Governo ativa mais 148 leitos Covid e estuda ampliar mais 97

O Governo do Estado ativou mais 55 leitos de UTI e 93 de enfermaria desde sexta-feira (26). Destes, 31 UTIs e 36 enfermarias foram disponibilizadas no Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, que entraram em operação nesta segunda-feira (01). O Paraná prevê ainda a ampliação de mais 54 UTIs e 43 enfermarias nos próximos dias.

Na última semana, o Estado ativou 336 leitos, sendo 134 UTIs e 202 enfermarias para atendimento à Covid-19. Essas ativações fazem parte da ampliação emergencial de leitos em todo o Paraná devido ao aumento da demanda por atendimento hospitalar de casos confirmados e/ou suspeitos do vírus SARS-CoV-2.

“O Paraná não tem medido esforços para ampliar o atendimento e regionalizar a saúde trazendo o serviço médico para mais próximo das pessoas. Neste momento estamos utilizando toda a capacidade hospitalar do Estado para evitar filas e risco à vida de pacientes”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, estas ampliações não podem ser usadas como desculpa para relaxamento de medidas de prevenção. “Ressaltamos que as ampliações de atendimento são finitas e não devem, de forma alguma, servir como argumento para deixar de se cuidar. As medidas de prevenção devem continuar sendo seguidas, Estamos chegando cada vez mais no limite”, afirmou.

DADOS – Dados da Regulação de Leitos Estadual mostram que na manhã desta segunda-feira (1º) o Paraná somou 3.650 pessoas internadas em leitos Covid e 616 aguardando transferência, sendo 387 pela Regulação do Estado e 229 pela Central Metropolitana de Leitos de Curitiba. Os números são os maiores desde o início da pandemia.

A taxa de ocupação de leitos no Paraná é de 92% das UTIs e 72% de enfermarias. A situação mais crítica é na macrorregião Oeste, com 97% de ocupação de leitos de UTI, seguida pela macro Norte, com 94%, macro Leste, com 92%, e Noroeste com 82%.

“Dia após dia temos registrado números cada vez maiores tanto de internamentos quanto de pessoas em fila de espera por leitos. Infelizmente sabemos que 25% destas pessoas, mesmo com atendimento hospitalar, não irão resistir às complicações causadas pela doença. Por isso reforçamos que é a melhor escolha é se prevenir. Quem puder, que fique em casa”, acrescentou Beto Preto.
LEITOS – Novas ampliações:
Fundação Hospitalar da Fronteira – Pranchita – 8 leitos de enfermaria.
Hospital Pró-Vida – Dois Vizinhos – 15 leitos de enfermaria.

Casa de Saúde Santa Isabel do Oeste – Santa Isabel do Oeste – 10 leitos de enfermaria.

Santa Casa – Curitiba – 15 leitos de UTI.

Hospital Doutor Aurélio – Nova Aurora – 4 leitos de UTI e 6 leitos de enfermaria.

Hospital Maternidade São Judas Tadeus – Dois Vizinhos – 5 leitos de enfermaria.

Hospital Angelina Caron – 31 leitos de UTI e 36 leitos de enfermaria.

Hospital Madalena Sofia – Curitiba – 13 leitos de enfermaria.
Hospital Santa Clara – Colorado – 5 leitos de UTI.

TOTAL: 55 leitos de UTI e 93 leitos de enfermaria.

Ampliações já anunciadas (22/02 – 01/03):

Hospital Metropolitano – Sarandi – 20 leitos de UTI e 5 leitos de enfermaria.

Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns – Curitiba – 10 leitos de UTI.

Hospital Santa Rita – Maringá – 1 leito de UTI.

Hospital Municipal Padre Germano Lauck – Foz do Iguaçu – 10 leitos de UTI e 15 leitos de enfermaria.

Hospital Santa Pelizzari – Palmas – 3 leitos de UTI.

Hospital Regional do Sudoeste – Francisco Beltrão – 6 leitos de UTI.

Hospital Santa Rita – Maringá – 4 leitos de UTI.

Hospital Municipal – Cascavel – 6 leitos de UTI.

Hospital Bom Jesus – Ivaiporã – 4 leitos de UTI e 4 leitos de enfermaria.

Hospital Cruz Vermelha – Castro – 10 leitos de UTI e 25 de enfermaria.

Hospital Zona Norte – Londrina – 20 leitos de enfermaria.

Hospital Zona Sul – Londrina – 30 leitos de enfermaria.

Hospital Regional – Ivaiporã – 10 leitos de enfermaria.

Hospital Municipal – Maringá – 5 leitos de UTI.

Total: 79 leitos de UTI e 109 leitos de enfermaria.

Informações AEN PR.

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“Calorão” faz Paraná ultrapassar 40° C; cidades registram recordes históricos

O mapa do Paraná registrou temperaturas acima dos 40° C durante este fim de semana. No sábado e no domingo, houve registro de temperaturas máximas que não apareciam há meses no Estado e também recordes históricos. O calor se mantém e segue até quinta-feira (27), quando a atuação de uma frente fria é esperada no Estado. Os dados são do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Curitiba bateu o recorde do ano neste domingo (23): 33,1° C foi a temperatura mais alta registrada na cidade desde setembro de 2020. Ainda no domingo, no Oeste do Estado, São Miguel do Iguaçu igualou o patamar mais quente de sua história: 40,6 °C, registrado em setembro de 2020. Em Loanda, no Noroeste, fez 41° C no sábado (22), o maior valor registrado na rede de estações meteorológicas.

Em Altônia (Norte), Palotina (Oeste) e Capanema (Sudoeste) o calorão se aproximou do recorde histórico. Na primeira houve registro de 40,1 °C, contra 41,3 °C de máxima. Na segunda, a diferença foi de apenas 1,2° C (de 40,8° C no domingo para 42° C de máxima histórica). Na terceira, houve registro de 40,2° C, contra 42° C de recorde.

Fonte: Simepar

E a semana segue quente no Paraná. A segunda-feira (24) amanheceu com tempo mais seco e estável. “As temperaturas seguem elevadas, com valores que já ultrapassam os 24°C sobre a Capital. No Oeste/Noroeste, temperaturas acima dos 30°C também já são registradas”, disse a meteorologista Lidia Mota, do Simepar.

As regiões Oeste, Noroeste e Sudoeste vão se aproximar dos 40° C na tarde desta segunda-feira e chuvas bem típicas de verão – rápidas e pontuais – podem ocorrer no Centro-Sul, Sudoeste, Oeste e Noroeste, inclusive com possibilidade de ventos mais fortes.

Na Capital e no Litoral, a máxima deve chegar a 32° C. O pico será de 31° C nos Campos Gerais; 34 °C no Sudoeste; 36° C no Oeste; e no Norte e Noroeste segue acima dos 36° C em Maringá e 35° C em Londrina, segundo os meteorologistas do Simepar.

Na quarta-feira (26), o tempo segue mais abafado favorecendo a ocorrência de pancadas de chuvas. Entre quinta e sexta (27 e 28), a previsão do Simepar é de que a aproximação de uma frente fria reforce a condição de tempo instável, com possibilidade de desenvolvimento de alguns temporais.

Reforço de marca diferente é mais eficaz para vacinados com CoronaVac

A pesquisa analisou dados de 1.240 voluntários em São Paulo e Salvador que receberam doses da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, em um intervalo de seis meses antes do início do estudo. Os voluntários receberam doses de reforço da Janssen, Pfizer-BioNTech e AstraZeneca e da própria CoronaVac.

Os índices de aumento da concentração de anticorpos, 28 dias após a dose de reforço, ficaram em 152% para a vacina da Pfizer-BioNTech; 90% para a da AstraZeneca; 77% para a da Janssen, e 12% para a CoronaVac.

“Em adultos idosos, a diferença dos títulos de anticorpos neutralizadores foi entre 8 e 22 vezes maior em esquemas heterólogos de reforço do que no reforço homólogo com a CoronaVac”, relataram os autores do estudo.

Conforme os autores, o uso das doses de reforço mostrou eficácia contra variantes como a Delta e a Ômicron. O estudo também apontou a necessidade da dose de reforço para quem completou o ciclo com a CoronaVac.

A pesquisa foi publicada no periódico científico Lancet.