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Hamas Detalha Negociações de Trégua em Gaza com Israel

Exclusivo: Hamas detalha negociações de trégua em Gaza com Israel

As negociações para um novo cessar-fogo entre o Hamas e o governo de Israel enfrentam impasses significativos, com o grupo palestino indicando que Israel não tem atendido as “mínimas necessidades” para um acordo. As declarações foram feitas por Khaled Qaddoumi, porta-voz da ala política do Hamas, que atua como representante do grupo no Irã.

Histórico de Cessar-Fogo

  • Em janeiro deste ano, Israel e Hamas firmaram um acordo de cessar-fogo mediado pelo Catar, EUA e Egito.
  • A primeira fase do plano incluiu a troca de reféns sequestrados pelo Hamas por prisioneiros palestinos.
  • A segunda fase estava prevista para março, mas foi suspensa devido ao não cumprimento de compromissos por parte de Israel, que solicitou extensão da primeira etapa e a liberação de todos os reféns ainda em Gaza.
  • Como resultado, Israel intensificou suas operações militares na região.

Desde o dia 6 de julho, as negociações foram reanimadas após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um cessar-fogo de 60 dias na guerra em Gaza. Tanto Israel quanto o Hamas manifestaram inicialmente otimismo quanto à nova trégua.

“Estamos abertos a propostas dos mediadores e enfatizamos que um acordo viável deve garantir um cessar-fogo permanente, um fluxo contínuo de ajuda humanitária, a abertura de fronteiras e a retirada das forças israelenses da Faixa de Gaza”, declarou Qaddoumi.

No entanto, durante as negociações, o Hamas criticou o governo de Benjamin Netanyahu por não fornecer respostas que atendam às suas expectativas. Qaddoumi argumentou que a pressão política interna em Israel impede o avanço das conversações. Um episódio relevante ocorreu em janeiro, quando o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, se retirou do governo devido à discordância com a trégua proposta.

Cenário Político Instável

A instabilidade política israelense tem impactado as negociações. Recentemente, o partido Judaísmo Unido da Torá deixou a coalizão do governo, contestando a proposta de recrutamento de judeus ultraortodoxos para as Forças de Defesa de Israel (FDI).

“Ele [Netanyahu] explora a situação de seu gabinete, dando espaço a figuras extremistas, como Ben-Gvir e Smotrich, que se opõem ao acordo”, criticou Qaddoumi.

Posição de Netanyahu

Em contraposição, Netanyahu responsabilizou o Hamas pela falta de avanço nas negociações. Em comunicado, o primeiro-ministro afirmava que o grupo rejeitou a nova proposta de trégua, e a retirada de tropas israelenses da Faixa de Gaza tem sido um obstáculo significativo.

“Precisamos agir corretamente, insistindo na libertação de reféns, e no objetivo de eliminar o Hamas, garantindo que Gaza não volte a ser uma ameaça para Israel”, afirmou Netanyahu.

As tensões entre Israel e Hamas resultaram na morte de mais de 55 mil palestinos desde o início do conflito em 2023. O governo do Catar declarou estar empenhado em garantir a trégua, afirmando que trabalha “24 horas por dia” para alcançar um entendimento.

“Estamos buscando soluções inovadoras para resolver as controvérsias em discussão e facilitar acordos futuros”, disse Majedal-Ansari, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar.

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