Estado seleciona bolsistas para programa de testagem do novo coronavírus

O Governo do Estado do Paraná lançou Chamada Pública para concessão de bolsas de extensão destinadas a profissionais da área da Saúde. Os bolsistas vão contribuir para ampliar a capacidade de pesquisas de diagnóstico molecular do novo coronavírus, dando suporte nos processos de testagem de amostras de pacientes para confirmação dos casos de Covid-19.

Considerados padrão de referência, os testes moleculares, também chamados RT-PCR, são exames que identificam e confirmam a infecção pelo novo coronavírus a partir de uma reação em cadeia no RNA do vírus, por meio da amplificação do ácido nucleico.

“O objetivo é fortalecer a rede de testagem de forma descentralizada, contemplando todas as regiões do território paranaense, a partir das estruturas laboratoriais disponíveis nas universidades públicas”, afirma o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona. Ele destaca que a estratégia integra as ações de prevenção, controle e combate à pandemia, empreendidas pelo governo estadual.

Para este novo programa, será destinado, inicialmente, um aporte financeiro de R$ 160 mil, oriundos do Fundo Paraná de Ciência e Tecnologia, gerido pela Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

O pagamento das bolsas será intermediado pela Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná. Já as atividades de extensão, que serão desenvolvidas pelos bolsistas, terão supervisão da Secretaria de Estado da Saúde.

PROGRAMA – Ao todo, serão custeadas 20 vinte bolsas de extensão, cada uma no valor de R$ 2 mil mensais, com duração de até quatro meses, com possibilidade de prorrogação por iguais e sucessivos períodos, em decorrência do agravamento do cenário epidemiológico no Estado. Os profissionais bolsistas deverão cumprir carga horária de 36 horas semanais.

Os profissionais que irão atuar no programa devem ter graduação em um dos seguintes cursos: Biologia, Biomedicina, Farmácia, Medicina Veterinária e Química; ou formação superior em áreas afins, tais como: Análises Clínicas, Bioquímica, Bioprocessos, Biotecnologia, Genética e Microbiologia.

“Uma vez selecionados, os bolsistas deverão apresentar documentação comprobatória de formação e de situação regular junto ao respectivo Conselho Profissional. Ao final do programa, receberão Certificado de Conclusão de Atividades de Extensão Universitária”, informa Marcos Aurélio Pelegrina, assessor da Coordenadoria de Ciência e Tecnologia da Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

As atividades serão desenvolvidas em laboratórios de dez instituições de ensino superior paranaenses, estaduais e federais, que integram a Rede Paranaense de Diagnóstico Molecular de SARS-CoV-2, instituída no mês passado.

UNIVERSIDADES – Os bolsistas serão indicados a critério das pró-reitorias de Extensão das instituições de ensino superior, que têm até quarta-feira, 10 de março, para submissão das propostas, no âmbito do Programa de Apoio Institucional para Ações Extensionistas junto à Rede Paranaense de Diagnóstico Molecular de SARS-CoV-2.

O processo será totalmente online, sem a necessidade de envio de documentos impressos. “As propostas vão indicar os bolsistas selecionados e os respectivos coordenadores técnicos, que são professores responsáveis pela condução dos trabalhos em cada laboratório”, destaca Marcos.

A contratação dos bolsistas poderá ocorrer a partir de sexta-feira (12), desde que não haja nenhuma pendência de documentos, para a formalização do convênio entre o Estado e as universidades. Já o início das atividades ficará a critério de cada instituição de ensino.

O programa contempla as universidades estaduais de Londrina (UEL), na região Norte; Maringá (UEM), no Noroeste; a Ponta Grossa (UEPG), nos Campos Gerais; do Oeste do Paraná (Unioeste), com sede em Cascavel; Centro-Oeste (Unicentro), sediada em Guarapuava; e a do Norte do Paraná (UENP), com sede em Jacarezinho.

Também compõem a Rede Paranaense de Diagnóstico Molecular de SARS-CoV-2 a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), ambas com sede em Curitiba; além da Universidade Federal Latino Americana (Unila), sediada em Foz do Iguaçu; e a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), com campus nas cidades de Realeza e Laranjeiras do Sul.

FORTALECIMENTO – O Governo do Estado está articulando uma série de ações para fortalecer o enfrentamento à pandemia. Foi direcionado R$ 1,4 milhão, para investimentos nos laboratórios das universidades que executam o diagnóstico molecular do novo coronavírus. Essa ação vai proporcionar mais celeridade na realização de testes moleculares.

Informações AEN PR.

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1,1 milhão de paranaenses não tomaram a segunda dose, aponta estudo da Secretaria de Saúde

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde mostra que 1.184.889 paranaenses estão com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em atraso. Desses, 1.006.617 não tomaram a D2 de Pfizer/Biontech ou Oxford/AstraZeneca, cujo intervalo de aplicação variou de quatro a seis meses ao longo do ano, e 178.272 não tomaram o reforço da CoronaVac/Butantan, cujo prazo é menor, de apenas três semanas.

O estudo leva em consideração os chamados faltosos, pessoas que apareceram para tomar a primeira dose e por algum motivo não especificado não tomaram a segunda. O balanço, que utiliza dados até a quarta-feira (8), também considera possível atraso das informações repassadas pelos 399 municípios ao Ministério da Saúde, que regula o sistema de informações. Os dados ainda são preliminares.

Segundo o Ministério da Saúde e as farmacêuticas que fabricam as três vacinas, a proteção mais alta contra as formas mais graves da doença acontece duas semanas após a aplicação da segunda dose. Atualmente, já foi aprovada a terceira dose em toda a população adulta depois de cinco meses da segunda aplicação, com orientação para que a adicional seja de fabricante diverso das primeiras.

Segundo o relatório, as Regionais de Saúde com os piores índices em termos absolutos e de todas as doses são Metropolitana (2ª RS), com 321.345 (27% do total), e Guarapuava (5ª RS), com 269.071 (22% do total). Elas correspondem a quase metade do número de faltantes. Proporcionalmente a região do Centro-Sul, bem menos populosa que a Capital, é a com maior índice de faltosos.

Depois dessas as com mais casos são Maringá (15ª RS), com 75.748 pessoas, Ponta Grossa (3ª RS), com 72.248, e Londrina (17ª RS), com 58.400. Ivapoirã (22ª RS) é a que menos registra casos em termos absolutos (8.991). Veja o relatório das regionais  AQUI .

No recorte por idade, os mais faltosos fazem parte da população idosa. São 523.799 (44%) com 95 anos ou mais, 168.194 entre 90 e 94 anos, 123.066 entre 85 e 89 anos e 99.482 entre 80 a 84 anos, uma pirâmide que fica mais estreita conforme a idade abaixa. Entre 18 e 19 anos são apenas 36 pessoas. Entre 20 a 24, 250 pessoas. Veja AQUI .

O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, alerta que o tema foi inclusive alvo da 5ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) nesta quarta-feira (8), no qual foi reforçado o pedido para os municípios realizarem busca ativa nas suas populações. O colegiado reúne secretarias municipais e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR).

“Temos vacinas para atender todo esse público e precisamos vacinar com a segunda dose, o que garante proteção completa. Temos que resolver essa situação em paralelo com a chegada das terceiras doses para a população. O Paraná tem uma tradição de vacinação e temos que ir atrás dessas pessoas. É um esforço pela defesa da sociedade”, afirmou.

VACINAÇÃO EM NÚMEROS – Quase 11 meses após o início da campanha, segundo o Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 17.779.208 doses. É o quinto estado que mais aplicou primeiras doses, com 8.956.828 imunizantes administrados, e o sexto que mais completou o esquema vacinal em toda a população, com 7.536.231 segundas doses e 21.422 doses únicas. Atualmente, 67% da população está com as duas doses, segundo o consórcio de veículos de imprensa.

Variante ômicron frustrou planos da Prefeitura de Curitiba de liberar uso da máscara

A descoberta da variante ômicron da Covid-19, no último mês de novembro, frustrou os planos da Prefeitura de Curitiba de liberar o uso da máscara em ambientes externos. Em entrevista à Banda B, nesta quarta-feira (8), a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, afirmou que a expectativa era ter flexibilizado a utilização do equipamento de proteção agora em dezembro.

“A gente tinha uma pretensão, mas o vírus tem nos desafiado. A gente tinha uma pretensão, talvez se não tivesse a variante ômicron, de liberar o uso da máscara em ambientes externos agora em dezembro. Mas, com a chegada da ômicron, tudo ficou em stand-by. Até tem uma recomendação da Secretaria de Estado da Saúde da manutenção e a gente está alinhado da mesma forma”, disse Huçulak.

Nesta semana, Curitiba registrou menos de mil casos ativos de Covid-19, que correspondem ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus. A última vez que a cidade teve um índice menor que mil foi em junho do ano passado.

De acordo com os dados do Painel Covid-19, da Secretaria Municipal da Saúde, o número de casos ativos diminuiu 92% em um ano. Em 8 de dezembro de 2020, exatamente um ano atrás, a cidade possuía 14.112 casos ativos.

“A gente repercute isso como uma excelente notícia neste momento, porque se a gente voltar um ano atrás nessa data nós estávamos no olho do furacão, com mais de 14 mil casos ativos. Se a gente pegar 8 de dezembro de 2020, veremos um número absurdo, foi aquela onda do final do ano em dezembro que assustou todo mundo, foi um Natal triste para família e todos os profissionais de saúde. Então, a gente comemora esse dado de hoje, mas com a cautela de muita gente que não tomou a vacina”, avaliou a secretária.

Huçulak atribui a redução de casos ao índice de vacinação. Curitiba chegou nesta quarta-feira a 80,6% da população vacinada, ao menos, com uma dose. Em relação à população completamente imunizada (com duas doses ou dose única), a cobertura chega a 72,8%.

“Não basta eu estar imunizado, eu preciso que a pessoa que eu convivo também esteja. Quanto mais pessoas vacinadas, maior será a proteção da sociedade como um todo. Essa baixa de números de casos ativos, de positividade, de casos novos, de internação, é por causa da vacina. A gente tem um dado que 83% dos óbitos são em pessoas não imunizadas. Então, a vacina é proteção, é necessária. É importante que, se a pessoa não quer acreditar na vacina, a sociedade voltou ao normal, todo mundo voltou a conviver, só isso já é um argumento suficiente”, reforçou.