Empresários do setor de eventos de Curitiba pedem 50% da capacidade dos locais em vez de limite de 50 pessoas

Empresários do setor pedem flexibilizam da regra que limita eventos a público de 50 pessoas

Em audiência pública na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), nesta quarta-feira (14), empresários e trabalhadores do setor de eventos pediram que o Executivo altere os limites impostos a esse tipo de atividade durante a pandemia do novo coronavírus. Hoje, com a capital do Paraná na bandeira amarela, os eventos estão limitados a 50 pessoas, só que os membros do segmento julgam ser mais razoável atrelar a regra à capacidade de cada local de eventos, fixando o limite em 50%. A audiência foi proposta por Ezequias Barros (PMB), aprovada pelo plenário da CMC (407.00010.2020) e realizada de forma remota pelas redes sociais (YouTubeFacebook e Twitter).

Para Gislaine Rocha, do Movimento SOS Eventos, responsável por um abaixo-assinado com mais de 3 mil assinaturas, a proibição à realização de eventos atingiu mais duramente os profissionais autônomos do setor, como os garçons, que precisam da retomada das atividades para ter remuneração. “Não é justo só o nosso setor estar parado, quando os bares estão abertos”, comentou, acrescentando que lugares maiores, como os clubes sociais, não retomarão seus eventos com limite de 50 pessoas. “Não compensa. Quem vai pagar caro, para ter 50 convidados só até as 23 horas?”, questionou.

Na mesma linha, e afirmando que é possível adotar protocolos de redução do contágio de maneira mais efetiva em eventos que em outros estabelecimentos, José Luiz Karam, fotógrafo, empresário do setor e representante da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), colocou a pauta dos 50%. “Não queremos liberação total e imediata, não se trata disso. Queremos autorização para trabalhar com consciência e cuidado, seguindo protocolos para cada setor. Temos de 12 mil a 15 mil pessoas paradas [em Curitiba]. Existem protocolos de segurança, queremos trabalhar preservando vidas, com bom senso”, afirmou.

Para Karam, há “falta de coerência” nas atitudes do poder público, referindo-se à liberação dos bares, e que se não houver revisão do decreto municipal os eventos antes realizados na cidade migrarão para a região metropolitana, onde municípios já flexibilizaram mais as regras. Manoel de Souza Neto, da Ordem dos Músicos do Brasil, não endossou de imediato a tese dos 50% da capacidade, mas concordou que é preciso adequar a autorização de funcionamento às características de cada lugar. “Não é o tamanho do palco, mas a distância entre as pessoas”, exemplificou. “Tem eventos que são mais tranquilos, outros que não são, então é preciso dar oxigenação calculada [aos eventos], conforme o estabelecimento, com laudo técnico, da forma mais científica possível”.

Estimando que 20 mil músicos no Paraná estão em dificuldades financeiras em decorrência da pandemia, o representante da Ordem dos Músicos endossou a tese do “retorno gradual” à normalidade. “Eventos abertos apresentam menos risco que lugares fechados, os instrumentos de sopro precisam de um tipo de higiene [para evitar o contágio] que o violão. Tudo isso tem sido um aprendizado para nós também”, garantiu. Tanto a entidade dele, quanto a Abrasel, elaboraram protocolos próprios, que os representantes do setor julgam ser seguros para uma nova liberação desse tipo de atividade.

Na organização da audiência pública, que durou uma hora, Ezequias Barros chamou a autorização para eventos até 50 pessoas uma “alteração tímida” da parte da Prefeitura de Curitiba e que se uma mudança não ocorrer logo os atuais empresário do setor de eventos “irão à falência”. “O sistema vai quebrar”, alertou, acrescentando que levará as demandas apresentadas hoje, na audiência, ao Executivo. Ele lamentou a ausência de representante da prefeitura no debate, apesar do convite  da CMC para que a administração participasse da discussão.

Restrições eleitorais

A cobertura jornalística dos atos públicos do Legislativo será mantida, objetivando a transparência e o serviço útil de relevância à sociedade. Também continua normalmente a transmissão das sessões plenárias e reuniões de comissões pelas mídias sociais oficiais do Legislativo (YouTubeFacebook e Twitter). Entretanto, citações, pronunciamentos e imagens dos parlamentares serão controlados editorialmente até as eleições, adiadas para o dia 15 de novembro de 2020, em razão da pandemia do novo coronavírus.

Em respeito à legislação eleitoral, não serão divulgadas informações que possam caracterizar uso promocional de candidato, fotografias individuais dos parlamentares e declarações relacionadas aos partidos políticos. As referências nominais aos vereadores serão reduzidas ao mínimo razoável, de forma a evitar somente a descaracterização do debate legislativo (leia mais).

Informações Banda B.

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Vendedor de espetinhos é atropelado e morto na garagem de casa por carro desgovernado

Logo após o atropelamento, dois rapazes saíram a pé, sem prestar socorro ao trabalhador

O vendedor de espetinhos Clóvis Lopes, 49 anos, foi atropelado em frente a casa dele por um carro desgovernado no bairro Tatuquara, em Curitiba. O Fiat Palio arrastou o trabalhador para dentro da garagem e ainda destruiu parte da parede da sala de estar. Socorrisas tentaram reanimá-lo por cerca de 40 minutos, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Os ocupantes do Fiat Palio fugiram.

A atropelamento aconteceu em frente a casa do trabalhador, na rua Ernesto Germano Francisco Hanemann, por volta das 22 horas. Ele vendia espetinhos quando foi atingido pelo carro.

Uma ambulância do Corpo de Bombeiros esteve no local para os primeiros socorros, mas Clóvis não resistiu. Socorristas tentaram uma reanimação por cerca de 40 minutos.

O tenente Rocha do Batalhão de Polícia Militar (Bptran) disse que os dois ocupantes fugiram sem prestar socorro. “Infelizmente, não temos muitas informações, uma mulher que passava por aqui viu e avisou a família. Esse homem estava vendendo espetinhos em frente de casa quando esse acidente aconteceu. Segundo informações, dois rapazes saíram correndo logo após o atropelamento. Nem prestaram socorro, se evadiram”, contou o policial à Banda B.

O veículo Fiat Palio não possui alerta de furto e/ou roubo. Com o impacto da batida, a parede da sala de estar da residência foi destruída. Lá dentro, ninguém se feriu.

Informações Banda B.

Paraná chega a 4.998 óbitos causados pelo novo coronavírus

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta quinta-feira (22) mais 1.265 casos confirmados e 13 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 202.217 casos e 4.998 mortes em decorrência da doença. Há ajuste de caso confirmado detalhado ao final do texto.

INTERNADOS – Nesta quinta-feira são 700 pacientes internados com diagnóstico confirmado de Covid-19: 572 em leitos SUS (261 em UTI e 311 em clínicos/enfermaria) e 128 em leitos da rede particular (39 em UTI e 89 em leitos clínicos/enfermaria).

Há outros 825 pacientes internados, 376 em leitos UTI e 449 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

ÓBITOS – A secretaria estadual informa a morte de mais 13 pacientes. Todos estavam internados. São oito mulheres e cinco homens com idades que variam de 54 a 86 anos. Um óbito ocorreu em 3 de setembro e os demais em outubro.

Os pacientes que foram a óbito residiam em Maringá (4) e Cascavel (2), além de um registro em cada um dos seguintes municípios: Arapongas, Foz de Iguaçu, Itaguajé, Paranaguá, Paranavaí, Toledo e Umuarama.

FORA DO PARANÁ – O monitoramento contabiliza 2.109 casos de pessoas que não moram no Estado – 49 foram a óbito.

AJUSTES:

Exclusões:

Um óbito confirmado no dia 28/06 em Curitiba (M, 34) foi excluído por erro de notificação.

Confira o informe completo ou acesse direto o arquivo PDF.

Informações AEN.