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Governo Trump Enfrenta Prejuízos Após Shutdown

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Após uma semana de paralisação, o governo dos Estados Unidos enfrenta sérios desafios econômicos e operacionais. Sem um acordo no Congresso, recursos federais continuam bloqueados, impactando serviços essenciais e deixando servidores públicos sem remuneração. O impasse se intensificou após o Congresso não aprovar o orçamento proposto pelo presidente Donald Trump, levando a uma crise que afeta desde aeroportos até as Forças Armadas.


O que é o shutdown

  • Shutdown é o termo utilizado para descrever a paralisação parcial do governo federal dos EUA quando o Congresso não aprova o orçamento. Sem a liberação de recursos, vários departamentos e agências ficam inoperantes.
  • Somente os serviços considerados essenciais, tais como defesa nacional e saúde pública, continuam em funcionamento. Já os setores não essenciais, como museus e parques, suspendem suas atividades.
  • Os servidores federais podem ser licenciados sem pagamento ou obrigados a trabalhar sem garantias salariais, ampliando os impactos sociais e econômicos.
  • Shutdown 2018–2019: O governo Trump enfrentou o shutdown mais longo da história, de 35 dias, com 800 mil servidores sem salário e prejuízos estimados em US$ 3 bilhões.
  • 2025: A disputa por recursos na área de saúde e programas sociais levou a nova paralisação, afetando cerca de 750 mil servidores.

Crise política e impasse no Congresso

A dificuldade atual é impulsionada pela insistência dos democratas em garantir recursos para o programa de saúde Obamacare, enquanto a administração Trump busca adiar essa questão.

Atualmente, quase 1 milhão de servidores federais estão em licença não remunerada, e outros 700 mil continuam trabalhando sem receber. Essa situação remete ao shutdown de 2019, que culminou no fechamento temporário do espaço aéreo em Nova York devido ao atraso na folha de pagamento.

Forças Armadas em risco

Cerca de 2,3 milhões de servidores federais estão sendo impactados; 900 mil estão em licença sem pagamento, enquanto 700 mil trabalham sem compensação. O pagamento dos militares pode ser afetado a partir do dia 15 de outubro, quando o Tesouro não pode emitir folhas de pagamento sem um orçamento aprovado.

Fernando Hessel, comentarista sobre a Casa Branca, considera inaceitável que as Forças Armadas sejam envolvidas em um conflito político doméstico. Ele observa que a falta de pagamento retroativo, removida por Trump, pode servir como um instrumento político durante a paralisação.

Setor aéreo em dificuldades

A Administração Federal de Aviação (FAA) reportou atrasos significativos em diversos aeroportos, incluindo Los Angeles e Newark. Cerca de 13 mil controladores de tráfego aéreo e 50 mil agentes da TSA estão trabalhando sem salário. O secretário de Transportes, Sean Duffy, também revelou que a ausência de pessoal duplicou desde o início da paralisação, levando a mais de 4 mil voos afetados apenas nesta semana.

Analistas estimam que o shutdown cause perdas superiores a US$ 1 bilhão semanalmente ao setor aéreo, além de diminuir o PIB americano em 0,1 ponto percentual a cada semana.

Impactos na economia

O IRS, similar à Receita Federal nos EUA, suspendeu mais de 34 mil empregados — cerca de metade do total —, mantendo o prazo de entrega do imposto de renda para 15 de outubro. Hessel ressalta que isso contribui para um colapso fiscal disfarçado sob a égide de uma disputa política.

Além disso, a suspensão de programas federais afeta financiamentos e vendas de imóveis, levando investidores a buscar segurança em ativos como ouro. A U.S. Travel Association estima uma perda significativa no setor de viagens, com totalizou um prejuízo que pode ultrapassar US$ 7 bilhões.

Continuidade do impasse político

O Congresso permanece sem uma solução viável, com propostas de financiamento de curto prazo enfrentando dificuldades no Senado e a Câmara fora de sessão. O presidente da Câmara, Mike Johnson, rejeitou a votação de um projeto para garantir salários de militares, e deve se reunir nesta quinta-feira (9/10) com parlamentares republicanos para discutir possíveis caminhos para resolver a paralisação.

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