Guardas flagram parque aquático de São José dos Pinhais com 200 pessoas curtindo ‘domingo de lazer’

Dono do local foi levado para a Delegacia, onde assinou novamente um Termo Circunstanciado (TC)

A Guarda Municipal de São José dos Pinhais encontrou um parque aquático em pleno funcionamento, na tarde deste domingo (14), no bairro Borda do Campo. Cerca de 200 pessoas estavam no estabelecimento, sem máscaras, utilizando piscinas e almoçando em mesas lotadas. O dono do local foi levado para a Delegacia de Polícia do município, onde assinou novamente um Termo Circunstanciado (TC). É o segundo documento pela mesma situação sanitária. Atualmente, em SJP, está vigente o decreto municipal que proíbe a abertura de estabelecimentos que promovam aglomerações e encontro de pessoas.

Para a Banda B, o secretário municipal de Segurança de São José dos Pinhais, o guarda municipal Ricardo Kusch, disse que ficou assustado ao notar que as pessoas agiam como se fosse um domingo qualquer. “Tinha gente nas piscinas, nadando, se divertindo, pulando. Tinha um pessoal fazendo uso de bebida alcoólica, outro jogando sinuca. O restaurante estava aberto, servindo alimentação, mesas lotadas”, descreveu o secretário. “A vontade era mandar todo mundo para a delegacia, mas infelizmente não tínhamos logística para isso”, completou.

Foto: Divulgação/GM

Embora os frequentadores também possam responder pelo ato de infração de crime sanitário, apenas o dono do parque aquático foi levado para a delegacia. “Absurdo o camarada abrir o negócio dele nessas condições. Sabemos que o comércio fechado afeta a todos, mas esse tipo de situação é grave. Ainda pior são as pessoas não terem consciência, sair de casa, achar que é um domingo normal, mas não é”, criticou o secretário.

De novo

O dono do parque aquático já possui um TC por abrir o local durante decreto municipal vigente. “Justiça muito branda, mais de 230 mil mortes em todo o país e o cidadão abre um parque aquático nesse cenário atual que estamos vivendo e sai só com um Termo Circunstanciado? Pouco”, finalizou o secretário municipal de Segurança Pública Ricardo Kusch.

Informações Banda B

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Com sete anos de atraso, São José dos Pinhais ganha nova trincheira que promete desafogar trânsito

A Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) entregou nesta segunda-feira (13) a trincheira da Rua Arapongas, no cruzamento com a Avenida das Torres, em São José dos Pinhais. Prevista para a Copa do Mundo no Brasil e parte do Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade – PAC da Copa, a obra estava paralisada desde 2016, quando a empresa responsável entrou em recuperação judicial.

O investimento do Governo do Estado foi de R$ 4,4 milhões e a Comec ficou responsável pela gestão da execução dos trabalhos.

A nova trincheira proporcionará um rápido acesso do bairro Afonso Pena ao Centro de São José dos Pinhais, fazendo um binário com a trincheira da Rua Maringá e descongestionando o tráfego na Rua São José – até então, um grande gargalo para a região.

Foto Gilson Abreu/AEN

Com a entrega, o semáforo da Avenida das Torres com a Rua São José será retirado, o que dará mais agilidade também no acesso ao Aeroporto Afonso Pena e no sentido Curitiba.

O presidente da Comec, Gilson Santos, explica que desde o início desta gestão, em 2019, a retomada desta e de outras obras remanescentes do PAC da Copa foi tratada como prioridade. “Foi uma determinação do governador Ratinho Junior, e hoje finalmente estamos liberando o tráfego para a população”, destaca.

Ele explica, ainda, que outros investimentos do PAC da Copa foram retomados pelo Governo do Estado para garantir a entrega à população. “Temos neste trecho, até a entrada do Aeroporto Afonso Pena, cinco obras, com complexidades diferentes, retomadas em momentos distintos”, afirma.

Além da Trincheira da Rua Arapongas, entregue nesta segunda-feira (13), foram concluídas também duas novas faixas na Avenida das Torres (a partir do fechamento do vão de um viaduto que estava inacabado, no cruzamento com a Avenida Rui Barbosa), além da Avenida das Américas.

Ainda serão entregues a ponte sobre o Rio Iguaçu, na continuação da Avenida Senador Salgado Filho, as passagens para pedestre da trincheira da Rua Maringá e a tão esperada entrada do Aeroporto Afonso Pena.

Estado contrata estudo para reorganizar transporte coletivo da Região Metropolitana de Curitiba

A pedido do governador Carlos Massa Ratinho Junior, a Comec (Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba) contratou um estudo para mapear o atual sistema de transporte e apresentar uma nova modelagem à RMC.

Ele começa a ser realizado nesta terça-feira (14) pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas (FEPESE), em parceria com a equipe técnica do Laboratório de Transporte e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina – LabTrans/UFSC.

São três pontos principais: atualização do cálculo tarifário, realização de uma pesquisa de origem e destino e modelagem econômico-financeira do sistema com o estabelecimento de cenários. A entrega final está marcada para fevereiro de 2022, mas algumas aplicações práticas dos resultados obtidos com as pesquisas podem ter aplicação antecipada, com ajustes realizados na operação diária. Ele dará origem a uma licitação do transporte, a ser realizada em 2022.

A pesquisa de origem e destino com os usuários do transporte coletivo metropolitano deverá durar dois meses. Nesta etapa, equipes devidamente identificadas realizarão pesquisas com usuários visando identificar sua origem, destino, conexões e interesses. Os dados coletados deverão subsidiar as decisões realizadas pela autarquia.

As pesquisas serão realizadas em todos os 19 municípios da Rede Integrada de Transporte – RIT, nos horários de maior movimento do sistema, que são das 06h00 às 09h00 e das 16h30 às 19h30. Serão cerca 30 pesquisadores, devidamente identificados.

Segundo o presidente da Comec, Gilson Santos, será mais um passo importante para aproximar a operação do transporte coletivo do dia a dia da população. “O estudo vai mapear com precisão de onde as pessoas estão vindo e para onde elas estão indo, e ainda, se utilizam outros meios de transporte além do ônibus”, destacou.

“Com estas informações, além do ajuste da nossa operação, podemos planejar novas linhas e conexões. Todo trabalho com informações precisas e bem planejado tem resultado mais eficiente”, disse.

PANDEMIA – Uma das razões do estudo é analisar o impacto da pandemia de Covid-19 sobre os sistemas de transporte coletivo. Logo no início, em março de 2020, com a implementação das medidas mais restritivas de circulação, o número de usuários no sistema metropolitano chegou a cair para 20%. Aos poucos, com o retorno das atividades, este número foi aumentando, mas mesmo a média de usuários do sistema ainda permanece na casa dos 60%.

A queda no número de usuários, mudanças de hábitos da população e a busca por melhorias no atendimento exigiram uma série de ajustes em todas as operações. Em 18 meses de pandemia, foram realizados mais de 600 ajustes no sistema metropolitano, contemplando novos atendimentos, itinerários e ajustes de horários, personalizado para o usuário.

Especialistas na área apontam, no entanto, que dificilmente o sistema retornará aos patamares anteriores ao da pandemia e que ele precisará ser readaptado às novas realidades de vida da população.

“A ideia é ter um embasamento completo para efetivar as mudanças no ano que vem. O sistema sofreu um grande impacto, não temos mais o volume anterior. Com esse estudo teremos números reais para fazer as alterações. Queremos melhorar o tempo para o usuário e atrair mais pessoas para o sistema”, complementou Gilson Santos.

LICITAÇÃO EM 2021 – O objetivo da Comec é fazer uma grande licitação das linhas metropolitanas em 2022. O estudo ajudará a determinar a tarifa, a modelagem e os detalhes do edital.