Governo do Paraná distribui terceiro lote de vacinas contra a Covid-19

A Secretaria de Estado da Saúde distribuirá mais 19.600 doses de vacinas contra a Covid-19 nesta sexta-feira (29). Serão atendidos municípios de sete Regionais da Saúde e o critério utilizado foi o de atendimento prioritário a profissionais que estão na linha de frente no combate à pandemia. O número é aproximadamente a metade do último lote que chegou ao Paraná, de 39.600 doses.

Com esse novo pacote, o objetivo é acelerar a imunização dos 303.026 profissionais de saúde do Estado – o número anterior, de 272.817, foi corrigido pelo Ministério da Saúde no último sábado (23). Desses trabalhadores, segundo o último balanço de vacinados, 98.400 já receberam a primeira dose do imunizante, o que representa 32,4% do total.

Serão atendidos os profissionais da linha de frente do Hospital Regional de Guaraqueçaba e Hospital Regional do Litoral (1ª Regional de Saúde); Hospital Waldemar Monastier, Complexo Hospitalar do Trabalhador e equipamentos de saúde de Curitiba (2ª RS); Hospital Regional Walter Alberto Pecoits, em Francisco Beltrão (8ª RS); Hospital Municipal de Foz do Iguaçu (9ª RS); Hospital Metropolitano de Sarandi e Hospital Universitário de Maringá (15ª RS); unidades da região de Apucarana (16ª RS); e Santa Casa e Hospital Evangélico de Londrina (17ª RS).

A distribuição para a 1ª RS e a 2ª RS acontecerá diretamente no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, e as demais doses serão encaminhadas para o Interior com as aeronaves do Governo do Estado, nos mesmos moldes das últimas entregas. A distribuição atende a proporção de profissionais nesses locais e o comparativo em relação às doses já recebidas.

O imunizante é o CoronaVac, produzido pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo. As vacinas fazem parte do lote que chegou ao Estado na segunda-feira (25) e integram o pacote envasado no Brasil, que teve uso emergencial autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última sexta-feira (22).

TOTAL –Essas doses compõem a terceira remessa de vacinas contra o coronavírus que chegou ao Paraná. No dia 18 o Estado recebeu 265.600 doses da CoronaVac. No dia 23, outras 86.500 doses, desta vez do produto desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca e a Fiocruz. Com as 39.600 do terceiro lote, o Paraná chegou a 391.700 doses.

A diferença entre a CoronaVac e a AstraZeneca é no prazo de aplicação entre uma dose e outra, pois ambas preveem duas imunizações. Enquanto a CoronaVac pede um intervalo de três semanas, a vacina de Oxford requer espaço de cerca de quatro meses.

Assim, os lotes formados pelo imunizante da Sinovac foram divididos em duas partes iguais, garantindo as duas doses para quem for receber. No caso da AstraZeneca será usada todas as vacinas para pessoas diferentes porque estão previstas a chegada de novas remessas ao Paraná neste intervalo de 120 dias. A quantia distribuída até o momento será suficiente para proteger aproximadamente 238,8 mil paranaenses.

PLANO – Segundo o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19, que segue a mesma linha do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, na primeira etapa da vacinação são imunizados profissionais da saúde que atuam na linha de frente de atendimento aos doentes, os que aplicam as vacinas, pessoas com mais de 60 anos que residem em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) e os profissionais que atuam nos locais, população indígena, pessoas com deficiência severa e trabalhadores que atuam em unidades de saúde que atendem pacientes com suspeita ou confirmação da infecção pelo novo coronavírus.

A definição de grupos prioritários seguiu critérios do Ministério da Saúde, como tempo de contato (ou exposição) com os pacientes infectados pela Covid-19 e pessoas com maior risco de complicações pela infecção causada pelo Sars-CoV-2.

Na sequência, o Estado planeja vacinar pessoas com 80 anos ou acima desta idade, pessoas entre 75 e 79 anos e assim sucessivamente, até aqueles que têm idade variando entre 60 e 64 anos. Com a quantidade de doses disponibilizadas, seguindo a ordenação por grupos prioritários, a previsão é vacinar cerca de 4 milhões de pessoas até maio de 2021. A vacinação ocorrerá de acordo com o recebimento dos imunizantes, de forma gradual e escalonada.

O Paraná tem 1.850 salas de vacinação nos 399 municípios. A quantidade de locais varia em cada cidade de acordo com o tamanho da população. Os municípios são responsáveis pela gestão dos profissionais para aplicação das doses da vacina.

Informações AEN.

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Chega ao Brasil lote de 1,5 milhão de doses da vacina da Janssen

O Brasil recebeu nesta terça-feira (22) 1,5 milhão de doses da vacina da Janssen contra a Covid-19. A chegada ao aeroporto de Guarulhos contou com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

A chegada estava prevista para a última terça (14), mas o envio foi suspenso. Além disso, a pasta havia divulgado que o país receberia 3 milhões de doses. A expectativa, agora, é que a entrega seja em etapas.

Em março, o Ministério da Saúde fechou um contrato para obter 38 milhões de doses de vacinas da Janssen, que precisa de apenas uma dose. A previsão inicial de entrega era de 16,9 milhões de doses entre julho e setembro e 21,1 milhões de outubro a dezembro.

A possibilidade de antecipar parte do envio foi anunciada nas últimas semanas. O volume, porém, tinha data de vencimento em 27 de junho, o que gerou preocupação entre secretários de saúde.

Após análise, a FDA, agência que regula medicamentos nos Estados Unidos, ampliou o prazo para até 8 de agosto.

Pedido semelhante para ampliar a validade foi feito pela empresa à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que aprovou o pedido. Com isso, a nova data também passa a valer ao Brasil.

Até então, o prazo de validade da vacina, quando armazenada na temperatura de 2ºC a 8º C, era de três meses. Agora, passa a ser de 4,5 meses. A Anvisa diz que a aprovação foi baseada em avaliação de estudos que demonstraram que a vacina tende a se manter estável pelo período. Aponta ainda ter considerado a decisão recente da agência norte-americana.

Botão do Pânico digital será ampliado para todo o Paraná

Botão do Pânico em versão digital estará disponível para todo o estado no mês de julho.

O dispositivo digital de medida de segurança, Botão do Pânico, será expandido para todo o Paraná. A informação foi confirmada à procuradora da mulher da Assembleia Legislativa do Paraná, deputada Cristina Silvestri (CDN), pela desembargadora Ana Lúcia Lourenço, da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), durante reunião de alinhamento. A expectativa é que esse processo de expansão para toda as 161 Comarcas do Estado ocorra até o final de julho, atendendo, por consequência, os 399 municípios do Estado. Atualmente, 13 cidades realizavam testes com a aplicação digital como projeto piloto.

“O Botão do Pânico foi uma conquista enorme para as políticas públicas do Paraná ao ser implantado como programa de governo efetivo no combate à violência doméstica e ao feminicídio. No começo deste ano ele foi migrado para a versão digital, um desejo antigo nosso, mas ainda não tínhamos a garantia de quando todos os municípios seriam atendidos. Agora tivemos detalhes do trabalho do Tribunal e da Cevid para essa expansão imediata, o que nos deixa entusiasmadas para intensificarmos o trabalho do legislativo nesta pauta”, detalhou Cristina Silvestri, autora da Lei 18.868/2016, que implantou o botão do pânico no Estado há cinco anos.

A deputada e procuradora ressalva que quando a instalação dos dispositivos for concluída, o desafio dos órgãos de enfrentamento será de conscientização das mulheres com medida protetiva de urgência, que podem fazer a solicitação do botão via seu advogado(a) ou defensor público, por exemplo. Outro ponto que será trabalhado será a conciliação dos botões com tornozeleiras eletrônicas, o que além de ajudar a proteger a vítima, auxiliará o monitoramento do agressor em tempo real.

“O funcionamento do botão continuará da mesma forma: as mulheres que possuírem acesso ao dispositivo poderão acionar o botão no momento que seus agressores se aproximarem ou caso ela sinta que está correndo perigo. Um sinal será enviado para a Polícia Militar que, dentro de pouquíssimo tempo, irá até o local utilizando os serviços georefenciamento”, explicou.

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) disse que “o botão do pânico faz parte de uma efetiva parceria entre o Tribunal de Justiça, o Governo do Estado e a Polícia Militar”.

As primeiras cidades que receberam o serviço em março deste ano foram Apucarana, Arapongas, Araucária, Campo Largo, Cascavel, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Irati, Londrina, Maringá, Matinhos, Paranaguá, Pinhais e Ponta Grossa.

Em 8 de junho, tiveram acesso ao dispositivo, também, as comarcas de São José dos Pinhais, Almirante Tamandaré, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Cerro Azul, Colombo, Rio Branco do Sul, Antonina, Guaratuba, Morretes, Pontal do Paraná e Piraquara.

O cronograma da Polícia Militar prevê a disponibilização da ferramenta para mais de 100 municípios, até o fim de junho, contemplando as regiões norte, noroeste e sudoeste do estado.