Emocionado na delegacia, motorista de acidente com 19 mortes na BR-376 alega problema nos freios

Em depoimento à Polícia Civil, o condutor, muito emocionado, disse que tentou acessar a área de escape da rodovia, próxima ao local do tombamento, porém não conseguiu

O motorista de 67 anos, que conduzia o veículo envolvido no acidente que deixou 19 mortes na BR-376, em Guaratuba, Litoral do Paraná, na manhã desta segunda-feira (25), alegou problema nos freios do veículo. Em depoimento à Polícia Civil, o condutor, muito emocionado, disse que tentou acessar a área de escape da rodovia, próxima ao local do tombamento, porém não conseguiu.

O delegado Cristiano Quintas, plantonista da Delegacia de Guaratuba, disse que o motorista passou por todos os exames, que descartaram embriaguez ao volante. No depoimento, relatou o problema mecânico. “Ele nos contou que, após o início das curvas, percebeu o problema de freio e não conseguiu segurar e nem entrar na área de escape. Não venceu uma das curvas e acabou tombando”, descreveu.

O ônibus, conduzido pelo experiente motorista, saiu de Ananindeua, no Pará, e seguia até Balneário Camboriú, Santa Catarina, estando a menos de 150 km do destino final, após ter percorrido mais de 3,3 mil km. Ele foi contratado pela empresa de forma terceirizada. “Um motorista experiente, com anos de profissão, que estava emocionado e falou que era a terceira viagem que fazia por essa empresa, contratado de forma terceirizada, junto com outro motorista com quem revezava na direção”, explicou Quintas.

O delegado ainda descreveu que o motorista estava descansado, uma vez que tinha assumido a direção há poucos minutos. “O motorista havia assumido a direção há pouco tempo e estava descansado, com o problema sendo realmente a falta de freio”, disse.

O acidente

Além das 19 mortes, sete pessoas estão em estado grave, seis são vítimas moderadas e 20 leves. O acidente interrompeu a pista sentido Santa Catarina da rodovia, que foi liberada por volta das 15h30.

Informações Banda B.

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Processo de busca da Indicação Geográfica da ostra tem início em Guaratuba

A ostra de Guaratuba, litoral do Paraná, é um dos produtos com potencial para buscar a Indicação Geográfica (IG). Com a realização da parceria do Sebrae Paraná e a Prefeitura de Guaratuba, serão promovidas ações junto aos produtores para levantar documentos, identificar os cultivos e realizar a estruturação do pedido de IG das ostras para o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) até o final de 2023.

Com esse foco, o Sebrae irá atuar diretamente no processo, com a promoção de ações em diferentes frentes, como o resgate histórico da produção; a elaboração de diagnóstico para avaliar o potencial de IG para as Ostras; a sensibilização dos parceiros e produtores para o projeto; levantamento e escrituração da história do desenvolvimento do produto; pesquisa e escrituração em fontes históricas com fotografias, desenhos, gravuras e pinturas; e a elaboração de documentos comprobatórios do reconhecimento do território como centro produtor.

Além disso, o Sebrae estará em contato direto com a cadeia produtiva, o que envolve entrevistas e escrituração com produtores e pesquisadores; levantamento de filmagens de elementos que comprovem o produto e suas características; bem como o levantamento de desafios e oportunidades do projeto com os produtores por meio de documentos, sistemas de controle, regulamento de produção, normas, ensaios e testes que existem para a produção.

“A ostra do nosso litoral possui um reconhecimento, o município de Guaratuba já tem essa notoriedade e notamos também essa possibilidade em Guaraqueçaba. Dessa forma, vamos fazer um diagnóstico para validar essa informação e, com base nisso, entendemos que há um cenário positivo para a obtenção do registro de IG. Estamos iniciando os trabalhos nos locais e vamos ter o setor produtivo envolvido diretamente”, diz o consultor do Sebrae Paraná, Bruno Gonçalves Valentim de Souza.

A ostra da região da baía de Guaratuba se destaca por ser uma espécie nativa adaptada ao ecossistema e é vista como um ótimo produto por especialistas e consumidores. De acordo com a Associação Guaratubana de Maricultores (Aguamar), foram produzidas 1,2 milhão (100 mil dúzias) de ostras em 2021, número que demonstra crescimento em comparação com as 960 mil (80 mil) e 864 mil (72 mil) cultivadas, respectivamente, em 2020 e 2019.

O secretário da Pesca e Agricultura de Guaratuba, Cidalgo José Chinasso Filho, aponta que “a iniciativa do projeto visando à IG da ostra vai contribuir para o fortalecimento da comercialização local. Ela tem um diferencial das demais, devido à excelente qualidade da água em nossa Baía. As expectativas são otimistas, pois já temos o reconhecimento no que se refere ao sabor da ostra de Guaratuba, e esta iniciativa irá certamente alavancar a produção, fomentando a economia local”, ressalta.

Atualmente, segundo dados da Aguamar, existem 20 famílias ligadas à produção de ostras, sendo dez produtores ativos. Um dos produtores da região é Nereu de Oliveira. Com início das atividades em 2003, ele conta que cultiva cerca de 60 mil ostras (cinco mil dúzias) por ano, que são comercializadas para o público e também utilizadas em seu restaurante, o Sítio Sambaqui.

“A ostra nativa, que é a que produzimos, só está nas áreas de manguezal. Ela possui um sabor mais adocicado, com uma textura diferente. Para quem gosta, isso é um atrativo muito grande. Além disso, pelo fato de estar dentro de áreas de proteção, a água é de boa qualidade e também agrega qualidade ao produto”, comenta o empreendedor.

Em seu restaurante, Nereu conta que todo o cardápio é especializado em ostras, com 24 opções diferentes. Localizado na região do Cabaraquara, o consumidor que for visitar o estabelecimento pode ainda andar por uma passarela próxima do manguezal, onde é realizada a produção. Quando perguntado sobre a busca pela IG, o empresário celebra.

“Acredito que isso pode alavancar e valorizar o produto, até porque já temos pesquisas que identificaram que as pessoas conhecem a ostra da região e que estão acostumadas a viajar. Acredito que o público vai ter ainda mais olhos para a nossa ostra, isso pode agregar valor e desenvolver a comunidade como um todo”, completa.

Relevância

A Indicação Geográfica (IG) é importante para os pequenos negócios e produtores, pois é considerada um diferencial competitivo. Além disso, esse signo permite a valorização dos produtos tradicionais brasileiros e a herança histórico-cultural, protegendo as regiões produtoras. Nesse contexto, o legado agrega à área de produção definida, tipicidade, autenticidade com que os produtos são desenvolvidos e a disciplina quanto ao método de produção, garantindo um padrão de qualidade.

O Paraná possui, ao todo, nove produtos paranaenses com o registro de IG. São eles: a Bala de Banana de Antonina, Melado de Capanema, Goiaba de Carlópolis, Queijo de Witmarsum, Uvas de Marialva, Café do Norte Pioneiro, Mel do Oeste, Mel de Ortigueira, Erva-mate São Matheus, do Sul do Paraná.

Outros cinco produtos aguardam receber a certificação do INPI, como os Vinhos de Bituruna, Barreado do Litoral do Paraná, Farinha de Mandioca do Litoral do Paraná, Cachaça de Morretes e Morango do Norte Pioneiro.

Prefeitura lança editais para instalação de painéis solares em três terminais de ônibus


 

Foram lançados nesta semana os três editais de licitação para instalação de sistemas de geração de energia fotovoltaica nos telhados dos terminais de ônibus do Santa Cândida, Boqueirão e Pinheirinho. Os serviços fazem parte do programa Curitiba Mais Energia e devem ter investimento máximo total de R$ 20,6 milhões.

As propostas devem ser encaminhadas até o dia 2 de agosto de 2022 pela internet, pelo Portal de Compras

da Prefeitura Municipal de Curitiba – sistema e-Compras Curitiba (e-compras.curitiba.pr.gov.br).

A cidade vem implantando sistemas fotovoltaicos desde 2019, pelo Curitiba Mais Energia, que tem como objetivo reduzir as emissões de gases do efeito estufa, com o incentivo e a divulgação do uso de energias renováveis. “Queremos acordar o Brasil para a importância das novas energias”, destaca o prefeito Rafael Greca.

O valor da licitação inclui a elaboração de projeto executivo, preparação das estruturas dos telhados, instalação dos painéis, teste de desempenho e garantia de funcionamento e eficiência dos sistemas fotovoltaicos. Nos terminais do Pinheirinho e Boqueirão, as empresas contratadas precisam, ainda, fazer o reparo dos telhados. 

Os novos painéis nos terminais devem ampliar a capacidade de geração dos sistemas fotovoltaicos da cidade. A expectativa é de que eles gerem, juntos, 2,4 milhões kWh/ano.

Os contratos terão a duração de 22 meses – prazo que inclui os testes de desempenho pós-instalação. A geração de energia deve começar oito meses após a emissão da ordem de serviço. 

Publicados em veículos de grande circulação e no Diário Oficial do Município, os editais completos podem ser conferidos pelo site e-compras.curitiba.pr.gov.br. Basta procurar pelos pregões eletrônicos 206/2022, 207/2022 e 208/2022. 

Menos emissões e economia

A primeira usina da cidade é a do Palácio 29 de Março, sede da Prefeitura de Curitiba. Há painéis solares, ainda, no Complexo Imap e Salão de Atos, no Parque Barigui, e na Galeria das Quatro Estações, no Jardim Botânico. 

Estão em andamento as obras da Pirâmide Solar do Caximba, que está sendo construída no antigo aterro sanitário. E devem ser licitados, em breve, os trabalhos no telhado da Rodoferroviária de Curitiba.

O programa ainda conta com a Central Geradora Hidrelétrica Nicolau Klüppel, na queda d’água do Parque Barigui.

“Com todas essas plantas em funcionamento, teremos 60% dos próprios municipais abastecidos com energia renovável e produzida pelo município”, destaca a secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza do Carmo Oliveira Dias. 

Mobilidade sustentável

Segundo o presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto, a Prefeitura vem desenvolvendo, por meio de vários órgãos do município, um trabalho para estimular a produção da energia limpa, que vem ao encontro do movimento do transporte coletivo.

“Considerando que o futuro do transporte deve ser movido a eletricidade, nada mais interessante que os terminais de ônibus sejam fontes de energia limpa”, diz. “Além disso, a economia de energia também deve ser revertida ao sistema, reduzindo custos”, ressalta Maia Neto.

 



Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba