Este ano, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) completa 80 anos e, em 16 de outubro, celebra também o Dia Mundial da Alimentação. O evento é marcado por um Fórum Mundial da Alimentação, que reúne líderes internacionais em Roma para discutir soluções no combate à fome e à má nutrição.
Fórum Mundial da Alimentação
Durante toda a semana, autoridades de diversos países, incluindo o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, participam de discussões sobre a importância da cooperação global para enfrentar a insegurança alimentar. Na abertura do evento, Lula destacou que, apesar da produção suficiente de alimentos para atender a população mundial, cerca de 663 milhões de pessoas ainda enfrentam insegurança alimentar, segundo dados da FAO.
Unindo forças contra a fome
O presidente brasileiro enfatizou a necessidade de inclusão dos pobres nos orçamentos nacionais e transformou o combate à fome em uma política de Estado. A mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres, reforçou que, em um momento histórico de crises, a solidariedade entre países e comunidades é fundamental para garantir a segurança alimentar no futuro.
Desafios e soluções para o futuro
Qu Dongyu, diretor-geral da FAO, apontou um desafio duplo: a continuidade da fome e o aumento da obesidade e desperdício de alimentos. Ele reiterou que a produção alimentar precisa ser mais eficiente, abordando questões como as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade. Atualmente, cerca de 673 milhões de pessoas vivem em situação de fome no mundo, e 2,3 bilhões enfrentam insegurança alimentar.
Compromisso do Brasil com a erradicação da fome
Durante sua fala, Lula reafirmou o compromisso do Brasil na erradicação da fome por meio de políticas que priorizem a inclusão social. O presidente reconheceu a relevância da FAO nesse processo, afirmando que a organização continuará sendo necessária enquanto houver pessoas passando fome.
Exemplo de sucesso em São Tomé e Príncipe
Um dos projetos destacados no Fórum é o de cacau sustentável em São Tomé e Príncipe, que visa restaurar florestas degradadas e promover a produção de cacau orgânico. A iniciativa, que beneficia agricultores, especialmente mulheres, já recuperou mais de 8.000 hectares e almeja atingir 36.000 hectares até 2030. O projeto foi reconhecido pela FAO como Patrimônio Agrícola de Importância Global.
Celebrando 80 anos de luta contra a fome
Com a presença de dez chefes de Estado e mais de 100 representantes de governos, o Fórum marca um momento significativo na história da FAO. A organização renova seu compromisso em colaborar com governos e comunidades para construir um mundo sem fome. Dongyu reiterou que cada um tem um papel importante a desempenhar na construção de um sistema alimentar mais justo e sustentável, lembrando a importância do Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro.
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