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Empresário é citado como elo de lavagem de dinheiro por relator da CPMI do INSS

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18/11/2025 – 15:36

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Presidente da CPMI, senador Carlos Viana (E), e o empresário Camargo Júnior

Empresário Depõe em Investigação sobre Fraudes no INSS

Na última terça-feira (18), o empresário João Carlos Camargo Júnior, conhecido como “alfaiate dos famosos”, compareceu à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele se apresentou como testemunha e, durante a maior parte do depoimento, optou por permanecer em silêncio, amparado por um habeas corpus.

Possível Elo da Organização Criminosa

Camargo foi apontado por parlamentares como “elo principal” de um esquema que desviou recursos de aposentados e pensionistas. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), destacou que a empresa MKT Connection Group, criada por Camargo em 2022, recebeu mais de R$ 31 milhões da Associação Amar Brasil, apontada como envolvida na fraude. Gaspar também mencionou que a Camargo Alfaiataria teria recebido R$ 1,7 milhão da mesma associação, sem comprovação de serviços prestados.

Investigação e Acusações

Para o relator, João Carlos Camargo Júnior é o líder de uma “organização criminosa” e possui laços com outros indivíduos investigados pela Polícia Federal, como Américo Monte Júnior, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Felipe Macêdo Gomes. O relator planeja solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão do empresário.

Gaspar expressou desapontamento com a utilização das contas de Camargo para fins ilícitos, afirmando que o alfaiate comprometeu sua carreira por ganância.

Denúncias e Respostas do Empresário

Durante o depoimento, João Camargo manteve a maior parte do seu silêncio, amparado pela decisão do STF. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, afirmou que, mesmo assim, ele deveria responder a perguntas que não o incriminassem. A defesa do empresário declarou que ele deveria se resguardar devido à investigação em andamento. Camargo se posicionou contra as acusações, afirmando que sua empresa opera de maneira legal e que todos os impostos foram pagos.

Vínculos Empresariais e Contabilidade

Ao ser questionado sobre sua situação empresarial, João Camargo confirmou a posse de duas empresas, mas o relator apontou a existência de até 14 CNPJs associados a ele, incluindo a Kairos Representações Ltda. As perguntas sobre os sócios e a finalidade de suas empresas permaneceram sem respostas concretas.

O contador Mauro Palumbo Concílio, que presta serviços a várias empresas ligadas a Camargo e seus sócios, também está no cerne da investigação. Gaspar informou que a organização criminosa conseguiu desviar mais de R$ 700 milhões de benefícios previdenciários.

Consequências Futuras

Gaspar concluiu sua fala destacando a preocupação com a lavagem de dinheiro em escala significativa e reiterou a necessidade de investigação aprofundada sobre os serviços prestados por Camargo, questionando por que ele não se defendeu plenamente durante os questionamentos.

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, de pé, em pronunciamento

Da Redação – RS
Com informações da Agência Senado

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