Grupo Heineken confirma investimento de R$ 865 milhões em Ponta Grossa

O Grupo Heineken confirmou novos investimentos no Paraná. Em cerimônia com o governador Carlos Massa Ratinho Junior, nesta quarta-feira (11), na unidade da indústria, em Ponta Grossa, a cervejaria anunciou que vai destinar R$ 865 milhões até 2021 para a ampliação da produção da planta, concentrada em rótulos como Heineken e Amstel. Serão 600 novos empregos entre diretos e indiretos. O empreendimento tem o apoio do Governo do Estado por meio do Programa Paraná Competitivo.

De acordo com a empresa, a capacidade total de produção será aumentada em 75% após os investimentos.

“Para nós é motivo de grande orgulho estar aqui em Ponta Grossa para anunciar um investimento tão robusto como esse. É mais uma empresa internacional acreditando no bom momento que o Paraná atravessa”, afirmou Ratinho Junior. “Somos parceiros de quem quer investir, criar emprego e gerar renda. Ponta Grossa é referência em industrialização para o Brasil”, acrescentou ele.

O governador disse que o Estado busca facilitar a vida de quem quer empreender no Paraná. Ele ressaltou que a cervejaria já recebeu o licenciamento ambiental prévio, do Instituto Água e Terra do Paraná (IAT-PR), para poder iniciar as obras. “Esse é o nosso compromisso: criar um ambiente propício para fazer o Estado crescer e melhorar a vida da população”, disse o governador, destacando que a cidade dos Campos Gerais já pode ser considerada a capital da cerveja no Brasil.

Haverá ainda, por parte da Copel, um reforço na transmissão elétrica para a nova planta.

Presidente-executivo do grupo no Brasil, Mauricio Giamellaro disse que a empresa está antecipando o investimento em um ano devido ao bom momento econômico do Paraná. “Investimos constantemente na ampliação de nossas cervejarias. E o Paraná nos recebeu muito bem, com muita paixão”, ressaltou.

CRESCIMENTO – O prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel, afirmou que o investimento significa mais arrecadação ao município, ampliando possibilidades de retorno à população em outras áreas. “A indústria cervejeira é uma das que mais emprega e rende dividendos no mundo, auxiliando o desenvolvimento econômico do município e do Estado”, afirmou.

Ele destacou ainda que o crescimento da Heineken tem impacto em toda a cadeia produtiva, estimulando investimentos de outros setores como a indústria de embalagens. “Tudo isso reforça a segurança da iniciativa privada no Paraná”, completou Rangel.

Eduardo Bekin, diretor-presidente da Invest Paraná, agência estadual de atração de investimentos privados, explicou que o acordo que permitiu a expansão da Heineken vem sendo costurado desde o ano passado. “Uma negociação trabalhosa porque muitos Estados estavam de olho nesse investimento. Começa em mais R$ 860 milhões, mas certamente vai passar de R$ 1 bilhão”, ressaltou.

NOVOS PRODUTOS – Segundo Giamellaro, um dos grandes objetivos na ampliação da cervejaria no Paraná é o lançamento de novos produtos, incluindo a versão sem álcool da Heineken, que começará a ser vendida no País no segundo trimestre. “Muito do investimento será destinado à Heineken 0.0”, disse o executivo.

O produto já é comercializado no México e em mais de 50 países. “Até hoje, cerveja sem álcool era um mercado de nicho. Vamos criar um mercado novo para a cerveja 0.0”, afirmou o executivo, acrescentando que o produto será vendido na mesma faixa de preço da Heineken com álcool. Ainda de acordo com ele, Ponta Grossa será a primeira cervejaria da marca a produzir o novo produto no Brasil.

O investimento também visa a expansão de capacidade na categoria de cervejas mainstream (segmento médio de mercado). No último ano, segundo balanço da empresa, as marcas Amstel e Devassa ampliaram o volume de vendas no País, o que justificaria o investimento.

SEGUNDO CICLO – Essa é a segunda vez que a multinacional holandesa amplia investimentos no Paraná desde a sua instalação, em 1995. Entre 2015 e 2016 o aporte foi de R$ 450 milhões para elevar a capacidade de produção em 40% na planta de Ponta Grossa.

Agora, a ação integra um grande pacote que vem sendo aportado em cinco fábricas da marca no Brasil. Além de Ponta Grossa, os investimentos serão na unidade de Alagoinhas (Bahia) e nas plantas localizadas no Estado de São Paulo: Araraquara, Itu e Jacareí.

A partir dessa expansão, a cidade paranaense se tornará a terceira maior operação do grupo no Brasil. “Em parceria com a prefeitura e o Governo do Estado, queremos continuar crescendo com a comunidade local, gerando empregos e contribuindo para o avanço econômico da região”, comentou Giamellaro.

LOCALIZAÇÃO – A Heineken destacou também que a localização de Ponta Grossa favorece o escoamento da produção para mercados-chave no País, como as regiões Sul e Sudeste, especialmente relevantes para o segmento premium. “Além da questão geográfica, o capital humano de Ponta Grossa é muito importante para nós”, comentou Rodrigo Bressan, diretor da unidade de Ponta Grossa do Grupo Heineken.

MAIOR MERCADO – Em fevereiro, a Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, afirmou em Bruxelas, na Bélgica, que os volumes de venda de cerveja do grupo subiram 4,1% no quarto trimestre, puxados por avanços mais fortes no Brasil, Camboja e Vietnã. A empresa também afirmou na ocasião que o Brasil atualmente é o maior mercado da marca no mundo, na frente de Estados Unidos e da Europa.

A cervejaria diz ter atualmente 22% do mercado nacional. Segundo executivos da empresa, o crescimento tem sido mais acelerado desde a aquisição das operações da japonesa Kirin no País por US$ 1,2 bilhão, em 2017.

No Brasil, além da Heineken, posicionada no segmento premium, e da Amstel, no segmento mainstream, a cervejaria holandesa tem rótulos econômicos como Glacial e Kaiser, também produzidas em Ponta Grossa.

PARANÁ COMPETITIVO – O programa Paraná Competitivo, ferramenta que possibilitou a expansão da Heineken, é um dos principais atrativos para investimentos do Estado. Ele foi criado para reinserir o Paraná na agenda dos investimentos locais, nacionais e internacionais e contempla uma série de medidas, como a dilação de prazos para recolhimento do ICMS, incentivos para melhoria da infraestrutura, comércio exterior, desburocratização e de capacitação profissional, com objetivo de tornar o Estado mais atrativo para novos empreendimentos.

Os incentivos pleiteados pelas empresas são avaliados de forma técnica pela Invest Paraná a partir de um relatório que leva em conta as prioridades do Estado, como tipo do investimento, setor econômico, número de empregos gerados, impactos econômicos, sociais e de meio ambiente, adensamento da cadeia produtiva e grau de inovação. Após a avaliação técnica, o processo passa para análise da Secretaria da Fazenda, onde é decidida a concessão ou não dos incentivos, bem como prazo e carência.

Polícia Civil e PM prendem 15 envolvidos com tráfico de drogas

As Polícias Civil e Militar cumpriram nesta terça-feira (22) 48 mandados judiciais (11 de prisão e 37 de busca e apreensão) para desarticular associações criminosas que gerenciavam o tráfico de drogas na Capital, na Região Metropolitana de Curitiba e Litoral.

Foram presas 15 pessoas, sendo 11 em cumprimentos de mandado prisão preventiva (destas, seis também foram autuadas em flagrante) e quatro em flagrante. Também foram apreendidas quatro armas de fogo, 87 munições de diversos calibres, R$ 8,3 mil e 5 quilos de drogas como maconha, crack e cocaína.

Curitiba, 22 de setembro de 2020. Operação Lisboa

“Identificamos o tráfico de drogas no bairro e a investigação acabou se expandindo para outros núcleos que faziam o abastecimento da região central de Curitiba. Com a operação, tivemos a apreensão significativa de armas, drogas e a captura de pessoas que tinham mandado de prisão”, disse o delegado da Polícia Civil, Ricardo Casanova.

O comandante do 1º Comando Regional da PM, coronel Hudson Leôncio Teixeira, salientou a importância da integração com a Polícia Civil, que envolveu diversas equipes ao longo de seis meses. “Foi um trabalho intenso, em que muitas vezes os policiais militares e civis trabalharam uníssonos, inclusive trabalhando na mesma viatura, para alcançar o melhor resultado possível”, disse.

INVESTIGAÇÃO – A operação foi feita com base em levantamentos feitos pela Polícia Civil e pelo 1º Comando Regional de Polícia Militar. Ao longo de seis meses, as equipes policiais estiveram nas ruas, buscando informações, identificação de líderes, gerentes, fornecedores e distribuidores que atuavam em pontos de venda, armazenamento e distribuição de drogas. Durante o período, 21 pessoas foram presas, além de duas armas, 170 gramas de cocaína, 2,3 quilos de cocaína e 4,8 quilos de maconha.

As investigações apontaram que o bairro São Francisco era o principal ponto de venda e consumo de drogas de uma organização criminosa. Também foi apurado que os fornecedores estavam instalados em três núcleos: um no bairro Cajuru, em Curitiba, que também alcançava de São José dos Pinhais, outro núcleo no município de Pinhais, e o terceiro no Centro de Curitiba.

LITORAL – Em uma das abordagens, equipes do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) deram cumprimento a um mandado de busca e apreensão e de prisão a um casal que coordenava o tráfico no centro da Capital. “A liderança estava homiziada em uma residência em Matinhos, e houve o confronto. Tivemos várias prisões e apreensões por parte das equipes da PM e da Polícia Civil”, disse o coronel Hudson Leôncio Teixeira.

A operação contou com efetivos da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) do 1º CRPM, do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) e a Companhia de Operações com Cães (COC) da PM. Diversas unidades da Polícia Civil estiverem envolvidas na ação, além do grupamento aéreo e cães.

Informações AEN.

Curitiba registra 348 novos casos e nove mortes por covid-19

Curitiba registrou nesta terça-feira (22/9) 348 novos casos de covid-19 e nove óbitos de moradores da cidade infectados pelo novo coronavírus, conforme boletim da Secretaria Municipal da Saúde.

As novas vítimas são três homens e seis mulheres, com idades entre 21 e 94 anos. Sete destes óbitos ocorreram nas últimas 48 horas. Os demais foram nos dias 19 e 20 de setembro.

Até agora são 1.213 mortes na cidade provocadas pela doença neste período de pandemia.

Novos casos

Com os novos casos confirmados, 41.717 moradores de Curitiba testaram positivo para a covid-19 desde o início da pandemia, dos quais 36.297 estão liberados do isolamento e sem sintomas da doença.

São 4.207 casos ativos na cidade, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.

UTIs do SUS

Nesta terça-feira (22/9), a taxa de ocupação dos 334 leitos de UTI SUS exclusivos para covid-19 é de 79%. Todos os pacientes que são internados com quadro de síndrome respiratória aguda grave vão para os leitos exclusivos covid-19 e não apenas os casos confirmados da doença. No momento restam 70 leitos livres.

Números da covid-19 em 22 de setembro

348 novos casos
9 novos óbitos

Números totais

Confirmados – 41.717
Investigação: 670
Recuperados – 36.297
Óbitos – 1.213