Etanol sobe quase 18% em março; gasolina tem alta de 12% e se aproxima dos R$ 6

Em março, houve alta de dois dígitos nos preços dos combustíveis mais utilizados em automóveis praticados pelos postos de distribuição. Segundo o Índice de Preços Ticket Log (IPTL), o etanol teve aumento de 17,97% mês passado em relação a fevereiro, chegando ao preço médio de R$ 4,599 por litro. Já a gasolina subiu 12,06%, a R$ 5,717.

O levantamento realizado na primeira quinzena de março já apontava que o etanol havia superado a marca de R$ 4,00.

Com o fechamento do mês, o combustível foi encontrado pelo valor médio mais alto na Região Sul, a R$ 4,774. O preço mais baixo esteve no Centro-Oeste, a R$ 4,412.

Para a gasolina, o preço médio mais caro para foi registrado na Região Centro-Oeste, a R$ 5,800, e o mais barato esteve no Sul, a R$ 5,528.

“Para ambos os combustíveis, a Região Sudeste apresentou o maior aumento dos preços. O etanol avançou 21,47% nos postos, e a gasolina, 13,14%”, destaca Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil, controladora da Ticket Log.

Entre os Estados, o Acre tem a gasolina mais cara do País, e registrou aumento de 12,44% nos preços, a R$ 6,166 o litro. O Amapá manteve a gasolina mais barata, a R$ 5,285, após o preço médio avançar 14,87%. A maior alta foi registrada em Roraima, de 15,69%.

O preço médio mais baixo do etanol foi encontrado em São Paulo, de R$ 3,904. O valor está 20,94% acima do registrado em fevereiro. Já o Rio Grande do Sul apresentou o valor mais alto, a R$ 5,323, após aumento de 17,20%. O Distrito Federal registrou o maior avanço, de 23,59%.

“Ao comparar o preço da gasolina em março com o registrado em dezembro, é possível notar uma trajetória de aumentos consecutivos ao longo dos levantamentos feitos nesses primeiros meses do ano, que resultaram em um valor médio por litro 22% maior. Se a mesma comparação for feita com o etanol, o aumento no período passa de 24%”, destaca Pina.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 18 mil postos credenciados da Ticket Log, que administra 1 milhão, com uma média de oito transações por segundo.

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Preço volta a subir e Curitiba tem a quinta cesta básica mais cara do Brasil

Apesar da redução em nove capitais, Curitiba voltou a registrar alta no valor da cesta básica. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a capital paranaense teve um aumento de 1,59% entre os meses de maio e junho. Com os números, Curitiba tem a quinta cesta básica mais cara do Brasil, com valor estimado de R$ 618,57.

Para o resultado, o Dieese cita o óleo de soja, que subiu em 14 capitais. Curitiba teve o maior aumento no produto, com alta de 8,12%.

No acumulado do ano, a capital paranaense segue com a maior alta entre todas as cidades pesquisadas. De janeiro a junho, a alta foi de 14,47%. Natal, no Rio Grande do Norte, aparece na sequência com aumento de 9,03%.

Brasil

Em junho, o custo da cesta básica caiu em nove das 17 capitais brasileiras analisadas pelo Dieese.

As maiores altas aconteceram em Fortaleza (1,77%), Curitiba (1,59%) e Florianópolis (1,42%). Já as maiores quedas ocorreram em Goiânia (-2,23%), São Paulo (-1,51%), Belo Horizonte (-1,49%) e Campo Grande (-1,43%).

Com base na cesta mais cara, que é a de Florianópolis, o Dieese estima que o salário mínimo deveria ser equivalente a R$ 5.421,84, valor que corresponde a 4,93 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00.

Informações Banda B

Petrobras anuncia reajustes de 6,3% na gasolina e 3,7% no diesel

Após mais de dois meses sem reajuste, o preço do diesel nas refinarias da Petrobras subirá 3,7% a partir desta terça-feira (6). A estatal anunciou ainda aumento de 6,3% no preço da gasolina. Os reajustes acompanham a alta das cotações internacionais do petróleo.

Segundo a estatal, o litro do óleo diesel será vendido por suas refinarias a um preço médio de R$ 2,81, alta de R$ 0,10. Já a gasolina sairá, em média, por R$ 2,69, R$ 0,13 a mais do que o valor vigente até esta segunda-feira (5).

O anúncio ocorre em um momento de questionamentos no mercado sobre a política de preços da estatal, que começou a observar prazos mais longos antes de decidir por mudanças. Na sexta (2), a Ativa Investimentos publicou relatório apontando defasagem de 20% no preço da gasolina.

“Pelo que estamos acompanhando, tal reajuste não deverá ser dado pela Petrobras tão em breve, uma vez que a companhia tem esperado intervalos maiores para reajustar os preços”, escreveu o economista-chefe da Ativa, Étore Sanchez.

Nesta segunda, pouco antes do anúncio da Petrobras, a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis) havia calculado as defasagens em 12% na gasolina e 7% no diesel. A entidade lembrou que a última mudança no preço do diesel ocorreu há 66 dias.

Nesse meio tempo, as cotações internacionais do petróleo dispararam, levando o Brent, referência internacional negociada em Londres, a superar a barreira dos US$ 75 por barril pela primeira vez desde 2018. Na sexta, a cotação estava em US$ 76,17.

“Se não houver o reajuste, será uma sinalização muito ruim para o mercado”, disse antes do anúncio o presidente da entidade, Sérgio Araújo. Após o reajuste, diz a Abicom, as defasagens cairão para 7% na gasolina e 3% no diesel.

O último reajuste anunciado pela empresa foi uma redução de 2% no preço da gasolina, no dia 11 de junho, quando as cotações internacionais já vinham em alta. Na ocasião, a companhia anunciou também aumento de 6% no preço do gás de cozinha.

Um dia antes, o jornal Folha de S.Paulo publicou levantamento feito pelo Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) que já indicava que a estatal vem evitando repasses imediatos das volatilidades externas após a mudança no comando da companhia.

Os dados mostram, por exemplo, que a empresa deixou de acompanhar um repique nas cotações internacionais no início de maio, quando o preço médio praticado em suas refinarias chegou a ficar R$ 0,08 por litro abaixo do valor de referência calculado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

A estatal diz que não alterou sua política de preços. “A Petrobras monitora permanentemente o mercado e, a partir de uma percepção de realinhamento de patamar, seja de câmbio, seja de cotações internacionais de petróleo e derivados, realiza reajustes de preço”.

A percepção de que a empresa está observando prazos mais longos ocorre após a substituição de Roberto Castello Branco, demitido pelo presidente Jair Bolsonaro em meio à escalada dos preços no início do ano, em um processo conturbado que derrubou as ações da companhia e levou a uma debandada inédita no conselho de administração da estatal.

Para seu lugar, Bolsonaro nomeou o general Joaquim Silva e Luna, que estava em Itaipu Binacional e assumiu defendendo que buscaria reduzir a volatilidade, mas prometendo “conciliar interesses de consumidores e dos acionistas”.

O repasse dos reajustes desta terça aos consumidores depende de políticas comerciais de postos e distribuidoras de combustíveis. Segundo a estatal, seus preços de venda representam 54% do valor de bomba do diesel e 32% do preço final da gasolina.

Informações Banda B