Em obras: Mirante do Vertedouro da Itaipu começa a ganhar um novo visual

Publicidade
Publicidade

Equipe do PTI-BR desenvolveu todo o projeto, com base em relatos dos visitantes, para garantir um passeio ainda mais agradável na usina

Não tem como competir: aberto, o vertedouro da Itaipu é incomparável como atrativo da usina. E o seu mirante, agora, está passando por uma grande revitalização para fazer jus ao seu atrativo principal. O projeto de repaginação do local, feito pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR), vai proporcionar aos turistas e moradores de Foz do Iguaçu e região uma experiência ainda mais única do espaço. O “novo” mirante do vertedouro deve ficar pronto em março de 2021.

Foto: Divulgação Projeto

Desde o início do ano, o local está passando por mudanças: todo o piso, por exemplo, foi substituído e agora é do tipo paver, pensando em uma melhor acessibilidade aos visitantes – esta parte das obras foi executada pela Itaipu. Em setembro, o PTI, que é responsável pela administração dos atrativos turísticos da hidrelétrica em conjunto com a Itaipu, iniciou um novo conjunto de melhorias no espaço.

Foto: Divulgação Projeto

Todo o projeto foi elaborado pela equipe de profissionais de engenharia e arquitetura da área de Infraestrutura, Segurança e Serviços do Parque Tecnológico. Conforme explica a engenheira Daniele Gotardo Martinez, as ações foram planejadas com base em relatos dos próprios visitantes, para assegurar a excelência no atendimento dos turistas na maior geradora de energia elétrica do mundo.

A área total que está sendo revitalizada é de aproximadamente 400 m², com um investimento de pouco mais de R$ 1,5 milhão. Atualmente, a área próxima ao vertedouro tem uma infraestrutura simples e, por isso, o tempo de parada dos visitantes era restrito – apenas para alguns registros, principalmente no pórtico fotográfico.

Com a revitalização, a intenção é que os turistas desfrutem mais esse espaço, onde estão sendo construídos uma rampa para uma visão mais ampla do vertedouro, com dois metros de altura, bancos, lanchonetes itinerantes, banheiros e estruturas para proteção em dias de chuva, a fim de propiciar um tempo maior de permanência no espaço. Também será edificado um palco que poderá ser utilizado para shows e eventos organizados pela Itaipu e pelo PTI.

Foto: Divulgação Projeto

Novos pontos de ônibus com cobertura serão instalados, com infraestrutura de wi-fi para aos turistas, e os fluxos do transporte serão otimizados, garantindo maior autonomia do visitante durante sua passagem pela Itaipu.

A reforma do Mirante do Vertedouro dá início a uma série de ações que o Parque Tecnológico Itaipu, como gestor do Complexo Turístico Itaipu, pretende promover para incrementar a experiência dos turistas na usina. Estão previstas também obras no Mirante Central, adequações no Centro de Recepção de Visitantes e a inserção de novas tecnologias.

“Entre as atuações do PTI-BR está o desenvolvimento de soluções para o aprimoramento do turismo, atividade que tem importância fundamental para a economia de Foz do Iguaçu e região. Como gestores dos atrativos da usina, estamos comprometidos com a melhoria contínua dos serviços oferecidos aos nossos visitantes”, diz o diretor-superintendente do PTI, general Eduardo Garrido.

Para o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, “essas melhorias vão garantir uma experiência única da nossa gente e de viajantes do mundo inteiro na usina de Itaipu”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Bolsonaro quer criar tilápia em Itaipu; ambientalistas têm receio

Publicidade
Publicidade

Pesquisador do tema há 45 anos, Miguel Petrelli Júnior, professor do Núcleo de Ecologia Aquática e Pesca da Universidade Federal do Pará afirma que, na realidade, há uma série de riscos atrelados à criação em rios, mesmo que represados

O plano do governo Jair Bolsonaro de transformar as represas de 73 hidrelétricas do País em grandes criadouros artificiais de peixe, a maioria deles para tilápia, um peixe exótico que tem suas origens na África e no Oriente Médio, fez acender um alerta entre ambientalistas e cientistas que estudam o tema.

O maior receio é de que o peixe, que hoje está presente em boa parte das bacias hidrográficas do País, acabe comprometendo outras espécies nativas que ainda resistem nos maiores rios do Brasil, apesar destes terem sido barrados pelas usinas.

Das 73 barragens selecionadas, 60 preveem a criação de tilápia. Outros 13 reservatórios – dos quais seis estão na Amazônia – seriam usados para criação de peixe nativo, ou seja, de uma espécie natural do rio.

O governo refuta cada um dos riscos colocados pelos especialistas e afirma que possui estudos técnicos suficientes para demonstrar que a tilápia não é uma ameaça, que não se adapta às profundidades comuns aos grandes reservatórios e que não é um predador de nenhuma espécie brasileira.

Na terça-feira, Bolsonaro e Jorge Seif Júnior, secretário nacional de Pesca e Aquicultura do Ministério da Agricultura, foram às redes sociais para afirmar que o governo está próximo de viabilizar o cultivo da tilápia no Lago de Itaipu, hidrelétrica binacional que forma um reservatório de 1.350 quilômetros quadrados, na fronteira com o Paraguai.

“O Brasil possui 73 lagos de hidrelétricas sob administração federal que podem servir para o cultivo de até 3,9 milhões/ton/ano”, escreveu Bolsonaro. Seif Júnior complementou: “Hoje, todo o Brasil produz 320 mil toneladas/ano. O potencial, somente de Itaipu, é de 400 mil ton/ano”.

A ideia, basicamente, consiste em lançar gaiolas em trechos dos reservatórios, estruturas conhecidas como “tanque-rede”, que ficam amarradas em boias. Dentro desses caixotes submersos, o peixe é criado desde a sua fase inicial de alevino até o momento de abate.

Riscos

Pesquisador do tema há 45 anos, Miguel Petrelli Júnior, professor do Núcleo de Ecologia Aquática e Pesca da Universidade Federal do Pará afirma que, na realidade, há uma série de riscos atrelados à criação em rios, mesmo que represados. Apesar de a tilápia não ser predadora, tampouco carnívora, é um peixe onívoro que se alimenta do que encontra pela frente. Como é de fácil adaptação e de rápida reprodução, acaba dominando a maior parte dos ambientes. “Em uma situação de escape desse peixe, essa consequência é clara”, diz Petrelli Júnior.

O especialista chama a atenção ainda para o uso de rios que formam esses reservatórios. “Em geral, os produtores colocam essas gaiolas nos braços do reservatório, que são as partes mais sensíveis. Com os dejetos do peixe, aumenta o volume de material orgânico, ampliando a formação de algas, roubando o oxigênio dos demais. Há clara deterioração do espaço ocupado”, explica.

Não é por acaso que, entre ambientalistas, a tilápia é chamada de o “eucalipto das águas”, por se adaptar facilmente a qualquer local, mas consumir a maior parte de seus nutrientes. “A tilápia chegou ao Brasil na década de 1950, para aumentar a piscicultura na Região Nordeste, levar mais proteína. Foi quando ela começou a descer e se espalhou pelo Brasil inteiro. A verdade é que se perdeu o controle, não se consegue mais erradicar”, avalia Petrelli Júnior, que nesta semana foi eleito um dos 100 mil pesquisadores mais influentes do mundo.

O governo contesta cada uma dessas afirmações e defende a criação da tilápia nos reservatórios, proposta que já foi tentada por diversas administrações, inclusive nos tempos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas que pouco avançou.

Ao Estadão, o secretário da Pesca, Jorge Seif Júnior, disse que, no ano passado, o governo deu início a uma série de estudos científicos, envolvendo técnicos e academia, para analisar o projeto em Itaipu e seu impacto ambiental. “A tilápia já está na maioria das bacias hidrográficas brasileiras, mas ela não se estabelece. Ela já tem uma característica de ser presa, e não predadora. Os relatórios mostram que ela não é uma ameaça para as principais espécies nativas brasileiras. Esse é o principal ponto. Nosso maior desafio era saber se seria uma ameaça ou não”, disse o secretário.

Informações Banda B.

PF investiga desvios de verba em obras no interior do Paraná

Publicidade
Publicidade

A investigação de desvios de recursos públicos da União em obras da Prefeitura de Pinhalão, no Paraná, é o objetivo da Operação Café Expresso da Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira (3). No período de 2010 a 2015 foram analisados seis projetos de obras no município, nos quais foram aplicados R$ 13 milhões de verba federal. A suspeita é que entre R$ 3 e R$ 4 milhões tenham sido desviados.

Na ação de hoje cerca de 75 policiais federais cumprem 27 mandados judiciais: quatro de prisão temporária e 23 mandados de busca e apreensão nas cidades de Pinhalão, Joaquim Távora, Pinhais, Tomazina e Umuarama no Paraná, Garça em São Paulo e Varginha em Minas Gerais. As ordens judiciais foram expedidas pela 9ª Vara Federal de Curitiba (PR). Os agentes buscam colher mais evidências dos crimes de fraudes à licitação, peculato, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo a PF, o nome Café Expresso é uma alusão à principal atividade econômica da região em que se situa a cidade onde ocorreram os crimes investigados.