Governo e Fundação Boticário anunciam ação para melhorar a qualidade da água na RMC

Uma iniciativa conjunta entre o Governo do Estado, a Fundação Grupo Boticário e outras 90 instituições pretende melhorar a qualidade da água da Bacia do Miringuava, em São José dos Pinhais, e garantir a segurança hídrica da Região Metropolitana de Curitiba. O acordo que formaliza a participação do Estado no Movimento Viva Água foi assinado na segunda-feira (21) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, o presidente do Grupo Boticário, Artur Grynbaum, e o presidente da Sanepar, Cláudio Stabile.

O movimento vai trabalhar com cerca de 1.200 famílias de agricultores que produzem hortaliças na região da bacia, para levar boas técnicas de produção agropecuária que visam à conservação do solo e da água, além de agregar valor à produção e estimular o empreendedorismo entre os produtores rurais. As ações vão refletir na quantidade e na qualidade da água da bacia do Miringuava, que já é usada no abastecimento da Região Metropolitana, mas terá a capacidade dobrada com a construção de um novo reservatório pela Sanepar.

Ratinho Junior destacou que a iniciativa garante um cuidado maior a uma bacia que é essencial para o abastecimento de água na região e que também sofre com as consequências de uma das maiores estiagens da história do Paraná. “Hoje sofremos com a falta d’água por causa da falta de proteção das bacias, nascentes e olhos d’água no passado”, disse o governador.

“Para nós é fundamental ter a expertise e o conhecimento de 30 anos da Fundação Boticário de preservação e cuidado com o meio ambiente. Junto com a Sanepar e outros órgãos do Estado, há essa preocupação de fazer um projeto a médio e longo prazo para criar uma cultura e garantir a proteção ambiental”, afirmou.

A proposta, de acordo com o presidente do Grupo Boticário, é aliar a conservação ambiental ao desenvolvimento econômico e social. “É um projeto que envolve não apenas a conservação ambiental e a preservação da área da bacia, mas também traz a oportunidade de desenvolvimento econômico e social das pessoas que vivem e produzem na região”, explicou Grynbaum. “Vai apoiar a agricultura familiar, a parte do turismo e os comércios locais, ampliando a economia da região. A natureza conservada é base para uma boa economia e para a qualidade de vida das pessoas”, disse.

BARRAGEM DO MIRINGUAVA – A Sanepar investe R$ 160 milhões na construção da barragem do Miringuava, que vai incrementar em 38 bilhões de litros de água na reservação do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba, formado atualmente pelas barragens Iraí, Passaúna, Piraquara I e Piraquara II.

Com a obra em processo acelerado para ser concluída ainda neste ano, para dar mais segurança ao abastecimento que hoje é afetado pela crise hídrica, a construção do reservatório vai dobrar a captação de água na bacia, passando dos atuais 1.000 litros/segundo para 2.000 litros/segundo. Ele terá capacidade para abastecer todo o município de São José dos Pinhais, além de parte de Curitiba e de Quatro Barras, atendendo cerca de 460 mil pessoas.

O trabalho do Movimento Viva Água vai permitir ampliar a infiltração da chuva no solo, aumentando a capacidade de produção de água na bacia. Com o uso de técnicas adequadas para evitar a erosão e diminuir a quantidade de agrotóxicos na produção de hortaliças, o objetivo é também melhorar a qualidade da água da represa em 30% nos próximos 10 anos.

“É um processo que atinge a bacia incremental, antes de chegar na barragem do Miringuava. A preservação da bacia é muito importante porque ela funciona como um filtro para a água que será usada no abastecimento”, explicou o presidente da Sanepar. “É um trabalho de manutenção e conservação de toda essa área, que também possibilita o desenvolvimento econômico da região, principalmente dos agricultores familiares”, afirmou Stabile. 

“A bacia do Miringuava tem uma importância muito grande não só para São José dos Pinhais, como para a toda a Região Metropolitana, e que será ainda mais fundamental com a conclusão da nova barragem”, ressaltou André Ferretti, gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação. “A ideia é que antes mesmo de concluir a barragem e encher o lago, preparar a região para prolongar a vida útil da represa, melhorar a qualidade da água e reduzir o custo de tratamento, garantindo a segurança hídrica”, explicou.

EXTENSÃO RURAL – Além da Sanepar, outros órgãos do Estado participarão do projeto, incluindo o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR Paraná), que será responsável pelos projetos de extensão rural junto aos agricultores. As ações de impacto ambiental atendem o chamado cinturão verde, área produtora de hortaliças que abastece a Grande Curitiba. Em São José dos Pinhais, 70% da produção vem da região do Miringuava.

De acordo com o diretor-presidente do IDR Paraná, Natalino Avance, a ação na região servirá de referência para outras microbacias de abastecimento do Estado. “Estamos criando um modelo de atuação mais intensiva, como técnicos com dedicação exclusiva para acelerar a adoção de um novo sistema que seja sustentável do ponto de vista ambiental, mas que também incremente a renda dos agricultores”, disse.

Ele ressaltou que a maior parte dos produtores já tem uma renda maior que a média, já que são fornecedores da Ceasa. “Temos que ter uma postura de proteção das nascentes e dos recursos naturais, mas também temos que resguardar a renda dos agricultores. Por isso o IDR vai coordenar as ações de assistência técnica na região para administrar esse projeto, que busca proteger o solo, a água e gerar renda”, salientou.

VIVA ÁGUA – O Movimento Viva Água conta com a participação de 90 organizações do poder público, iniciativa privada, comunidade, cooperativas, sindicatos, entidades empresariais, universidades, instituições de fomento, bancos e ONGs.

Pelo Governo do Estado, também participam a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) e a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Outros parceiros importantes são a GIZ, organização internacional financiada pelo governo da Alemanha; o Ministério da Economia e a prefeitura de São José dos Pinhais.

O projeto também compreende outras ações, incluindo capacitação dos produtores rurais, plantio de árvores e pesquisas com indústrias locais para a segurança e uso da água. São seis eixos temáticos, incluindo conservação, desenvolvimento, ecoturismo, articulação, redução da sedimentação e fortalecimento do cooperativismo. O trabalho será feito ao longo de 10 anos e abrange uma área de manancial de cerca de 160 quilômetros quadrados.

DIA DA ÁRVORE – O compromisso entre o Governo do Estado e a Fundação Boticário marca os 30 anos da instituição, completados neste 21 de setembro, e também celebra o Dia da Árvore. Após a solenidade, as autoridades plantaram duas mudas de espécies nativas no jardim que fica aos fundos do Palácio Iguaçu: uma de erva-mate e outra de canela sassafrás. 

Cerca de 550 mil mudas foram distribuídas e plantadas nesta segunda-feira em todo o Estado para comemorar o Dia da Árvore. A ação faz parte do programa Paraná Mais Verde, da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, que tem o objetivo de restaurar 506,23 hectares de áreas com mudas produzidas nos 19 viveiros do Instituto Água e Terra (IAT).

As mudas foram distribuídas e plantadas em todas as regiões do Paraná. Os viveiros do IAT cerca de 100 espécies nativas, inclusive as ameaçadas de extinção como Imbuia, Araucária e Peroba Rosa.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade o vice-governador Darci Piana, os secretários de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara; e do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes; o chefe da Casa Civil Guto Silva; o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky; e representantes do Grupo Boticário.

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Novo decreto libera velório em caso de suspeita ou confirmação de morte por covid-19; veja regras

A determinação consta no decreto 1415/2020, publicado em diário oficial no final da semana passada

Velórios de pessoas com mortes confirmadas ou suspeitas de covid-19 com infecção comprovada há mais de 21 dias já podem ser realizados em Curitiba. A determinação consta no decreto 1415/2020, publicado em diário oficial no final da semana passada.

Para que as cerimônias sejam autorizadas, no entanto, a data da infecção deve constar na Declaração de Óbito ou em documento anexo e ser comprovada por exame laboratorial assinado pelo médico.

Neste caso, fica permitida a realização de velório com até quatro horas de duração, dispensado procedimento de ensacamento do corpo e do fechamento da urna funerária com tarraxas.

Nos outros casos de infecção, continuam restritos o velório e homenagens no momento do sepultamento podem ser feitas ao ar livre, por no máximo 20 minutos e apenas na presença de até dez pessoas.

Cuidados

Demais velórios passam a ter permissão de realização por quatro horas (antes eram duas), observadas todas as medidas de prevenção à disseminação do novo coronavírus – restrição de pessoas, distanciamento, ambiente arejado e higienização das mãos.

Na prestação dos serviços funerários continuam a ser adotadas medidas sanitárias para evitar aglomerações e reduzir a contaminação e propagação do novo coronavírus.

O protocolo completo para Serviços Funerários e Congêneres no Município de Curitiba está disponível na página www.saude.curitiba.pr.gov.br.

Informações Banda B.

Quatro pessoas morrem na hora em grave acidente na BR-277

As vítimas estavam em um veículo Blazer, que bateu contra a traseira de um carreta

Quatro pessoas morreram em um acidente gravíssimo na noite deste domingo (25), na BR-277, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. As vítimas estavam em um veículo Blazer, que bateu contra a traseira de um carreta. Dois homens e duas mulheres não resistiram aos ferimentos. Ambulâncias do Corpo de Bombeiros levaram uma quinta vítima, também do carro, ao Hospital Cajuru, em estado gravíssimo.

O acidente aconteceu no quilômetro 62, na pista sentido Litoral, na região do bairro Borda do Campo. O socorrista voluntário Marcelo disse que apenas uma pessoa precisou de socorro. “Uma colisão traseira envolvendo uma carreta e um veículo Blazer. Infelizmente, quatro pessoas mortas e presas entres as ferragens, uma pessoa em estado grave. Mas, de imediato, a equipe iniciou o socorro a essa pessoa”, descreveu à Banda B.

Equipes do Corpo de Bombeiros usaram técnicas de desencarceramento para retirar a vítima em estado gravíssimo e também as fatais. Ambulâncias encaminharam o sobrevivente ao Hospital Cajuru, em Curitiba.

O motorista do caminhão disse no local que estava parado na rodovia, assim como outros caminhão, em um trecho sinalizado, quando o veículo colidiu na traseira.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local. “Essa fila aconteceu porque tinha outro acidente na rodovia, os veículos estavam parados, nisso a Blazer colidiu contra a carreta”, confirmou o policial Yuri.

O Instituto Médico Legal (IML) fez o recolhimento dos corpos das vítimas fatais no local do acidente.

Informações Banda B.