USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- BTC: USD --

Estado amplia capacitação e implante contraceptivo atinge quase 2 mil mulheres no Paraná

O acesso a métodos contraceptivos de longa duração no Paraná tem apresentado avanços significativos, com um aumento na oferta de serviços voltados à saúde da mulher na rede pública. No Sistema Único de Saúde (SUS), a procura pelo implante contraceptivo subdérmico tem se intensificado, registrando 1.990 inserções nos dois primeiros meses de 2026. Este método, incluído no SUS em 2025, já contabilizava 1.656 implantes realizados no ano anterior.

Distribuição e Capacitação de Profissionais

O aumento na utilização do implante contraceptivo está diretamente ligado à estratégia de distribuição do método e à capacitação de profissionais da saúde. Em 2026, o Ministério da Saúde ampliou o envio do implante para municípios com menos de 50 mil habitantes, abrangendo 363 cidades. No ano anterior, apenas 36 municípios de maior porte foram contemplados.

O implante de etonogestrel, que possui alta eficácia e é reversível, atua por até três anos no organismo. Após esse período, o implante deve ser retirado, podendo um novo ser inserido imediatamente na Unidade Básica de Saúde (UBS), com rápida recuperação da fertilidade após a remoção.

Comentários das Autoridades de Saúde

O secretário estadual da Saúde, César Neves, comentou que o Paraná está avançando com responsabilidade e celeridade na capacitação dos profissionais de saúde. “O progresso na oferta do implante contraceptivo representa maior autonomia e segurança para as mulheres no planejamento familiar. Estamos expandindo o acesso a um método eficaz e de longa duração, além da formação adequada dos profissionais”, declarou.

Desde janeiro, o Paraná tem promovido treinamentos para a inserção do implante, realizados pelas Regionais de Saúde e pelas próprias prefeituras. Até meados de abril, 10 encontros já foram realizados, capacitando 714 profissionais, entre médicos e enfermeiros. Novas 12 oficinas estão programadas para o período entre o final de abril e início de julho, com o objetivo de formar mais 650 profissionais da Atenção Primária à Saúde.

A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, sublinhou a importância da formação contínua dos profissionais para garantir um atendimento qualificado. “É fundamental que os enfermeiros se sintam capacitados para oferecer o implante contraceptivo, especialmente em municípios que estão iniciando o serviço, aumentando o acesso da população”, afirmou.

Nova Formação e Acesso à População

Em junho, uma nova etapa de formação coordenada pelo Ministério da Saúde está prevista, visando 400 profissionais de enfermagem em municípios com menos de 50 mil habitantes, incluindo representantes das Regionais de Saúde e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).

ACESSO AO MÉTODO – O implante contraceptivo está acessível para pessoas entre 14 e 49 anos. Para aquelas interessadas no uso do Implanon, o processo inicia na Atenção Primária à Saúde (APS), por meio da Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, onde é necessário agendar um atendimento. Tanto médicos quanto enfermeiros capacitados podem realizar a inserção do implante, levando em conta as condições de saúde da paciente discutidas durante a consulta.

Carolina Bolfe Poliquesi, coordenadora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, ressalta a relevância das ações de conscientização e das medidas preventivas. “Além do implante, a consulta representa uma oportunidade para promover a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos, permitindo a atualização do calendário vacinal e a realização de exames de prevenção de câncer de colo e mama”, enfatizou.

DISTRIBUIÇÃO DO IMPLANTE

Em 2026, o Paraná recebeu cerca de 19 mil unidades do implante contraceptivo, com todas as cidades já recebendo as doses. Entretanto, alguns municípios ainda estão organizando a execução do serviço, principalmente no que diz respeito à capacitação das equipes, passo fundamental para iniciar a oferta do método à população.

CONTRACEPTIVOS NO SUS

Entre os métodos contraceptivos disponíveis no SUS, apenas o DIU de cobre era classificado anteriormente como LARC (sigla em inglês para contraceptivos reversíveis de longa duração). Esses métodos são considerados mais eficazes no planejamento reprodutivo, pois não dependem do uso contínuo ou correto por parte da usuária, ao contrário dos anticoncepcionais orais ou injetáveis. Os LARC são reversíveis e seguros.

📲 Receba as notícias de Curitiba no WhatsApp!

Participe do grupo do Busão Curitiba e fique por dentro de tudo que acontece na cidade. Entrar no grupo ›

Publicações recomendadas

Leia também