Fiscalização interrompe festa com 400 pessoas e interdita outros 10 estabelecimentos

Equipes que atuaram na Ação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu covid) interromperam, no fim da tarde de domingo (10/1), uma festa com a participação de 400 pessoas. A ação aconteceu em uma casa de eventos na Estrada Colônia Augusta, no bairro Augusta, quase divisa com a CIC. O proprietário do espaço e o organizador do evento foram multados, ambos no valor R$ 50 mil. Outros dez estabelecimentos foram interditados e no total quinze autos de infração foram expedidos durante 31 vistorias realizadas entre a noite de sexta-feira (8/1) e o domingo (10/1).

Aifu interrompe festa com 400 pessoas no Augusta e interdita outros 10 estabelecimentos. Foto: Divulgação

Todas as penalidades foram aplicadas a partir da verificação de descumprimento da Lei Municipal 15799/2021, que pune pessoas e empresas que descumprirem as medidas restritivas necessárias para o enfrentamento da disseminação da covid-19, como aglomeração, falta de máscara e outros protocolos de controle da disseminação do novo coronavírus e no decreto nº 50/2021.

O decreto suspende as atividades em estabelecimentos destinados a eventos sociais e atividades correlatas em espaços fechados, tais como casas de festas, de eventos ou recepções, incluídas aquelas com serviços de buffet.

Suspende ainda eventos, comemorações, assembleias, confraternizações, encontros corporativos presenciais, que envolvam contato físico e causem aglomerações com grupos de mais de mais de 25 pessoas, em espaços de uso público ou de uso coletivo, localizados em bens públicos ou privados.

Bandeira laranja

Além da  festa foram interditados e os proprietários penalizados com multas um bar e lanchonete no Boqueirão, por promover aglomeração (multa de R$ 5 mil), um bar e lanchonete no Xaxim, por desenvolver atividade após o horário permitido (multa de R$ 5 mil), um bar e boate no Bairro Alto, que desenvolvia atividade de bar, atividade que está temporariamente suspensa) e uma bar e boate no São Braz, que recebeu duas multas, uma por não controlar o uso de máscaras (R$ 1.550) e outra por aglomeração (R$ 5 mil).

Também tiveram as atividades encerradas e foram multados um restaurante no Cabral, por ultrapassar o horário permitido (R$ 5 mil), um bar e restaurante na Vila Izabel, que além de autuado por aglomeração (R$ 5 mil) foi penalizado por desenvolver atividade de bar (R$ 5 mil), uma lanchonete no Jardim das Américas, multada em R$ 5 mil por descumprir horário de funcionamento e em mais R$ 550 por não controlar o uso de máscaras entre os clientes. 

No Boqueirão, uma tabacaria foi multada em R$ 5 mil por permitir o consumo de narguilé e um restaurante, bar e lanchonete por estender às atividades depois do horário permitido. Também fui multada em R$ 5 mil uma sorveteria no Bigorrilho por descumprir modalidade de atendimento.

Desde o início do combate ao novo coronavírus, as equipes da Prefeitura já fizeram 40.699 ações de inspeção ou fiscalização, em diferentes frentes de ação. As ações são pautadas a partir das denúncias feitas pela população, por meio da Central e aplicativo 156 e 153, da Guarda Municipal.

Carros guinchados

Outra fiscalização realizada em todas as Aifus do fim de semana foi de irregularidades relacionadas a veículos. Esse trabalho resultou em cinco veículos guinchados pela Superintendência de Trânsito (Setran).

Dois deles foram na sexta (8/1), na Rua Conselheiro Dantas, ambos por falta de licenciamento. No sábado (9/1), um veículo foi removido depois que o motorista acusou ter ingerido bebida alcoólica, após realização de teste com etilômetro (bafômetro), na Avenida Iguaçu. O condutor foi encaminhado pela Polícia Militar à Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran).

Já no domingo (10/1), outro veículo sem licenciamento foi guinchado no cruzamento da Avenida Vicente Machado com a Rua Josefina Rocha. O quinto veículo removido do fim de semana, desta vez na Vicente Machado, estava estacionado em vaga reservada a pessoas com deficiência, sem uso da credencial obrigatória.

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Nubank lança campanha de doação à pesquisa sobre covid-19 e contra a fome

O Nubank lança nesta segunda-feira (10) campanha para doar até R$ 5 milhões para financiar pesquisas relativas à covid-19 e também o combate à fome. Por meio de um botão na tela inicial do aplicativo do banco, os clientes poderão aderir à campanha.

O banco digital doará até R$ 3 milhões, parte deles igualando até R$ 2 milhões em doações que arrecadará junto a seus mais de 38 milhões de clientes, conforme informado pela própria instituição.

De entrada, o Nubank doará R$ 1 milhão a três entidades, Ação Cidadania, Central Única de Favelas (Cufa) e Cruz Vermelha, além do Hospital das Clínicas (HC).

Os recursos serão repartidos igualmente pelos quatro e, no HC, financiarão pesquisa médica sobre o comportamento do vírus SarsCov2, causador da covid-19, no corpo humano.

A cada real doado por um cliente, o Nubank doa mais um, até que todas as doações somem os R$ 5 milhões.

Os clientes também terão à disposição na plataforma do banco conteúdo elucidando dúvidas comuns neste momento da pandemia, preparado por especialistas do Hospital Sírio-Líbanês.

No ano passado, o banco digital canalizou mais de R$ 20 milhões em apoio aos brasileiros em meio à pandemia, mas frisa que “esse é um momento delicado e que os esforços não podem parar”.

O momento é de solidariedade, cuidado e empatia para ajudar a diminuir as dificuldades pelas quais muitas famílias estão passando”, afirma David Vélez, CEO e fundador do Nubank.

Sem insumos, vacinação pode ser afetada a partir de junho, alerta diretor do Butantan

A indefinição para o governo da China liberar a exportação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), necessário para a produção da Coronavac, pode afetar o cronograma de vacinação contra a covid-19 a partir de junho, afirmou nesta segunda-feira (10) o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. Há a expectativa de que o insumo seja liberado até próxima quinta-feira e, assim, chegaria até o dia 18, mas o envio ainda não foi confirmado. O anúncio foi feito durante a entrega de 2 milhões de doses da vacina para o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

“Para maio, temos a entrega desta semana, 2 milhões no dia de hoje, mais 1 milhão na quarta-feira e 1 milhão e 100 na sexta. E, a partir daí, não teremos mais vacinas, porque não recebemos o IFA. Então, aguardamos a chegada desse material para que isso possa ser processado. Situação parecida com essa também é enfrentada pela Fiocruz, que a informação que eu tenho é que não teve o seu IFA liberado. Preocupa muito, porque o cronograma de vacinação, não neste momento, mas a partir de junho, poderá sofrer algum impacto.”

Segundo Covas, a liberação aguardada é de 4 mil litros do insumo O diretor do instituto e o governador de São Paulo João Doria (PSDB) voltaram a atribuir a dificuldade para o IFA ser liberado à postura do presidente Jair Bolsonaro e membros do governo federal, que fizeram declarações ofensivas contra a China.

“O mesmo laboratório, Sinovac, disponibiliza insumos para um país vizinho, o Chile, que não agride a China, que não tem o seu presidente falando mal do governo chinês, do povo chinês e de sua vacina. O fluxo é normal de entrega desses insumos para o Chile. Por que não é para o Brasil? Razões de ordem diplomática e as formas desastrosas de manifestação em relação ao governo da China”, afirmou Doria.