Governo inicia plantio de mais de 46 mil araucárias em todo o Estado

O Governo do Estado iniciou nesta terça-feira, em diversos municípios, o plantio de mais de 46 mil mudas de araucária, árvore símbolo do Paraná. Mais de 367 hectares estão sendo reflorestados, espaço equivalente a 367 campos de futebol.

A ação faz parte do programa Paraná Mais Verde, desenvolvido pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e Turismo. A meta do programa é plantar cerca de 3 milhões de mudas nativas de todas as espécies até o final deste ano e 10 milhões de mudas ao longo dos próximos anos. As mudas são produzidas nos 19 viveiros do Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria

O secretário Márcio Nunes participou do plantio de 100 mudas na Casa da Cultura da Água, Área de Preservação Ambiental (APA) da Sanepar, em Piraquara (RMC), e fez um apelo à população em favor da preservação do meio ambiente como forma de minimizar os impactos provocados pelo desequilíbrio.

“A preservação é imprescindível para que tenhamos uma vida melhor. Estamos vivendo a maior crise climática dos últimos 100 anos, com falta de água em grandes centros e na agropecuária. Portanto, precisamos equilibrar a natureza com o plantio de árvores, a preservação dos rios e da vida humana”, disse Nunes.

A Casa da Cultura da Água, da Sanepar, é um espaço onde a Companhia desenvolve ações de preservação para a prática de pesquisa, monitoramento e educação ambiental.

O diretor de meio ambiente da Sanepar Julio Gonchorosky, destacou a relação direta entre a floresta, a água e as pessoas. “Se não tiver floresta, não tem água e sem água não se pode ter boa qualidade de vida. Ações de reflorestamento são essenciais para manter as represas e os mananciais, a fim de garantir água para o futuro”, disse.

VIVEIROS – Os 19 viveiros do Instituto Água e Terra produzem, por ano, cerca de 3 milhões de mudas de 80 espécies nativas e 150 mil mudas de Araucária – espécie ameaçada de extinção atualmente.

“Temos centenas de pessoas trabalhando no preparo dessas mudas. Quanto mais preparada ela estiver para ser recebida pelo solo, maior são as chances de ela se desenvolver e atingir a maturidade com capacidade para dar frutos e servir de alimento para a população e os animais”, destacou o diretor presidente do IAT, Everton Souza.

O trabalho nos viveiros começa na busca da semente da árvore nativa, que passa por tratamento, para ser distribuída para o plantio. É possível solicitar mudas através do link www.sga.pr.gov.br.

ARAUCÁRIA –A Araucaria angustifolia, também conhecida como araucária e pinheiro-do-paraná, é a árvore símbolo do Paraná. Seu nome vem do latim e significa folha pontuda.

O diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto, lembra que são árvores que vivem por muito tempo, chegando até a 250 anos da idade.

“Além de ser o símbolo da história do Paraná, a Araucária representa a biodiversidade do Estado. Ela é o indicador de que temos áreas bem conservadas, com biodiversidade rica, garantindo, inclusive, alimentos para a fauna”, disse.

O diretor de Políticas Ambientais da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Rasca Rodrigues, ressaltou que o plantio de mudas nativas acontece rotineiramente em todo o Estado. “O IAT protege, conserva e produz Araucária porque além de ser símbolo do Estado, é importante para a alimentação de muitos animais como o tucano e a cutia”, destacou.

Sua semente, o pinhão, serve de alimento também para a gralha-amarela, a gralha-azul e outras aves.

O pinhão é bastante apreciado na culinária estadual e a madeira da Araucária é resistente – já foi muito explorada para a construção de casas e móveis.

A árvore ocorre na Floresta com Araucária, também conhecida como Floresta Ombrófila Mista, que se encontra na região centro-sul do Paraná.

PLANTIO – As 46 mil mudas de araucária serão plantadas em 12 regiões do Estado. Em comemoração ao Dia da Árvore, no dia 21 de setembro de 2020, foram distribuídas 11.380 mudas da árvore símbolo do Paraná, em uma ação que promoveu o plantio de mais de 550 mil mudas de espécies nativas.

Confira quantas mudas de araucária serão plantadas ao longo dos próximos dias:

Curitiba – 3.160 mudas (1,12 hectares)

Ponta Grossa – 4.000 mudas (6 hectares)

Guarapuava – 5.000 mudas (7,42 hectares)

Irati – 4.500 mudas (35,35 hectares)

Pitanga – 1.015 mudas (0,3605 hectares)

Campo Mourão – 2.600 mudas (0,96 hectares)

Pato Branco – 3.650 mudas (152 hectares)

Francisco Beltrão – 5.959 mudas (7,37 hectares)

Toledo – 1.200 mudas (10,45 hectares)

Cascavel – 2.500 mudas (113,63 hectares)

Ivaiporã – 3.300 mudas (19,63 hectares)

União da Vitória – 10.010 mudas (13 hectares)

Informações AEN.

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Campina Grande do Sul ganha integração de transporte público com Curitiba

A vida de quem depende do transporte público para se locomover de Campina Grande do Sul a Curitiba passa a ficar mais fácil — e mais econômica — a partir de sábado (25). A rede de transporte do município passa a ser integrada à Capital a partir da linha Jardim Paulista – Fagundes Varela, que liga um dos bairros mais populosos da cidade à Linha Verde. A novidade é resultado de um novo convênio entre a Prefeitura de Curitiba e a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), que administra o transporte coletivo em 19 municípios.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior definiu a medida como uma grande conquista para os moradores de Campina Grande do Sul. “Essa era uma reivindicação de muitos anos da população e da prefeitura por ser um custo muito grande para o trabalhador que precisava vir para Curitiba e vice-versa”, explicou.

Com a integração, usuários que se deslocam entre os dois municípios passam a pagar apenas uma passagem para o trecho, reduzindo os custos pela metade. Na prática, a ida e volta chegava a R$ 18,50 por dia, considerando as passagens de R$ 4,75 em Campina Grande do Sul e de R$ 4,50 em Curitiba. O valor diário passa, agora, a R$ 9,25 — gerando uma economia de cerca de R$ 200 ao mês para quem faz o deslocamento diariamente.

“O usuário passa a pagar, em vez de duas, apenas uma passagem por trecho. Isso diminui 50% do custo, o que faz sobrar mais dinheiro para outras despesas do dia a dia. É uma parceria muito boa”, acrescentou Ratinho Junior.

Ele também ressaltou que a linha vai contribuir para o deslocamento até o Hospital Angelina Caron, localizado em Campina Grande do Sul. O hospital tem mais de 2 mil pessoas na equipe de funcionários. Além disso, cerca de 400 mil atendimentos são realizados por ano, sendo a instituição de saúde que mais faz transplantes de órgãos no Estado.

O prefeito do município, Bihl Zanetti, reforçou que a principal vantagem é a economia de cada cidadão. “Muitas pessoas que usam transporte público da cidade trabalham em Curitiba. Elas vão economizar praticamente 50% do que gastam hoje. Só na região do Jardim Paulista temos uma população de cerca de 30 mil habitantes, dos quais cerca de 5 mil usuários vão usufruir da oportunidade de acesso à integração”, detalhou.

TRAJETO  A linha N01 parte do Terminal Metropolitano Jardim Paulista e chega até a Estação Tubo Fagundes Varela, no Bairro Alto, em Curitiba. Do ponto final, o usuário tem a possibilidade de fazer outras conexões com os sistemas de transporte da Capital e dos outros municípios da Região Metropolitana.

A linha é alimentada com três ônibus, com intervalos de 20 minutos nos horários de pico. A estimativa é de atender, inicialmente, um público de mil pessoas por dia. Além de Campina Grande do Sul, moradores de outros municípios próximos, como Quatro Barras e Colombo, também poderão ser beneficiados. A linha percorre um trecho total de aproximadamente 12 quilômetros.

Gilson Santos, presidente da Comec, confirma as vantagens que vêm com a integração. “A partir do momento em que a gente integra uma nova cidade, outros municípios que estão em seu entorno, e que eventualmente utilizam o transporte coletivo metropolitano, passam a ter a possibilidade de utilizar essa integração. É um ganho para toda a região, e uma importância que se dá aos trabalhadores que dependem do sistema”, destacou.

ÔNIBUS MULTIMODAL – Uma das inovações da atual gestão da Comec que possibilita a integração são os modelos de ônibus multimodais. Eles são equipados com dois tipos de porta: ao lado direito, ao nível do piso e, do esquerdo, em plataforma, com portas elevadas que atendem as estações-tubo curitibanas.

Para compensar o espaço utilizado para as portas extras, o modelo multimodal é mais extenso que o veículo padrão: são 13,2 metros de comprimento, contra 12 metros do modelo comum. “Os ônibus multimodais são uma ação da Diretoria de Transporte da Comec, que desde o início desta gestão tem trabalhado para trazer inovação, mais novidades e ações prioritárias para o sistema”, destacou o presidente da Comec.

EXPANSÃO – Campina Grande do Sul era um dos cinco municípios que integram a Comec e não tinham uma ligação direta com Curitiba. Atualmente, dos 19 contemplados pela instituição, apenas Balsa Nova, Agudos do Sul, Quitandinha e Mandirituba não são integrados à Capital.

Com previsão de chuvas abaixo da média, Primavera começa com dois terços do Paraná em estiagem

A primavera começa com dois terços do território do Paraná em estiagem e, segundo previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a situação com relação à crise hídrica deve se manter, com projeção de chuvas abaixo da média na estação. A Sanepar alerta que a cooperação da população fazendo o uso racional da água continua fundamental neste momento. 

O Estado vive a pior estiagem das últimas décadas e várias regiões, incluindo a Grande Curitiba, passam por racionamento de água, com o rodízio no fornecimento. No interior do Estado seis municípios estão com o abastecimento em dias alternados e 19 cidades em situação crítica.

“Atualmente, dois terços do território do Paraná continuam sob o fenômeno da estiagem. A região Leste está se recuperando, mas precisa de muita chuva para voltar à normalidade. Isto significa que a estiagem está distribuída ao longo do Estado, com mais força na Região Sudoeste”, destaca o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky.

A previsão para o mês de outubro é de chuvas dentro da média ou um pouco acima, mas em novembro diminuem e a situação voltará a ser crítica. “Temos que reforçar que nos últimos dois anos o Paraná vive uma estiagem severa e precisamos de água em abundância para que possamos recuperar os mananciais e reservatórios”, diz o diretor.

EMERGÊNCIA HÍDRICA – No início de agosto, o governo estadual publicou o terceiro decreto de emergência hídrica no Paraná, em sequência, reconhecendo a gravidade da estiagem e priorizando o uso da água para abastecimento humano e dessedentação animal.

A estiagem também tem provocado perdas na agricultura. Sem chuvas significativas no momento do plantio de grãos, a produção sofreu o impacto das mudanças climáticas. A produção de milho teve uma quebra de quase 60% em relação ao ano passado.

De acordo com o Prognóstico Climático para a Primavera/2021 divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), de 1961 até 2020, observa-se uma diminuição média de 28 milímetros de chuva no país durante a estação. O levantamento ainda aponta que, na Região Sul, existe tendência significativa de elevação da temperatura durante a primavera.

Confira o gráfico das chuvas em Curitiba:

DICAS DE ECONOMIA

Feche a torneira – Ao lavar as mãos ou a louça, não deixe a torneira aberta o tempo todo. Isso evitará que vários litros de água tratada sejam desperdiçados.

Hora do banho – Seja rápido. Cada 5 minutos embaixo do chuveiro consomem aproximadamente 70 litros de água.

Basta um copo – Para escovar os dentes é necessário apenas um copo de água. Feche a torneira.

Use a vassoura – Antes de lavar a calçada, use vassoura. Jamais use a água potável para esse serviço. Reaproveite a água da lavagem de roupa ou da chuva.

Vaso sanitário – Diminua as descargas. Regule periodicamente a válvula hidra ou a caixa de descarga. Coloque uma garrafa pet com água ou areia dentro da caixa  acoplada. Se a garrafa for de 1,5 litro, a cada descarga, você economiza 1,5 litro de água.

Lavando roupa – Junte roupas para lavar todas de uma só vez. Aproveite a água usada no tanque ou na máquina para lavar calçadas.

Fazendo a barba – Não faça a barba com a torneira aberta. Use a água somente para molhar e enxaguar o rosto.

Tá na mão – Ao ensaboar as mãos, deixe a torneira fechada. Só abra para enxaguar.

Reaproveite – A água do último enxágue das roupas, no tanque ou na máquina, pode ser usada para ensaboar tapetes, tênis, cobertores, pisos e calçadas.

Gaste menos – Ao lavar a louça, encha a cuba de água e mantenha fechada. Evite deixar a torneira aberta, enxágue a louça toda ao final da lavagem. Assim, o gasto de água é bem menor.

Tá Pingando  Os maiores ladrões de água são vazamentos, torneira pingando e descarga desregulada. Faça manutenção regularmente.

Carro – Em época de estiagem, não lave carro. Reaproveite água da chuva ou de lavagem de roupas para fazer a limpeza.