia de Operações com Cães (COC) da PM. Diversas unidades da Polícia Civil estiverem envolvidas na ação, além do grupamento aéreo e cães.

Informações AEN.