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Governo Trump Apura Harvard e Bolsas para Estrangeiros nos EUA

Governo Trump investiga Harvard e bolsas para estrangeiros nos EUA

A gestão do ex-presidente Donald Trump intensificou sua vigilância sobre instituições de ensino superior nos Estados Unidos. No último dia 23 de julho, o Departamento de Estado iniciou uma investigação no programa de intercâmbio da Universidade de Harvard, assim como em outras cinco universidades. O foco é verificar a elegibilidade dessas instituições como patrocinadoras de vistos de estudante, com o objetivo de garantir que seus programas estejam alinhados aos interesses nacionais.

Investigação Aprofundada

Em um comunicado enviado ao reitor da universidade, o governo destacou que, para manter o privilégio de patrocinar visitantes de intercâmbio, essas instituições devem seguir todas as regulamentações. O ofício enfatiza que as atividades não devem comprometer a política externa ou a segurança dos EUA.

“Para manter o privilégio de patrocinar visitantes de intercâmbio, os patrocinadores devem cumprir todas as regulamentações, incluindo a condução de seus programas de forma que não prejudique os objetivos da política externa ou comprometa os interesses de segurança nacional dos Estados Unidos”, diz o documento enviado.

A Universidade de Harvard terá um prazo de uma semana para apresentar registros detalhados de seus alunos internacionais e poderá ter estudantes e funcionários estrangeiros entrevistados pelo governo federal.

Outras Universidades Sob Investigação

Paralelamente, o Departamento de Educação dos EUA investiga a Universidade de Louisville, Universidade de Nebraska Omaha, Universidade de Miami, Universidade de Michigan e Western Michigan. As investigações visam apurar denúncias sobre a concessão preferencial de bolsas de estudo a estudantes indocumentados ou beneficiários do programa DACA, o que, segundo o governo, pode infringir o Título VI da Lei dos Direitos Civis de 1964, que proíbe discriminação baseada na origem nacional.

Essas apurações foram motivadas por denúncias do Projeto de Proteção Igualitária da Legal Insurrection Foundation. Em comunicação, o secretário adjunto interino para os Direitos Civis, Craig Trainor, declarou que as universidades não podem negar oportunidades a cidadãos americanos com base em sua origem.

“Nem as políticas de ‘América em primeiro lugar’ do governo Trump, nem a proibição da discriminação de origem nacional prevista na Lei dos Direitos Civis de 1964 permitem que universidades neguem aos nossos concidadãos a oportunidade de concorrer a bolsas de estudo por terem nascido nos Estados Unidos”, afirmou Trainor.

Ofensiva Contra Harvard

Essa nova ação do governo Trump segue uma série de conflitos entre sua administração e Harvard. O presidente já havia acusado a universidade de criar um ambiente “totalmente antissemita” e anteriormente o Departamento de Segurança Interna enviou intimações à instituição, alegando abusos relacionados a vistos de estudantes e discursos de ódio durante protestos. Além disso, Trump chegou a assinar uma proclamação para restringir a entrada de professores e alunos da universidade nos EUA, o que resultou em um bloqueio judicial.

Harvard reagiu às medidas do governo, considerando-as “retaliatórias”. A universidade reafirmou sua intenção de cooperar com as autoridades, enquanto contesta as intimações, defendendo sua autonomia e o direito de decidir sobre a admissão de alunos e a contratação de professores.

“Harvard continua defendendo a instituição e seus alunos, professores e funcionários contra a interferência prejudicial do governo, que visa ditar quem as universidades privadas podem admitir e contratar, e o que podem ensinar”, declarou a universidade em nota.

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