O governo brasileiro expressou indignação em resposta a uma investigação comercial aberta pelos Estados Unidos sobre o uso do Pix, sistema de pagamento criado pelo Banco Central. A reação se deu por meio das redes sociais, onde o Palácio do Planalto fez uma publicação ironizando as ações estadunidenses.
Investigação dos EUA
Recentemente, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos anunciou a abertura de uma investigação para apurar práticas que, segundo as autoridades, podem prejudicar a competitividade de empresas de comércio digital nos EUA, em especial o sistema de pagamentos brasileiros, incluindo o Pix. O governo brasileiro, por sua vez, lançou uma mensagem defendendo o sistema e seus usuários.
Arte postada pelo governo federal GovBR/Divulgação
Defesa do Sistema Pix
Na publicação, o governo disse: “O Pix é nosso, my friend”, enfatizando a importância do sistema eletrônico lançado em 2020, que visa facilitar os pagamentos, aumentar a competitividade e reduzir custos. O texto também trouxe uma crítica à atitude dos Estados Unidos, referindo-se a uma “carta reclamando da existência” do sistema.
“Só que o Brasil é o quê? Soberano. E tem muito orgulho dos mais de 175 milhões de usuários do Pix, que já é o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros”, afirmou a nota, finalizando com uma provocação: “Nada de mexer com o que tá funcionando, ok?”.
Repercussão nas Redes Sociais
A postagem no Instagram rapidamente conquistou quase 100 mil curtidas e gerou muitos comentários. Internautas manifestaram apoio ao sistema, ressaltando que “mexeu com o Pix, mexeu com o povo [brasileiro]” e que “é nosso e é grátis”. Outra observação curiosa foi a ironia de que Trump poderia querer cancelar festividades brasileiras.
Unidade do Congresso Nacional
Antes da resposta do governo, os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados já tinham se manifestado. Davi Alcolumbre e Hugo Motta destacaram a união do Congresso Nacional contra o que Alcolumbre classificou como uma “agressão” do governo dos Estados Unidos. Ambos enfatizaram a importância de uma relação diplomática firme e produtiva.
“Neste momento de agressão ao Brasil e aos brasileiros, que não é correta, temos que ter firmeza, resiliência e tratar com serenidade esta relação”, comentou Alcolumbre.
“Estamos prontos para estar na retaguarda do Poder Executivo.”, concluiu Motta.
