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Estado e União avaliam resposta emergencial após tornado em Rio Bonito do Iguaçu

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e o Ministério da Saúde (MS) realizaram, nesta segunda e terça-feira (2 e 3), em Curitiba, uma Oficina de Avaliação Pós-Evento (APE) sobre a resposta à emergência em saúde pública após o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, em novembro de 2025. O evento reuniu gestores e especialistas para discutir estratégias que melhorem a preparação do sistema de saúde diante de desastres naturais.

Impacto do Tornado em Rio Bonito do Iguaçu

O tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu no dia 7 de novembro de 2025, com ventos de até 250 km/h, resultou em extensos danos, afetando cerca de 90% das construções, ferindo centenas de pessoas e impactando milhares. Nos momentos seguintes ao desastre, equipes de saúde, Bombeiros e Defesa Civil foram mobilizadas para prestar atendimento às vítimas e apoiar a rede hospitalar local.

Objetivos da Oficina de Avaliação

A Oficina de Avaliação visou identificar boas práticas, lições aprendidas e lacunas na resposta ao desastre, além de atualizar o Plano Estadual de Preparação e Vigilância para Emergências em Saúde. Participaram do evento profissionais que atuaram no Centro de Operações em Emergência (COE) em Saúde Pública, que organizou rapidamente a assistência à população de Rio Bonito do Iguaçu.

Declarações do Secretário de Saúde

O secretário da Saúde, Beto Preto, enfatizou a importância do encontro para promover melhorias. “Este evento nos ajuda a sistematizar aprendizados e a aperfeiçoar nossa capacidade de resposta. Precisamos ter protocolos consolidados para enfrentar futuros tornados. O treinamento contínuo é fundamental em nossa preparação para essas situações”, afirmou.

Debates e Preparação para Futuras Emergências

A programação da oficina incluiu discussões técnicas e atividades práticas. Daniel Cecchin, representante do Programa Nacional de Vigilância em Saúde dos Riscos Associados aos Desastres, alertou sobre a repetição de eventos climáticos extremos e a necessidade de protocolos que orientem o atendimento futuro.

“A criação de um protocolo unificado, com fluxos e legislações claras, é essencial. Precisamos estar preparados com planos de ação que possam ser ativados imediatamente”, destacou Cecchin.

Aprimoramento Contínuo

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, ressaltou que a avaliação é crucial para o aprimoramento contínuo das ações. “Cada desafio nos ensina e nos incentiva a buscar a excelência no serviço público”, comentou.

Edenilo Baltazar Barreira Filho, do MS, explicou que o suporte federal complementa as ações estaduais. Ele acredita que a parceria entre os dois órgãos foi fundamental para garantir que não houvesse desabastecimento em Rio Bonito do Iguaçu durante a crise.

A Experiência da Secretária de Saúde Local

A secretária da Saúde de Rio Bonito do Iguaçu, Elisabete Silvestre, compartilhou a experiência do tornado. “Esse evento nos permitirá avaliar os acertos e as melhorias necessárias. Fui uma das pessoas diretamente afetadas e é fundamental refletirmos sobre como responder melhor no futuro”, relatou.

Resposta Rápida e Atendimento aos Afetados

Mais de 400 profissionais de saúde participaram imediatamente da operação após o desastre, atendendo mais de 800 pessoas. Os casos mais graves foram encaminhados para hospitais em Guarapuava e Cascavel, e a Sesa também monitorou epidemiologicamente a situação na região.

Após o tornado, foram enviados 640 mil itens para a 5ª Regional de Saúde e dois “kits calamidade” com medicamentos, em parceria com o MS e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), para atender às necessidades emergenciais.

O Ministério da Saúde também mobilizou equipes da Força Nacional do SUS para apoiar a assistência em Rio Bonito do Iguaçu nos primeiros dias após o desastre.

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