Estudo brasileiro aponta que covid-19 pode causar danos cerebrais

Pesquisa mostra que vírus pode causar dano no sistema nervoso central

Um estudo conduzido por um grupo de 17 cientistas indica que o novo coronavírus Sars-Cov-2, responsável pela pandemia de covid-19, é capaz de infectar células neurais. Os pesquisadores alertam para o risco de danos no sistema nervoso central de infectados. O trabalho foi conduzido através de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino. 

Os resultados do estudo estão disponíveis no portal bioRxiv, que se dedica à publicação de artigos em modalidade preprint. São trabalhos que ainda não foram revisados por outros cientistas. Assim, o estudo ainda deverá ser submetido a uma avaliação externa.

Os pesquisadores analisaram o tecido neural de uma criança que morreu em decorrência da covid-19. Como em outras pesquisas, não se detectou a presença do novo coronavírus na massa encefálica. No entanto, o Sars-Cov-2 foi encontrado no revestimento de células neurais que estão na caixa craniana.

“Partículas virais foram detectadas principalmente no plexo coróide (ChP) e ventrículo lateral (LV), em menor grau no córtex do cérebro humano, mas não no resto do parênquima cerebral”, registra o estudo.

De acordo com o trabalho, o novo coronavírus tem capacidade de infectar células neurais, embora não consiga se replicar no sistema nervoso central. No entanto, ao infectar o plexo coróide, há uma reação do sistema imunológico do organismo humano. No caso analisado, os pesquisadores acreditam que essa reação pode ter permitido que o novo coronavírus, células imunes e citocinas acessassem o sistema nervoso central e causassem danos no cérebro da criança.

No início da pandemia, a covid-19 chegou a ser descrita como uma infecção no sistema respiratório. O avanço dos estudos, porém, mostrou que a doença poderia afetar também outros órgãos, como rins e coração. A preocupação com o sistema nervoso, por sua vez, decorre de manifestações neurológicas observadas em alguns casos. Ocorrências de acidente vascular cerebral e encefalite, por exemplo, foram relatadas em pacientes com covid-19. “Manifestações neurológicas descritas são provavelmente devido a efeitos colaterais de uma resposta imunológica sistêmica ao vírus”, sugere o estudo.

Informações Agência Brasil.

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Mortes por covid-19 chegam ao menor nível desde maio, diz Fiocruz

O Brasil registrou 461,14 mortes diárias por covid-19, de acordo com a média móvel de sete dias. Segundo os dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), esse é o menor patamar de óbitos diários desde 6 de maio, quando ocorreu uma média de 437,57 mortes pela doença.

Os dados divulgados no sábado (24) também mostram que houve quedas de 6,5% no número de mortes em relação à média móvel de sete dias registrada uma semana antes (493,43) e de 33,4% na comparação com os óbitos de um mês antes (692,43).

O pico de mortes por covid-19 no país (1.094,14) foi atingido no dia 25 de julho.

Casos

A média móvel de sete dias de novos casos ficou em 22.483,14 ontem (24). Nesse tipo de análise, no entanto, houve alta de 11% em relação aos casos da semana anterior. Na comparação com o mês anterior, foi observada uma queda de 22,1%.

O pico de casos diários (47.514,57) foi registrado em 28 de julho.

Estados

Doze unidades da federação tiveram queda na média de mortes em relação à semana anterior. Entre os maiores recuos estão Rondônia (-47,9%), Ceará (-44,6%) e Distrito Federal (-33,8%). Dez estados tiveram aumento na média de óbitos, com destaque para locais como Pará (95,4%), Amapá (66,3%) e Acre (40,8%).

Os estados com maior média de mortes ontem foram São Paulo (104,86), Rio de Janeiro (65,14) e Minas Gerais (46,71). Santa Catarina manteve o número de mortes entre uma semana e outra. Roraima, Tocantis e Mato Grosso do Sul não tiveram seus dados divulgados.

Mais de 40 filmes de terror nacionais são exibidos em mostra online

Uma mostra de cinema promovida pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) vai exibir 44 filmes de terror brasileiros contemporâneos a partir desta quarta-feira (28) pela internet. A mostra MacaBRo – Horror Brasileiro Contemporâneo apresentará ao público longas e curtas realizados por cineastas nacionais nos últimos cinco anos.

Devido à pandemia de covid-19, a mostra será feita de forma online, até o dia 23, e os filmes serão exibidos gratuitamente na plataforma Darkflix. Além dos filmes serão realizadas palestras, debates e cursos também virtuais.

Os longa-metragens ficarão disponíveis por 24 horas, com um limite de visualizações (saindo do ar assim que atingir esse limite). Já os curtas ficarão no ar por uma semana.

Entre os longas que serão exibidos na mostra estão Morto Não Fala, de Dennison Ramalho, O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida, Sem Seu Sangue, de Alice Furtado (que estreou no Festival de Cannes), Quando Eu Era Vivo, de Marco Dutra, Terminal Praia Grande, de Mavi Simão, O Clube dos Canibais, de Guto Parente, Condado Macabro, de André de Campos Mello e Marcos DeBrito, e Mal Nosso, de Samuel Galli.

Os dois últimos longas de Rodrigo Aragão, O Cemitério das Almas Perdidas e A Mata Negra, também estão na programação da mostra, que ainda contará com debates com o diretor.

“Percebi que as pessoas não conhecem mesmo, quase sempre nunca ouviram falar que existia horror sendo feito no cinema brasileiro contemporâneo. Eles até estão disponíveis em plataformas digitais, em canais a cabo, mas você tem que procurar um a um, assinar esses serviços ou ter o canal disponível na sua TV a cabo. Com essa mostra, disponibilizando online, gratuitamente, a gente acredita que muita gente vai preencher essa lacuna de não poder conhecer o cinema de horror brasileiro”, disse Carlos Primati, que faz a curadoria da mostra junto com Breno Lira Gomes.

A mostra também homenageará José Mojica Marins, considerado o pai do cinema nacional de horror e criador do personagem Zé do Caixão, que faleceu no início deste ano. Serão exibidos os curtas Saci, dirigido por ele, e Lasanha Assassina, animação que tem a dublagem de Zé do Caixão.

Confira a programação:

Quarta-feira (28)

18h – O Hóspede (curta-metragem)

19h – Live com os diretores Ramon Porto Mota e Ian Abé da produtora homenageada Vermelho Profundo

20h – A Noite Amarela (Acessível: Legenda descritiva e interpretação em Libras)

29 de outubro, quinta-feira

16h – Cova Aberta (curta-metragem)

18h – O Nó do Diabo – Episódio 1

20h – Canto dos Ossos

Sexta-feira (30) 

18h – O Nó do Diabo – Episódio 2

19h – Live com Mariah Benaglia e Jhésus Tribuzi da produtora Vermelho Profundo

20h – Os Mortos (curta-metragem)

Sábado (31) 

15h – O Nó do Diabo – Episódio 3

16h – Curso com o curador Carlos Primati – Módulo 1

18h – O Desejo do Morto (curta-metragem)

19h – Debate: O Terror e o Cinema Brasileiro, com a cineasta Gabriela Amaral Almeida, o cineasta Rodrigo Aragão, a crítica de cinema Flávia Guerra. Mediação do curador Carlos Primati.

20h – A Mata Negra

Domingo (1°/11) 

16h – O Nó do Diabo – Episódio 4

18h – Mais Denso que o Sangue (curta-metragem)

20h – Não tão Longe (curta-metragem)

Segunda-feira (2/11) 

16h – O Nó do Diabo – Episódio 5

18h – Sem seu Sangue (Acessível: Legenda descritiva e interpretação em Libras)

19h – Live com o curador Carlos Primati e a diretora de Sem seu Sangue Alice Furtado

20h – As Núpcias de Drácula

Terça-feira (3/11) 

18h – A Noite Amarela (Acessível: Legenda descritiva e interpretação em Libras)

20h – Os Jovens Baumann (Acessível: Legenda descritiva e interpretação em Libras)

Quarta-feira (4/11) 

18h – Christabel

19h – Live com a pesquisadora Laura Loguercio Cánepa e a diretora homenageada Gabriela Amaral Almeida

20h – O Animal Cordial

Quinta-feira (5/11)

18h – Uma Primavera (curta-metragem)

20h – #ninfabebê

Sexta-feira (6/11) 

18h – Estátua! (curta-metragem)

19h – Live com o curador Breno Lira Gomes e o ator de “Quando eu era vivo” Antonio Fagundes

20h – Quando eu era Vivo

Sábado (7/11) 

14h – O Segredo dos Diamantes

15h – A Mão que Afaga (curta-metragem)

16h – Curso com o curador Carlos Primati – Módulo 2

18h – O Caseiro

19h – Palestra com a cineasta Gabriela Amaral Almeida com o tema Escrevendo histórias de terror para o cinema

20h – A sombra do pai

Domingo (8/11) 

16h – O Animal Cordial

18h – O Clube dos Canibais

20h – Condado macabro

Segunda-feira (9/11) 

18h – Quando eu era vivo

19h – Live com o curador Carlos Primati e o diretor de Quando eu era vivo e montador dos curtas da homenageada, Marco Dutra

20h – Terminal Praia Grande

Terça-feira (10/11) 

18h – A sombra do pai

20h – Terra e luz

Quarta-feira (11/11)

18h – A capital dos mortos 2: Mundo morto

20h – Nocturnu (curta-metragem)

21h30 – Live com o crítico Marcelo Miranda e o cineasta homenageado Dennison Ramalho

Quinta-feira (12/11) 

16h – Canto dos ossos

18h – Amor só de mãe (curta-metragem)

20h – Quando o galo cantar pela terceira vez renegarás tua mãe

Sexta-feira (13/11) 

18h – O diabo mora aqui

19h – Live com o curador Breno Lira Gomes e a atriz de Morto não fala Bianca Comparato

20h – Morto não fala

Sábado (14/11)

16h – Curso com o curador Carlos Primati – Módulo 3

18h – As núpcias de Drácula

19h – Debate: A atuação no cinema de terror, com a atriz Luciana Paes, a crítica de cinema Cecília Barroso. Mediação do curador Breno Lira Gomes.

20h – Christabel

Domingo (15/11)

16h – Ninjas (curta-metragem)

18h – Condado macabro

20h – Mal nosso

Segunda-feira (16/11)

16h – A casa de Cecília

18h – O caseiro

19h – Live com o curador Breno Lira Gomes e a atriz e produtora de Através da sombra Virginia Cavendish

20h – Através da sombra

Terça-feira (17/11)

16h – Morto não fala

18h – Terra e luz

20h – A capital dos mortos 2: Mundo morto

Quarta-feira (18/11)

18h – O clube dos canibais

20h – O saci (curta-metragem)

Quinta-feira (19/11)

16h – A lasanha assassina (curta-metragem)

18h – #ninfabebê

20h – Mal nosso

Sexta-feira (20/11)

18h – O segredo de Davi (Acessível: Legenda descritiva)

20h – Tirarei as medidas do seu caixão (curta-metragem)

Sábado (21/11)

14h – O segredo dos diamantes

16h – Curso com o curador Carlos Primati – Módulo 4

18h – Os jovens Baumann

19h – Palestra com a pesquisadora e crítica de cinema Beatriz Saldanha com o tema Diretoras e o terror

20h – A casa de Cecília

Domingo (22/11)

16h – Através da sombra

18h – Coração das trevas (Coffin Joe’s Heart of Darkness – curta-metragem)

20h – Quando o galo cantar pela terceira vez renegarás tua mãe

Segunda-feira (23/11) 

18h – O cemitério das almas perdidas

19h – Live com o curador Carlos Primati e o diretor de O cemitério das almas perdidas e A mata negra, Rodrigo Aragão

20h – A mata negra