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Filipe Martins Deveria Estar Solto, Diz WSJ Em Editorial

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Wall Street Journal Defende Liberação de Filipe Martins

Em um editorial publicado neste domingo (27), o The Wall Street Journal manifestou apoio à soltura de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente sob prisão domiciliar em Ponta Grossa, Paraná. O texto alega que há questões irregulares nos registros do Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) dos Estados Unidos que afetam o caso de Martins.

Erros de Registro

O editorial destaca que um tribunal brasileiro está utilizando informações supostamente falsas do CBP para justificar a detenção de Martins, alegando que ele representa um risco de fuga. Essa situação ocorre dentro do contexto de uma investigação sobre um suposto golpe de Estado elaborado por Bolsonaro contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“O Sr. Martins deveria estar em liberdade enquanto prepara sua defesa”, defende o jornal norte-americano.

Contexto da Acusação

Ex-assessor de Assuntos Internacionais de Bolsonaro, Martins é citado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como parte da comitiva do ex-presidente que viajou para os Estados Unidos após as eleições presidenciais de 2022. No entanto, Martins nega essas alegações, afirmando não ter embarcado no voo presidencial de 30 de dezembro de 2022.

A defesa de Martins já havia levantado suspeitas sobre a veracidade dos registros mencionados pela Polícia Federal referentes à sua entrada nos Estados Unidos. No início deste mês, o embaixador André Chermont testemunhou no STF que Martins não embarcou no voo, afirmando: “Eu creio que em um momento anterior ele chegou a fazer parte na lista, mas depois ele não estava previsto”.

Envolvimento na Suposta Trama Golpista

Martins é um dos acusados no que é denominado de “núcleo 2” da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), relacionado a possíveis tentativas de golpe em 2022. Ele é indicado como membro do núcleo jurídico, participando da elaboração de minutas para instaurar um Estado de Sítio e a aplicação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem). Martins refuta todas as acusações.

Prendido em fevereiro de 2024 durante a operação Tempus Veritatis, o ex-assessor ficou detido por seis meses no Paraná antes de ser colocado sob prisão domiciliar.

Referências Políticas

O editorial também menciona a política econômica do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impôs tarifas de 50% sobre importações brasileiras. O jornal sugere que uma investigação minuciosa sobre os registros relacionados a Martins poderia não apenas esclarecer sua situação, mas também inocentá-lo das acusações de fuga.

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