Gás de cozinha segue em alta duas semanas após reajuste pela Petrobras

O preço do gás de cozinha subiu novamente na semana passada, depois de já ter sido elevado na primeira semana de abril por conta de um reajuste da Petrobras. De 11 a 17 de abril, o preço médio do produto teve alta de 1,4%, para R$ 85,26 o botijão de GLP 13 Kg, contra R$ 84,03 uma semana antes.

Na região Centro-Oeste, onde o preço é mais alto, o botijão registrou valor máximo de R$ 115,00, enquanto na região Sudeste, onde é mais baixo, ficou em média R$ 65,99.

O último ajuste do GLP 13 Kg foi anunciado pela Petrobras no dia 1º de abril, da ordem de 5% em relação ao preço anterior.

Os movimentos no preço do produto pela estatal têm sido mensais, ao contrário dos demais combustíveis, que acompanham mais de perto as oscilações do petróleo e derivados no mercado internacional.

Por este motivo, a gasolina e o diesel baixaram de preço na semana passada, em 0,3% e 0,6%, respectivamente, refletindo a queda sofrida pelo petróleo, mas que já está sendo recuperada. Segundo dados da ANP, o preço médio da gasolina de 11 a 17 de abril era de R$ 5,427 o litro, enquanto o diesel era comercializado em média a R$ 4,184 o litro.

Os dois combustíveis foram reajustados pela Petrobras na quinta-feira, 15, em 1,9% a gasolina e em 3,7% o diesel.

Nesta segunda-feira, os contratos futuros de petróleo subiam no mercado externo, impulsionados pela queda do dólar no exterior, voltando a ensaiar preço próximo a US$ 70 o barril.

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Ceia de Natal fica 27% mais cara; veja inflação por produto

Em um cenário marcado pela inflação alta, a ceia de Natal deve ficar mais cara para as famílias brasileiras em 2021. Carnes de frango e bovina, ovos, pães, bacalhau e vinhos fazem parte da lista de produtos relacionados à data festiva que registraram aumento de preços no período de 12 meses.

O avanço dos itens no acumulado vai até a faixa dos 27%, aponta um levantamento do economista Matheus Peçanha, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

O pesquisador selecionou dez produtos, cuja variação de preços consta no IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor-10). O indicador é calculado pelo FGV Ibre em sete capitais –Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.

No acumulado de 12 meses, entre dezembro de 2020 e novembro de 2021, o frango inteiro é o item da ceia de Natal que mais subiu. O item disparou 27,34%, seguido pelo aumento dos ovos (20,05%).

Conforme Peçanha, o forte avanço dos preços reflete uma combinação de ingredientes, que vai desde a demanda aquecida no mercado internacional por proteína animal até a pressão de custos para os produtores no campo.

Rações, por exemplo, fazem parte dos insumos usados na criação de frangos e na produção de ovos. Durante a pandemia, o item foi pressionado pela valorização da soja e do milho no mercado internacional.

Essas commodities subiram com o dólar mais alto e a demanda aquecida. Também houve impacto da seca e do registro de geadas no país, que causaram perdas em parte das lavouras.

“Os preços para o consumidor refletem uma soma de fatores. Houve problemas climáticos, impacto da taxa de câmbio, além dos custos logísticos maiores com a alta do óleo diesel, por exemplo”, aponta Peçanha.

Após frango e ovos, a maior alta entre os produtos associados à ceia de Natal foi registrada pelas carnes bovinas: 18,68%.

A demanda aquecida no mercado internacional também incentivou exportações durante a pandemia, elevando os preços dentro do país.

Essa pressão, contudo, ficou menor após os embarques para a China serem suspensos em setembro, quando houve registro da suspeita de dois casos atípicos de vaca louca no Brasil.

Em 12 meses, a inflação da ceia de Natal também é impactada pela elevação dos preços de azeite (13,69%), pães de outros tipos (11,12%), bacalhau (7,98%), vinhos (7,77%), lombo suíno (6,48%) e pernil suíno (3,44%), segundo os dados do IPC-10.

Diante da escalada inflacionária, a substituição de itens da data festiva virou uma tarefa mais complicada neste ano, avalia Peçanha.

O único dos dez produtos da lista elaborada pelo pesquisador que registrou queda em 12 meses foi o arroz (-4,45%).

Segundo o economista, a redução ocorreu após disparada no ano passado e, em parte, está relacionada a melhores condições de safra no Sul do país.

O presidente da Asserj (Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro), Fábio Queiróz, também avalia que o cenário para o Natal é de preços pressionados.

“A gente precisa entender que parte dos produtos, como bacalhau e vinhos, é importada. Há o impacto da alta do dólar. Vai ser um Natal de preços pressionados”, diz o dirigente.

“Para o ano que vem, a gente espera uma estabilização dos preços ou até uma baixa. A inflação não é boa para ninguém. A gente vive de vender em volume, e não de vender caro. Cada centavo faz diferença”, completa.

Governador propõe reajuste de 3% para os servidores públicos em 2022

O governador Carlos Massa Ratinho Junior vai mandar um projeto de lei para a Assembleia Legislativa do Paraná propondo reajuste de 3% aos servidores públicos. A lei revê os termos da programação implementada em 2019 e interrompida em 2020 e 2021 em função da pandemia, como condição para o recebimento de verbas federais para a manutenção dos serviços básicos para a população. O texto tramitará em regime de urgência.

O reajuste leva em consideração o cenário econômico pós-pandemia. A fim de promover o pagamento do valor ainda em débito, fora editado a Lei n° 19.912, de 2019, porém, sobretudo em função da crise econômica, apenas a primeira parcela (2%) foi paga. Na época, o pagamento da reposição salarial, escalonado até 2022, seria de 2% em 2020 e 1,5% 2021 e 2022, com impacto global estimado em R$ 1,8 bilhão.

No entanto, com a pandemia e a lei federal (lei complementar 173/2020) que instituiu os repasses emergenciais aos estados com veto ao aumento da folha até dezembro de 2021, os pagamentos foram interrompidos. Agora, sem essa amarra, o Governo do Estado propõe a retomada dos pagamentos. Se aprovado, o reajuste será implementado em janeiro.

O impacto financeiro é estimado em R$ 786,3 milhões por ano – R$ 459 milhões em ativos e R$ 327 milhões em inativos. O Estado tem cerca de 150 mil servidores ativos e 133 mil inativos (aposentados e pensionistas).

“O Governo tem como meta manter as contas em equilíbrio, o que possibilita atrair investimentos que geram milhares de empregos e fazer investimentos públicos para melhorar a vida nos municípios. Também estamos batalhando para aumentar a arrecadação para sanar o déficit projetado para o Orçamento deste ano, ainda fortemente impactado pela pandemia. Enfrentamos nos últimos anos uma das maiores crises da nossa história e agora começamos a trabalhar com o planejamento de reajuste para os nossos servidores, que tanto se empenharam para manter os serviços públicos nos últimos anos”, afirmou o governador Ratinho Junior.

Segundo o projeto, o pagamento do índice restante de revisão geral anual previsto na Lei n° 18.493, de 24 de junho de 2015, dependerá do desempenho da arrecadação ao longo do exercício de 2022.