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Fim da Guerra na Faixa de Gaza: O que se Sabe

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Um dia após o segundo aniversário do início do conflito na Faixa de Gaza, Israel e Hamas assinaram um documento que representa a primeira fase de um acordo de paz proposto pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O entendimento foi alcançado após intensas negociações mediadas pelo Catar e pela Turquia, realizadas no Egito.

A Primeira Fase do Acordo de Paz

O plano, apresentado em 29 de setembro, foi aceito por ambas as partes após dez dias de discussões. Contudo, apenas alguns dos 22 pontos propostos estão inicialmente programados para serem cumpridos, incluindo:

  • Cessar-fogo imediato.
  • Retirada gradual das Forças de Defesa de Israel (FDI) da Faixa de Gaza.
  • Suspensão do bloqueio israelense à entrada de ajuda humanitária no enclave palestino.
  • Retorno dos reféns israelenses, vivos ou mortos, em até 72 horas após a aceitação por parte de Israel.
  • Libertação de aproximadamente 2 mil prisioneiros palestinos após o retorno dos reféns a Israel.
  • Anistia para membros do Hamas que concordarem em se desarmar.

Após o cumprimento dos termos acordados nesta fase inicial, outros pontos do plano de paz começarão a ser discutidos. Entre eles estão o desarmamento do Hamas, a reestruturação administrativa da Faixa de Gaza, a presença de forças internacionais para garantir a paz e a reconstrução da região.

Declarações sobre o Fim do Conflito

Ainda que existam incertezas sobre a implementação total do plano, tanto o ex-presidente Trump quanto a liderança do Hamas afirmaram que a guerra em Gaza chegou ao fim. Khalil al-Hayya, chefe da delegação do Hamas no Egito, confirmou o término do conflito em um comunicado.

Apesar de já existirem precedentes de descumprimento, como o cessar-fogo que não foi respeitado anteriormente, al-Hayya relatou que obteve garantias de que o conflito não será renovado após a primeira etapa do acordo.

“Recebemos garantias dos irmãos mediadores e da administração americana, todos confirmando que a guerra terminou completamente. Continuaremos a trabalhar com as forças nacionais e islâmicas para avançar nas etapas restantes, em busca dos interesses do povo palestino e da realização de seus direitos até o estabelecimento de seu Estado independente, com Jerusalém como capital.”

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