Filha de ex-prefeito de Ponta Grossa exibe frasco da Coronavac no TikTok

Juliana Rangel, filha do ex-prefeito de Ponta Grossa Marcelo Rangel, mostrou imunizante que o pai diz ter ganhado do Instituto Butantan

Sob o pretexto de mostrar algo que ela tinha e mais ninguém, Juliana Rangel, filha do ex-prefeito da cidade paranaense de Ponta Grossa Marcelo Rangel (PSDB), mostrou na rede social TikTok um frasco com as inscrições Coronavac e Instituto Butantan. Como legenda, ela escreveu “vacina do Covid”.

Nas imagens, ela mostra a embalagem enquanto é possível ouvir uma gravação com as falas “mostre algo que você tem, que mais ninguém tenha, e que você ache muito legal”.

Uma vez que realmente ninguém tem, já que a vacina contra o coronavírus ainda não foi aprovada pela Anvisa para uso no Brasil, a postagem viralizou, conforme registrado pelo G1, e obrigou o pai da jovem a se explicar.

Marcelo Rangel, cujo mandato terminou em dezembro de 2020, disse que recebeu o frasco em visita ao Instituto Butantan no ano passado como uma forma de publicidade para a vacina, sem explicar se o conteúdo é imunizante mesmo ou apenas um líquido ilustrativo.

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Anvisa dá aval a uso emergencial de mais 4,8 milhões de vacinas do Butantan

A decisão ocorreu após votação dos cinco diretores da agência, em reunião transmitida ao vivo

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deu aval nesta sexta-feira (22) para uso emergencial de mais 4,8 milhões de doses da Coronavac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac e produzida no Brasil pelo Butantan.

A decisão ocorreu após votação dos cinco diretores da agência, em reunião transmitida ao vivo.

Esse é o terceiro pedido de uso emergencial de vacinas a ser analisado pela agência. No domingo (17), a Anvisa deu aval para uso de 8 milhões de doses de duas vacinas contra a Covid -as primeiras aprovadas no país.

Destas, 6 milhões eram doses da Coronavac que foram importadas da China no ano passado. Outras 2 milhões são doses da vacina de Oxford que estão sendo importadas da Índia pela Fiocruz.

O novo pedido foi protocolado pelo Butantan na segunda-feira (18), e se refere às primeiras doses da vacina produzidas no Brasil.

Relatora do processo, a diretora Meiruze Freitas sugeriu que a autorização seja estendida a mais doses fabricadas pelo Butantan, desde que haja comunicação prévia à Anvisa. “Manifesto pela eventual aprovação de eventuais novos pedidos, nos moldes já aprovados até o momento”, disse.

A posição foi seguida pelos demais diretores, que frisaram que os dados avaliados permitem a aprovação da vacina.
“Ressalvadas algumas incertezas, os benefícios conhecidos da vacina superam os riscos. A vacina fabricada atende aos critérios de qualidade, segurança e eficácia para o uso emergencial”, disse Freitas.

O grupo também voltou a frisar a falta de alternativas terapêuticas contra a Covid como argumento para a aprovação, ao mesmo tempo em citou a necessidade de monitoramento.

A Anvisa também aprovou usar, no novo processo, o mesmo termo de compromisso já tido pré-requisito para autorização das doses anteriores.

Com o termo, o Butantan se compromete a fornecer dados que faltaram na análise, como informações sobre o total de anticorpos gerados com a vacina nos dois primeiros meses de análise.

No voto, Freitas também afirmou que não há comprovação de que seja possível abdicar de uma segunda dose da vacina -daí a necessidade de ampliar a oferta de doses. “No contexto de vacinação no Brasil, ninguém pode ficar para trás. Somos uma só nação”, disse, repetindo slogan do governo federal para vacinação.

Antes do voto dos diretores, duas áreas técnicas da agência que analisaram os dados deram parecer favorável à liberação -caso das áreas de medicamentos e fiscalização.

O parecer considerou o cenário da pandemia, o aumento do número de casos da Covid e a ausência de alternativas terapêuticas. Também incluiu como condicionante que se monitore incertezas em estudos -caso de dados que ainda devem ser fornecidos à agência.

“A recomendação tem por base o fato de que essa vacina se utiliza dos mesmos estudos clínicos e dos mesmos parâmetros de segurança e eficácia que foram discutidos no domingo”, apontou o gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes.

Fabrício Carneiro de Oliveira, coordenador de inspeção e fiscalização de insumos farmacêuticos, destacou que eventuais novos lotes importados de insumos, desde que atendendo aos requisitos de liberação, já podem ser utilizados na fabricação de mais vacinas.

Inicialmente, a Anvisa previa que pedidos de uso emergencial fossem analisados em até dez dias. Com o histórico de aprovação prévia ao Butantan, o tempo total de análise foi reduzido para cinco dias.

Isso ocorre porque a agência considerou apenas os dados novos apresentados no processo -caso do local de produção e embalagem usada.

Segundo Mendes, foi observado se havia diferenças no produto fabricado na China e no Brasil, especificações dos lotes e dados de qualidade e estabilidade, entre outros.

Diferente das doses aprovadas no domingo, que vinham em um frasco único, o volume avaliado nesta sexta prevê uso de frascos com dez doses cada, que precisam ser aplicadas em até 8 horas.

A tentativa do Butantan em obter aval a mais doses ocorre em meio à baixa oferta inicial para vacinação no país.
Com a importação das doses da Fiocruz inicialmente emperrada, a campanha começou no Brasil com apenas 6 milhões de doses do laboratório.

A situação representou uma derrota ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que travou nos últimos meses uma guerra política com o governador paulista, João Doria (PSDB), em torno da Coronavac.

Informações Banda B.

PRF encontra toneladas de maconha em meio a carga de milho; é a maior apreensão do ano no Paraná

A apreensão aconteceu na manhã de sexta (22), em Marechal Cândido Rondon, na região oeste do Paraná

Cerca de 2.560 quilos de maconha foram apreedidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na manhã de sexta (22), em Marechal Cândido Rondon (PR), na região oeste do Paraná. A apreensão da droga foi a maior deste ano no Paraná, até o momento.

Por volta das 7h, uma equipe da PRF abordou uma carreta, com placas de Palhoça (SC) e Rio do Sul (SC) que transitava na BR-163. O motorista, que não apresentou documentos pessoais, disse que estava carregado com milho e apresentou a nota fiscal da carga.

Ao se aproximarem do semirreboque, os policiais sentiram odor de maconha e em seguida, solicitaram ao homem que retirasse a lona do veículo para que a carga fosse vistoriada. Ao inspecionarem o milho, os prfs encontraram alguns fardos da droga se sobressaindo em meio à carga de grãos.

De imediato, foi dada voz de prisão ao homem, de 32 anos. Ele disse à equipe que não sabia que se tratava de droga. Também informou que havia carregado o veículo com milho a granel em Dourados (MS) na quarta-feira (20) e, na quinta (21), teria ido até a cidade de Naviraí (MS), local onde lhe foi oferecida uma certa quantia em dinheiro para que ele transportasse uma carga de óculos até Concórdia (SC).

Em vistoria na cabine da carreta foram encontrados 8 comprimidos do medicamento nobésio (popularmente conhecido por rebite).

O preso, a droga e a carreta apreendida foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Guaíra/PR.

Informações Banda B.