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EUA Ameaçam Maduro e Associam Tráfico a Terrorismo na América Latina

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O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, intensificou a pressão sobre o presidente venezuelano Nicolás Maduro, aumentando a recompensa pela sua prisão para US$ 50 milhões. A administração norte-americana classifica Maduro como chefe de um cartel de drogas. Essa ação reflete uma estratégia mais ampla dos EUA no combate ao tráfico de drogas na América Latina.


Aumento da Recompensa

  • Os EUA têm sido alvo frequente das declarações de Nicolás Maduro, que critica a influência americana.
  • A legitimidade do governo Maduro enfrenta questionamentos internacionais, com muitos países alegando fraudes nas eleições recentes na Venezuela.
  • Assim como seu antecessor, Trump reconhece o opositor Edmundo González como vencedor legítimo das últimas eleições venezuelanas.
  • Maduro é acusado de liderar um cartel e estar diretamente envolvido na entrada de drogas no território americano, o que motivou a recompensa por informações que possam levar à sua captura.

Acusações de Tráfico

Antes do recente anúncio, o governo dos EUA já havia feito uma série de acusações contra Maduro, ligando-o a grupos criminosos relacionados ao tráfico internacional de drogas. O aumento da recompensa é uma continuidade dessa linha de ataque, mas agora com um novo contexto político nos Estados Unidos.

Nos primeiros dias de seu segundo mandato, Trump classificou grupos envolvidos no tráfico internacional como organizações terroristas. Essa designação permite que os EUA conduzam operações militares em países onde esses grupos atuam, similar às intervenções passadas em cenários como a Síria durante a ascensão do Estado Islâmico.

Marco Rubio, chefe da diplomacia de Trump, declarou que a associação de Maduro a cartéis de drogas, considerados terroristas, justifica o uso da força militar. “Não podemos continuar tratando esses caras como gangues locais. Eles têm armas como terroristas e controlam territórios”, afirmou Ruby, enfatizando que essa nova classificação dá aos EUA uma “autoridade legal para atacá-los”.

No mesmo dia, o jornal The New York Times noticiou sobre uma diretriz de Trump que autorizou o uso da força militar contra cartéis de drogas na América Latina.

Além disso, o governo americano está considerando classificar facções criminosas no Brasil, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como grupos terroristas.


Reação da Venezuela

Em resposta às recentes ações dos EUA, o governo venezuelano reagiu, qualificando a ofensiva de Trump como uma “cortina de fumaça”. Yván Gil Pinto, ministro das Relações Exteriores da Venezuela, argumentou que a recompensa de US$ 50 milhões por Maduro serve para desviar a atenção dos problemas internos do governo americano, incluindo a suposta ligação de Trump com o caso Jeffrey Epstein, conhecido por crimes sexuais.

O ministro da Defesa da Venezuela, Padrino López, declarou que as Forças Armadas estão preparadas para proteger Maduro de quaisquer ameaças externas.

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