Estado anuncia ativação de leitos de UTI Covid em Curitiba

O Governo do Estado anunciou nesta sexta-feira (20) a ativação de 38 leitos exclusivos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital de Reabilitação, em Curitiba, para tratamento de pacientes diagnosticados com a Covid-19.

Há também previsão pela Secretaria de ativação de leitos em outros municípios do Paraná na próxima semana. “O número de casos de coronavírus está subindo e consequentemente aumentou a procura por atendimento médico e em alguns casos a necessidade de internação em leito exclusivo. Por orientação do governador Ratinho Junior, anunciamos a ativação destes 38 leitos na Capital”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Desde setembro, com a diminuição do número de casos de coronavírus e redução da taxa de ocupação dos leitos, o Paraná estava desativando leitos gradativamente, sem comprometer a assistência aos pacientes, e permitir o redirecionamento da estrutura para atendimento geral às emergências e também atendimento eletivo.

Neste período, 232 leitos de UTI adulto, 447 enfermarias adulto, 27 leitos de UTI pediátrica e 35 de enfermaria pediátrica foram desativados. Na última semana, com o aumento no número de casos, principalmente em Curitiba, e posteriormente aumento da demanda de internamento hospitalar, a Secretaria de Estado da Saúde voltou reativar progressivamente os leitos.
Os contratos com as equipes médicas, de enfermagem e técnicos também estavam finalizando, coincidindo assim com a redução da demanda pelas estruturas hospitalares nas últimas semanas, o que permitiu a diminuição de leitos.

TCE – O secretário Beto Preto, o diretor de Gestão em Saúde da Sesa, Vinícius Filipak, e o diretor do Complexo Hospitalar do Trabalhador, Geci Labres de Souza, também estiveram nesta sexta-feira com o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Fernando Augusto Guimarães, para discutir pontos da continuidade da prestação de serviços pelos profissionais, respeitando as orientações dos órgãos de controle e a legalidade dos procedimentos.

“É importante ressaltarmos que desde o início da pandemia nenhum paranaense que precisou de um leito ficou desassistido. Tínhamos a estratégia de desativação segura com a queda de casos e agora com o novo aumento voltaremos a disponibilizar estes leitos, não só na Capital como no interior do Estado, lembrando que o recurso é finito. A melhor prevenção ainda é evitar aglomerações, respeitar o distanciamento social e manter as medidas sanitárias”, acrescentou o secretário.
EQUIPAMENTOS – A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) cedeu ainda 12 respiradores e 12 monitores para a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, possibilitando a ativação de 10 leitos no Hospital Universitário Evangélico Mackenzie nesta sexta-feira (20).

Além disso, a Sesa enviou mais 20 monitores ao Hospital Municipal de Foz do Iguaçu e conseguiu, em parceria com o Ministério da Saúde, 20 respiradores, que irão viabilizar mais leitos de UTI na unidade.
ATENDIMENTO EXCLUSIVO – A Sesa adotou a estratégia de atendimento exclusivo a pacientes suspeitos e/ou confirmados com a Covid-19 em 26 de março. Inicialmente o plano contemplava 264 leitos, sendo 52 de UTI e 212 de enfermaria. Atualmente o Paraná soma 2.199 leitos, sendo 944 de UTI adulto, 1.199 enfermaria adulto, 22 UTI pediátrica e 34 enfermaria pediátrica.

Informações Banda B.

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“Calorão” faz Paraná ultrapassar 40° C; cidades registram recordes históricos

O mapa do Paraná registrou temperaturas acima dos 40° C durante este fim de semana. No sábado e no domingo, houve registro de temperaturas máximas que não apareciam há meses no Estado e também recordes históricos. O calor se mantém e segue até quinta-feira (27), quando a atuação de uma frente fria é esperada no Estado. Os dados são do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Curitiba bateu o recorde do ano neste domingo (23): 33,1° C foi a temperatura mais alta registrada na cidade desde setembro de 2020. Ainda no domingo, no Oeste do Estado, São Miguel do Iguaçu igualou o patamar mais quente de sua história: 40,6 °C, registrado em setembro de 2020. Em Loanda, no Noroeste, fez 41° C no sábado (22), o maior valor registrado na rede de estações meteorológicas.

Em Altônia (Norte), Palotina (Oeste) e Capanema (Sudoeste) o calorão se aproximou do recorde histórico. Na primeira houve registro de 40,1 °C, contra 41,3 °C de máxima. Na segunda, a diferença foi de apenas 1,2° C (de 40,8° C no domingo para 42° C de máxima histórica). Na terceira, houve registro de 40,2° C, contra 42° C de recorde.

Fonte: Simepar

E a semana segue quente no Paraná. A segunda-feira (24) amanheceu com tempo mais seco e estável. “As temperaturas seguem elevadas, com valores que já ultrapassam os 24°C sobre a Capital. No Oeste/Noroeste, temperaturas acima dos 30°C também já são registradas”, disse a meteorologista Lidia Mota, do Simepar.

As regiões Oeste, Noroeste e Sudoeste vão se aproximar dos 40° C na tarde desta segunda-feira e chuvas bem típicas de verão – rápidas e pontuais – podem ocorrer no Centro-Sul, Sudoeste, Oeste e Noroeste, inclusive com possibilidade de ventos mais fortes.

Na Capital e no Litoral, a máxima deve chegar a 32° C. O pico será de 31° C nos Campos Gerais; 34 °C no Sudoeste; 36° C no Oeste; e no Norte e Noroeste segue acima dos 36° C em Maringá e 35° C em Londrina, segundo os meteorologistas do Simepar.

Na quarta-feira (26), o tempo segue mais abafado favorecendo a ocorrência de pancadas de chuvas. Entre quinta e sexta (27 e 28), a previsão do Simepar é de que a aproximação de uma frente fria reforce a condição de tempo instável, com possibilidade de desenvolvimento de alguns temporais.

Reforço de marca diferente é mais eficaz para vacinados com CoronaVac

A pesquisa analisou dados de 1.240 voluntários em São Paulo e Salvador que receberam doses da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, em um intervalo de seis meses antes do início do estudo. Os voluntários receberam doses de reforço da Janssen, Pfizer-BioNTech e AstraZeneca e da própria CoronaVac.

Os índices de aumento da concentração de anticorpos, 28 dias após a dose de reforço, ficaram em 152% para a vacina da Pfizer-BioNTech; 90% para a da AstraZeneca; 77% para a da Janssen, e 12% para a CoronaVac.

“Em adultos idosos, a diferença dos títulos de anticorpos neutralizadores foi entre 8 e 22 vezes maior em esquemas heterólogos de reforço do que no reforço homólogo com a CoronaVac”, relataram os autores do estudo.

Conforme os autores, o uso das doses de reforço mostrou eficácia contra variantes como a Delta e a Ômicron. O estudo também apontou a necessidade da dose de reforço para quem completou o ciclo com a CoronaVac.

A pesquisa foi publicada no periódico científico Lancet.