Em três dias, mais de 100 animais marinhos são encontrados mortos ou debilitados em praias do Paraná

Durante a última semana ventos fortes chegaram ao litoral paranaense e com estes muitos encalhes de fauna marinha

A equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) encontrou mais de 100 animais mortos ou debilitados que estavam no mar e encalharam na costa do litoral do Paraná. Os registros foram feitos do dia 9 de outubro ao dia 12, incluindo aves, tartarugas e mamíferos marinhos.

Durante a última semana ventos fortes chegaram ao litoral paranaense e com estes muitos encalhes de fauna marinha. Conforme relatou a coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Dra Camila Domit: “Os acionamentos realizados pelos usuários das praias intensificaram devido ao movimento no litoral durante o feriado, mas é importante ressaltar que o registro de encalhes já estava mais alto ao longo desta semana em nossa região”.

(Foto: Reprodução/Facebook LEC – Laboratório de Ecologia e Conservação)

Conforme relatado pela pesquisadora, além de uma quantidade grande de animais, os encalhes também foram bastante diversos ao longo da semana, incluindo aves migratórias vindas do hemisfério norte, como o bobo-pequeno (Puffinus puffinus), migratória do hemisfério sul, como o pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus), e mesmo o registro das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem na costa brasileira: tartaruga-verde, tartaruga-cabeçuda, tartaruga-oliva, tartaruga-de-pente e tartaruga-de-couro.

A equipe do PMP-BS na UFPR esteve bastante atarefada em meio a monitoramentos, resgates, necropsias, coletas de amostras e muitas outras ações que são essenciais para garantir que todos os animais sejam registrados, atendimentos e avaliados, gerando bem estar e uma chance de reabilitação aos animais registrados vivos, ou mesmo obtendo o melhor conhecimento sobre a saúde do oceano e sua biodiversidade por meio das carcaças encontradas mortas.

Para que os resultados do projeto e a sua contribuição para a gestão e conservação da fauna marinha sejam ainda melhores, a contribuição da sociedade por meio dos acionamentos é muito importante: 08006423341.

Informações Banda B.

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Governo e prefeitos estudam novas ações de enfrentamento à Covid-19 no Litoral

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) promoveu nesta quinta-feira (20) reunião com prefeitos, secretários municipais e deputados ligados ao Litoral do Estado para articulação de novas ações de enfrentamento à Covid-19 na região.

As lideranças externaram a preocupação de que as medidas restritivas implementadas especialmente em Curitiba e Região Metropolitana possam ter reflexo no Litoral, atraindo mais pessoas para essas localidades, resultando em aglomerações e reuniões proibidas na Capital, principalmente aos finais de semana.

“Pedimos aos prefeitos e secretários municipais que falassem sobre a realidade de cada um dentro do atendimento hospitalar e de todas as ações que compõem o enfrentamento à Covid-19 no Litoral para articularmos novas ações nesta região”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “Estamos analisando as estruturas já existentes e pretendemos ampliar a capacidade de atendimento, dentro de uma reorganização da rede assistencial hospitalar na região”.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) promoveu nesta quinta-feira (20) reunião com prefeitos, secretários municipais e deputados ligados ao litoral do Estado para articulação de novas ações de enfrentamento à Covid-19 na região. – Curitiba, 20/05/2021 – Foto: Andressa Desyreé/SESA

O Hospital Regional do Litoral (HRL) possuía 14 leitos de UTI geral antes da pandemia. Atualmente a unidade conta com mais 35 UTIs e 41 enfermarias somente para o atendimento exclusivo à Covid-19. “O Governo do Estado mais que dobrou a oferta de leitos no Hospital Regional, garantindo o atendimento geral e possibilitando atendimento exclusivo aos acometidos pela Covid-19”, afirmou Beto Preto.

MAIOR CIRCULAÇÃO 

Estima-se que, em média, 300 mil pessoas residam no Litoral, mas atualmente cerca de 400 mil circulam nos sete municípios da região litorânea do Estado. Segundo os prefeitos, o aumento deste número é perceptível durante a pandemia, já que algumas pessoas que possuem casas no Litoral estão trabalhando em home office ou cumprindo quarentena nestes municípios mais afastados da Curitiba.

“Anteriormente, esperávamos maior circulação de pessoas durante o verão, mas na pandemia essas pessoas têm se mantido no Litoral e, consequentemente, esse aumento constante reflete diretamente no sistema de saúde dos municípios”, disse José Carlos Silva de Abreu, diretor da 1ª Regional de Saúde de Paranaguá.

Os municípios não descartam a possibilidade de retomada de barreiras sanitárias nas estradas para impedir a entrada de pessoas que não residam ou trabalhem no Litoral. Se confirmadas, as ações devem ter o apoio das forças de segurança do Estado como Polícia Militar e Polícia Rodoviária Estadual.

Porto de Paranaguá recebe maior navio tanque de sua história

O Porto de Paranaguá recebeu nesta semana o maior navio de líquidos de sua história. Com 228 metros de comprimento e calado de 12,5 metros, o Cielo Rosso tem o tamanho equivalente a um prédio de 64 andares. A embarcação, de bandeira liberiana, é a maior deste tipo a operar no porto paranaense. Tem capacidade para 70 mil toneladas e vai descarregar 19,5 mil metros cúbicos de óleo diesel no píer privativo da Cattalini Terminais Marítimos.

“Só é possível receber um navio deste porte graças aos investimentos realizados pelo poder público e iniciativa privada. A dragagem de manutenção continuada e a segurança em nossos acessos marítimos, somadas à estrutura de defensas, dolphins e píers da empresa, são determinantes para que o porto atenda a demanda de embarcações cada vez maiores”, explica o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

A embarcação chegou na terça-feira (18) e deixa Paranaguá nesta quinta-feira (20). O Cielo Rosso é o primeiro navio a utilizar a capacidade prevista para o berço externo, que passou por obras e melhorias recentes.

Porto de Paranaguá recebe maior navio tanque da história. Foto: Claudio Neves

“É um marco para a história da nossa empresa, porque representa a conclusão de uma etapa do nosso planejamento de investimentos e um diferencial de competitividade para nossos clientes. Nos preparamos ao longo dos anos, direcionando nossas ações para melhoria da estrutura, instalação de modernos sistemas de monitoramento e de segurança para as operações e para as pessoas”, diz Carlos Ichi, gerente operacional Sênior da Cattalini Terminais Marítimos. Segundo ele, em média, os navios recebidos pela empresa têm entre 147 e 195 metros de comprimento.

INOVAÇÃO 

Entre as melhorias está a adoção de uma ferramenta inédita no Porto de Paranaguá, que informa, durante a atracação do navio, a velocidade e a distância em relação às defensas dos berços de atracação. Também há no local uma espécie de semáforo com luzes indicativas, que orienta as operações e pode ser visualizado a distância.

O píer da Cattalini usa novas tecnologias para o monitoramento das condições ambientais e meteorológicas. Os sistemas são os primeiros em uso no Porto de Paranaguá e receberam a homologação do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM).

Todos os dados computados são disponibilizados e integrados ao sistema Webpilots, utilizado pela praticagem e que tornou possível sinalizar antecipadamente eventuais condições climáticas adversas, permitindo maior segurança e eficiência durante as atracações e operações marítimas.

A Plataforma Sismo – Hidromares é um sistema que fornece em tempo real dados sobre velocidade e direção das correntes marítimas e dos ventos, além de contar com um marégrafo para monitoramento do nível e do comportamento das marés.

O píer também dispõe da chamada Plataforma Medusa, um sistema de previsões meteorológicas que apresenta com antecedência de sete dias as condições de correntes marítimas, ventos e nível de maré.