Governo distribui quase 100 mil medicamentos de intubação para hospitais e prefeituras

A Secretaria de Estado da Saúde distribui a partir desta sexta-feira (26) cerca de 100 mil unidades de medicamentos analgésicos e bloqueadores neuromusculares que integram o chamado kit intubação, utilizado para intubar pacientes com casos graves de Covid-19. A previsão é concluir a distribuição já no sábado (27).

Nesta sexta-feira (26), serão enviadas 80 mil unidades do analgésico Fentanil a todo o Paraná: são 60 mil ampolas destinadas a 63 hospitais que atendem Covid-19 e 20 mil unidades enviadas para municípios. Os medicamentos foram adquiridos pela secretaria estadual de Saúde e serão encaminhados às regionais, juntamente com o novo lote de vacinas que chegou ao Estado.

Governador Carlos Massa Ratinho Junior acompanha, no Cemepar, a distribuição de medicamentos e e respiradores. Foto: Ari Dias

No sábado (28), a secretaria envia 19 mil unidades do bloqueador neuromuscular Rocurônio, encaminhadas ao Estado através do Ministério da Saúde.

“Nossas reservas de medicamentos estão se esgotando dramaticamente. Nós recebemos alguns agora, estamos comprando outros e há uma possibilidade de compra no Exterior autorizada pela Anvisa. Também estamos pressionando o Ministério da Saúde para que auxilie efetivamente nesse contexto”, afirmou o secretário da pasta, Beto Preto.

“Temos novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva para serem abertos nos próximos dias, mas para isso dependemos também de medicamentos, além de profissionais e equipamentos. Estamos no limite, não apenas no Paraná, mas no Brasil todo. As fábricas não têm conseguido atender toda essa demanda. Mas estamos trabalhando para comprar mais kits”, complementou.

Ele destacou ainda que o Paraná mantém monitoramento frequente desses medicamentos e tem conversado com os municípios diariamente para atendimentos emergenciais.

RESPIRADORES E MONITORES 

Nesta sexta-feira, também foram encaminhados 12 respiradores e 12 monitores ao Hospital da Polícia Militar. Os respiradores foram enviados ao Estado através do Ministério da Saúde. Os monitores, por sua vez, são uma doação da empresa Mondelēz Brasil.

“Eu quero fazer um agradecimento em nome de toda a população do Paraná por esses equipamentos. Estamos falando em respiradores e monitores que vão dar a oportunidade de abrir mais leitos de UTI. Só nos últimos 15 dias, foram mais de 1.200 leitos abertos no Estado todo – o equivalente a dez hospitais de campanha. A nossa gratidão aos empresários que doaram equipamentos que vão salvar as vidas de muitos paranaenses”, declarou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

DOAÇÕES 

Além da Mondelēz, outras 41 empresas e instituições doaram ao Governo do Estado equipamentos para serem usados em leitos Covid, e que estão sendo distribuídos pela Secretaria da Saúde a diferentes hospitais paranaenses. Ao todo, são 135 respiradores, 70 monitores e outros itens que ainda serão definidos, que somam quase R$ 10,3 milhões em doações.

Os equipamentos foram disponibilizados pelas seguintes companhias: as cooperativas Lar, C. Vale, Copacol, Coopavel, Frimesa, Copagril, Primato, Frísia, Cooperativa Agrícola Mista de Ponta Grossa e Union; Sicoob Central e as agências do Sicredi de Palotina, Cafelândia, Toledo e Marechal Cândido Rondon, JBS, Klabin, Concessionária Barigui Automóveis, Muffato, Sanepar, Audi, Copel, Heineken, Ambev, Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Sindicato Patronal do Comércio Atacadista (Sinca), Renault, DAF Caminhões, Grupo Positivo, Pennacchi, Funpar, Ebanx, Ademilar, Sindicato das Indústrias do Metal, Sindicato das Serrarias, Águia Sistemas de Armazenagem, Crown Embalagens Metálicas, Associação Comercial do Paraná, Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidoras do Estado do Paraná (Simca), Federação de Bens, Serviços e Turismo de Curitiba e Braspine Madeira.

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Quem furar a fila da vacina contra a Covid-19 pagará multa de até R$ 57 mil

Agora é lei: quem furar a fila da vacinação contra a Covid-19 será multado.

A ansiedade para receber a vacina contra a Covid-19, em alguns casos, pode fazer com que a pessoa busque meios para furar a fila da ordem de vacinação estabelecida pelas prefeituras e definidas no Plano Nacional de Imunização (PMI). Mas esse ato agora pode render uma multa que varia de R$ 5.754,50 a R$ 57.545,00 para quem burlar a ordem de vacinação.

Desde o dia 27 de julho está em vigor no Paraná a lei 20.649/2021 que pune àqueles que burlarem a ordem de prioridade de vacinação.

A proposta foi apresentada na Assembleia Legislativa do Paraná pelos deputados Requião Filho (MDB), Delegado Francischini (PSL), Plauto Miró Guimarães (DEM), Ademar Traiano (PSDB), Alexandre Curi (PSB), Luiz Claudio Romanelli (PSB) e Boca Aberta Júnior (PROS).

Com o avanço da vacinação, as denúncias de pessoas que furaram a fila diminuíram, mas os deputados acreditam que com a legislação, e o alto valor da multa, os casos deixarão de existir.

“Nós temos tido diversas denúncias de fura filas ou mesmo de CPFs que tomaram por três vezes a vacina. Esse pessoal que fura a fila da vacinação tem que ser punido exemplarmente”, disse o deputado Requião Filho (MDB) na época da aprovação da proposta pelos deputados

“Acreditamos que, com essas penalidades, os agentes envolvidos na aplicação terão mais cuidado e respeito à ordem definida pelas autoridades”, disse Traiano.

O objetivo, segundo Romanelli, é o de “inibir a prática de pessoas que, muitas vezes, movidas até pelo desespero de não contrair a Covid acabam utilizando recursos que não são éticos nem corretos para poder furar a fila. Há um critério muito bem definido pelo PNI para que a pessoa possa receber a vacina”.

As demais penalidades impostas no projeto aprovado pelos deputados, como a impossibilidade de receber a segunda dose; e a impossibilidade de receber benefícios ou incentivos fiscais, ainda que por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio, pelo prazo de cinco anos, foram vetadas pelo governador.

O veto, será encaminhado à Assembleia Legislativa e analisado pelos deputados, que poderão mantê-lo ou derrubá-lo.

Investigação – Diante das inúmeras denúncias de fraudes na vacinação contra a Covid-19 no Estado, a Assembleia Legislativa criou uma Comissão Especial para investigar. Somente nos primeiros meses de trabalho mais de mil denúncias em cerca de 160 municípios paranaenses foram recebidas. São acusações diversas, que vão desde desvio de doses, utilização de CPF de pessoas mortas e até o uso de influência para burlar a ordem de imunização. As informações são do presidente do grupo de trabalho, deputado Delegado Francischini (PSL).

O parlamentar explicou que o objetivo da Comissão é elaborar uma legislação que evite irregularidades em campanhas de vacinação nos próximos anos. “O nosso objetivo é, ao final dos trabalhos, construir uma proposta legislativa de todos os deputados para fechar os gargalos que foram identificados, pois novas campanhas devem ocorrer nos próximos anos. Situações detectadas hoje servirão de lição para que não se repitam no futuro. Além, claro, do encaminhamento de fatos apurados aos órgãos competentes, como Ministério Público e a polícia, se for o caso”, afirmou Francischini.

20% da população está totalmente imunizada contra a Covid no Brasil

O Brasil superou nesta terça-feira, 3, a marca de 20% da população totalmente imunizada contra a covid-19, aponta contagem do Consórcio de Imprensa do qual o Estadão faz parte. Esse resultado é fruto da soma das pessoas que tomaram a segunda dose das vacinas e aquelas que receberam a Janssen, de aplicação única.

Os imunizados com a segunda dose somam 38.906.982, o que equivale a 18,4% do total da população. Já os que foram vacinados com a Janssen são 3.876.891, 1,8% do total. A soma dos dois é 42.783.873, ou 20,2% dos brasileiros.

Já o número de pessoas vacinadas com ao menos a primeira dose contra a covid-19 no Brasil chegou a 102.705.487, o equivalente a 48,5% da população total.