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Governo do Paraná libera R$ 33 milhões para pesquisas em desafios do setor produtivo

O Governo do Estado do Paraná anunciou, nesta sexta-feira (15), uma chamada pública que destinará R$ 33 milhões a projetos de pesquisa alinhados às demandas do setor produtivo. A iniciativa, direcionada a instituições de ensino superior e centros de pesquisa do estado, permitirá o envio de propostas até 25 de junho, com resultados sendo divulgados a partir de 16 de setembro. As pesquisas devem iniciar em outubro e poderão durar até quatro anos.

Detalhes do Edital

A chamada pública foi divulgada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e se utiliza do Fundo Paraná, uma verba orçamentária dedicada ao fomento científico. Esta ação faz parte do Programa Agências de Desenvolvimento Regional Sustentável (Ageuni), que visa integrar universidades, empresas, governo e sociedade para responder aos desafios socioeconômicos, promovendo a aplicação do conhecimento científico às necessidades do mercado.

Inovação na Pesquisa

O secretário estadual da Seti, Aldo Nelson Bona, enfatizou que o programa representa um modelo inovador que utiliza o conhecimento em prol do desenvolvimento econômico. “O Paraná se destaca nacionalmente no estímulo à pesquisa voltada para demandas reais”, declarou. Ele ressaltou a importância de transformar a pesquisa em soluções aplicáveis, o que pode aumentar a competitividade e gerar mais empregos na região.

Demandas do Setor Produtivo

As 61 demandas identificadas na chamada abrangem áreas fundamentais da Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Pecti) e incluem temas como agricultura, biotecnologia, energias sustentáveis e cidades inteligentes. Exemplos de desafios incluem o desenvolvimento de bioinsumos, sistemas de análise de sementes, reaproveitamento de resíduos da construção civil e a produção de biometano a partir de resíduos agroindustriais.

Processo de Seleção

A seleção das propostas ocorrerá em duas etapas. A primeira fase, de caráter eliminatório, analisará a conformidade dos documentos. Já a segunda fase, classificatória, contará com a participação de especialistas que avaliarão a relevância, o impacto, a viabilidade técnica e a sustentabilidade dos projetos, utilizando critérios rigorosos para atribuição de pontuação.

Vínculo com Agências de Inovação

As propostas devem estar vinculadas a agências de inovação ou núcleos de inovação tecnológica (NITs). O edital cobre atividades como o desenvolvimento de soluções inovadoras, estratégias organizacionais e ações de difusão de conhecimento. Também será exigida a apresentação de uma matriz de riscos e a definição de níveis de prontidão tecnológica (TRL), que mede a maturidade das tecnologias propostas.

Resultados do Ciclo Anterior

No ciclo anterior do programa, em 2023, foram apresentados 355 desafios, dos quais 64 se tornaram projetos aprovados para fomento público. O perfil das demandas incluiu 35% de microempresas, 14% de médias empresas, 18% de grandes empresas e 33% de outras organizações. Segundo dados, 80% das instituições participantes relataram uma relação positiva entre universidades e empresas, destacando o intercâmbio de conhecimento e a transferência de tecnologia.

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