O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, recomendou que a discussão sobre a redução da jornada de trabalho e outras reformas relevantes seja postergada para 2027. A medida, segundo Skaf, pretende evitar que o clima eleitoral prejudique debates técnicos. Durante um evento com Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Skaf afirmou que “6×1 e redução de jornada em ano eleitoral não combinam”.
Ele destacou que a agitação política dificulta a discussão objetiva sobre temas essenciais, argumentando que “as emoções e motivações se confundem com os interesses do país”.
Preocupações sobre a NR-1
Skaf também expressou apreensão em relação à implementação de mudanças na NR-1, que estabelece diretrizes de segurança e saúde no trabalho. Ele defendeu que qualquer alteração não deve entrar em vigor este ano, enfatizando as reuniões contínuas com o ministro do Trabalho e as principais centrais sindicais. O empresário alertou que mudanças apressadas podem gerar insegurança jurídica para o setor.
“Precisamos evitar um imbróglio de ações trabalhistas que não beneficiará ninguém”, ressaltou.
Reconhecimento ao incentivo à inovação
Apesar das objeções em relação às reformas trabalhistas, Skaf elogiou as iniciativas do governo federal para fomentar a inovação. Ele destacou o sucesso das linhas de financiamento voltadas para tecnologia, sinalizando uma boa parceria entre a indústria e o governo para fortalecer a competitividade através do crédito.
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