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Frigorífico é investigado por acidentes de trabalho e ruído excessivo no Paraná

Frigorifico é investigado por omitir acidentes de trabalho e atuar com níveis de ruído acima do limite, no Paraná

Operação Investiga Condições de Trabalho em Frigorífico de Jaguapitã

Uma operação fiscalizatória está em curso em um frigorífico localizado em Jaguapitã, no norte do Paraná. A investigação visa apurar a omissão de acidentes de trabalho e a existência de níveis de ruído acima do permitido, comprometendo a saúde dos mais de 3 mil trabalhadores da empresa.

Força-Tarefa é Mobilizada

Desde segunda-feira (1º), uma força-tarefa composta por diferentes órgãos, incluindo o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Receita Federal, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Ministério Público do Paraná (MP-PR) e a Advocacia Geral da União (AGU), está atuando na fiscalização do frigorífico. Durante os primeiros levantamentos, constatou-se que a empresa possui 700 casos de afastamentos com nexo técnico epidemiológico (NTEP), enquanto notificou apenas 140 ocorrências ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Subnotificação e Ações Trabalhatistas

De acordo com o MPT, foram propostas 430 ações trabalhistas contra o frigorífico em 2025, somando um total de 2.925 ações desde 2021. Durante a fiscalização, também foi identificado que em alguns setores o nível de ruído ultrapassa 85 decibéis, limite legal em ambientes de trabalho. O promotor do trabalho, Lincoln Cordeiro, chamou a atenção para a subnotificação dos níveis de ruído, alertando para os riscos à saúde dos trabalhadores.

Consequências da Subnotificação

Reginaldo Cardoso, delegado da Receita Federal, destacou que a subnotificação pode prejudicar a aposentadoria dos funcionários. Segundo ele, a situação implica em um recolhimento maior da contribuição previdenciária, uma vez que trabalhadores expostos a níveis de risco têm direito a aposentadoria especial após 25 anos de serviço.

Interdições e Possíveis Penalidades

Nesta terça-feira (2), alguns setores da empresa foram interditados. A operação de fiscalização continuará ao longo da semana, e se as infrações forem confirmadas, o frigorífico poderá enfrentar multas tributárias, administrativas e trabalhistas, além de eventuais responsabilizações judiciais.

Nota do Grupo BTZ

O Grupo BTZ, responsável pelo frigorífico, afirmou em nota que está colaborando com as autoridades durante a fiscalização. “Desde a chegada das autoridades, nos colocamos à disposição delas, reforçando nosso compromisso com um ambiente de trabalho adequado para nossos colaboradores”, destacou a empresa. A nota também repudiou informações falsas divulgadas por fontes não confiáveis.

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Fonte/Imagem: G1

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