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Guerra desestabiliza países do Oriente Médio internamente

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A intensificação do conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã provoca uma sequência de instabilidades no Oriente Médio. Países da região enfrentam um aumento da violência interna, enquanto suas estruturas políticas e sociais são desafiadas.

“O Oriente Médio está em chamas”, afirmou o professor Mohamed Chtatou, da Universidade Mohammed V, em artigo publicado no Times of Israel. “Não são incêndios isolados, mas uma constelação de focos que se alimentam e se espalham.”

Pesquisadores do European Council on Foreign Relations (ECFR) alertam para uma possível escalada violenta, frisando que nenhuma força política terá uma vitória fácil nesse cenário tumultuado.

A Delicada Posição do Iraque

Após o assassinato do aiatolá Ali Khamenei por Israel, Bagdá presenciou dias de protestos violentos em frente à embaixada dos EUA. Observadores acreditam que muitos manifestantes foram mobilizados por grupos paramilitares próximos ao Irã.

Esses grupos realizaram ataques a instalações e aeroportos dos EUA, aumentando as tensões no Curdistão iraquiano, onde se especula um possível apoio militar dos EUA a curdos iranianos. Partidos de oposição no Curdistão negaram que combatentes tivessem cruzado a fronteira para o Irã.

“As tensões sugerem uma potencial desestabilização em curso”, comentou Muaz al-Abdullah, do projeto ACLED.

Com isso, os líderes curdos iraquianos se veem em um dilema, tentando evitar envolvimentos diretos no conflito, enquanto lidam com antigas tensões com o governo em Bagdá.

Repressão no Bahrein

No Bahrein, protestos contra os ataques dos EUA e Israel resultaram em violação de direitos civis, com prisões por postagens críticas na internet. A monarquia, formada por uma minoria sunita, reprime fermentos de dissenso, e não se sabe se forças externas foram mobilizadas para conter os protestos.

Tensões no Líbano

A guerra agrava o impasse entre o governo libanês e o Hezbollah. Após foguetes lançados pelo grupo contra Israel, o governo proibiu qualquer atividade militar do Hezbollah, e um confronto direto entre exército e milícia parece iminente. Observadores notam um crescente descontentamento com o Hezbollah, até entre a comunidade xiita.

“A solidariedade com o Hezbollah se transformou em frustração diante da escalada”, relatou o jornal L’Orient Today.

O Que Esperar a Seguida?

O analista Mohammed Albasha aponta que a forte reação entre grupos xiitas é aguardada, em especial entre os que veem Khamenei como líder religioso. Essa dinâmica pode arrastar o Líbano e o Iraque para um confronto regional mais profundo, enquanto perturbações menores em países como Bahrein e Arábia Saudita não podem ser descartadas.

Leia mais sobre a situação internacional em DW, parceiro do Metrópoles.

Matéria completa em: https://www.metropoles.com/mundo/guerra-desestabiliza-internamente-paises-do-oriente-medio

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