Dirija um biarticulado pelo seu celular com este jogo

Sempre quis dirigir um biarticulado? Então este jogo de celular vai lhe ajudar um pouco! O BusBrasil Simulador retrata a rotina dos motoristas de ônibus urbanos que viajam todos os dias pelas cidades do Brasil. Sua primeira cidade a ser simulada será Curitiba, cidade natal do criador do game. Conforme o jogo for avançando, terão outras cidades. Confira algumas imagens do jogo, desenvolvido pela LRW Games:

Vídeo capturado pelo: @romulodea/Twitter

Baixe o jogo por este LINK. Faço aqui o meu agradecimento ao @romulodea pela dica!

Veja como era Curitiba em tempos de Gripe Espanhola

“Deus queira que esse caso de ‘grippe hespanhola’ seja como o ruído do tambor, vazio por dentro.” A frase, pinçada de uma notícia do jornal curitibano A República, de 28 de setembro de 1918, delatava o começo dos casos de gripe espanhola em Curitiba. A “mãe de todas as pandemias” – como foi batizada mais tarde – tem características parecidas com as da atual pandemia de covid-19, causada pelo novo coronavírus, mas a humanidade perdeu muito naquele momento por não procurar o isolamento social, contabilizando 20, 30, 100 milhões de mortos, não se sabe ao certo.


Em setembro de 1918, a gripe espanhola estava apenas começando na capital paranaense, trazida num rastro fúnebre do Rio de Janeiro, considerado o epicentro da moléstia no Brasil. Lá, chegou-se a registrar mil mortos num só dia, e os cadáveres se amontoavam em frente às casas. Notícia de outro jornal curitibano, o Diário da Tarde, de 19 de outubro daquele ano, com a manchete “A Gripe Hespanhola por toda parte”, detalhou a situação que se alastrava naquele momento por todo Brasil, especialmente na capital carioca: “a molestia se manifestou com uma intensidade nunca verificada em outras epidemias. 500 mil pessoas no Rio sentem o mesmo mal. O commercio fechou, paralysou se o trânsito…”. Relatou ainda casos inciais em Curitiba: “Em Coritiba ha influenza hespanhola”, citanto “pessoas recemvindas do Rio de Janeiro” que “enfermaram e guardam o leito”.


A epidemia se espalhou no país por causa de um navio inglês chamado Demerara, vindo de Portugal, que parou em Recife, Salvador e Rio de Janeiro em setembro, com marinheiros que desembarcaram doentes. O nome de batismo não delata a verdadeira origem da doença – a informação mais divulgada hoje é de que surgiu em campos de treinamento militar no Kansas,  Estados Unidos. O mundo enfrentava a 1ª Guerra Mundial e a Espanha, por não estar entre os combatentes, foi o único país a noticiar inicialmente os casos (embora já estivessem espalhados por vários países), enquanto os jornais das nações em guerra foram proibidos de dissipar a notícia da doença para não causar pânico nas tropas.


Em Curitiba, o Diário da Tarde de 29 de outubro destacou comunicado do Ministério da Justiça e Negócios Interiores: “É impossível evitar a propagação da epidemia de grippe por não existir um preventivo seguro capaz de evitar a infecção.” No entanto, pedia “tranquilidade”, “não fazer visitas”, além de “evitar toda fadiga” e “tomar um laxante a cada 4 dias afim de trazer o tubo digestivo sempre desembaraçado.” “Não frequentem locais onde haja aglomeração de pessoas. Mantenham o mais escrupuloso asseio pessoal, lavem a boca, garganta e fossas nasais com um desinfetante, diversas vezes ao dia e principalmente antes das refeições, que nunca devem fazê-las nos ambientes infectados. Lavem frequentemente as mãos, sobretudo antes de usar qualquer alimento”, aconselhou o Dr. Trajano Reis, da Diretoria Geral do Serviço Sanitário, no jornal A República de 21 de outubro – seus comunicados nos jornais eram quase que diários e ele ficou famoso pelo trabalho de combate e prevenção na capital.


No livro Leis, Decretos e Actos da Câmara Municipal de Coritiba de 1915 a 1923 constam três decretos de 1918 assinados pelo prefeito da época, João Antonio Xavier, sobre as restrições impostas na cidade. O primeiro foi no dia 24 de outubro, suspendendo o funcionamento dos “cinemas e outras casas de diversões desta capital”. Também aconselhava “insistentemente” que se evitasse aglomerações, principalmente à noite. O decreto seguinte, de 9 de novembro, autorizou, aos domingos e feriados, o comércio de “seccos e molhados e pharmacias a permanecerem com seus estabelecimentos abertos enquanto perdurar a epidemia de grippe ora reinante”. Um ato do prefeito, de 11 de novembro daquele mesmo ano reforçava a determinação do fechamento das casas de diversões até o dia 30 do mesmo mês, a despeito de “petições apresentadas pelos proprietários” dos referidos estabelecimentos.


Em novembro, ao mesmo em tempo que o Mundo comemorava o fim da Primeira Guerra Mundial, também chorava seus mortos da pandemia. “A cessação da guerra com a Alemanha foi firmada. O regozijo pela terminação da guerra é enorme em todas as grandes cidades do mundo”, noticiou o Diário da Tarde numa sexta-feira, 8 de novembro, assim como relatou casos de gripe espanhola por todo o estado do Paraná e o que estava sendo feito para combatê-la.
No dia 19 do mesmo mês,  trazia “uma estatística desconsoladora”, comparando o número de mortos com o número de nascimentos: “de 22 a 29 de setembro nasceram 31 pessoas e morreram 22;  de 30 de setembro a 6 de outubro, nasceram 36 e morreram 21”; “… de 4 a 10 do mez corrente já temos 86 nascimentos e 62 óbitos”. Mas os dados misturavam os falecimentos por outras razões. Em 18 de dezembro, denunciou: “A Colonia Umbará, distante três léguas da capital, está assolada pela terrível peste hespanhola. Esta, de dia para dia vae dizimando uma grante parte dos colonos e caboclos dessa cidade.”


Remédios milagrosos:

“Não há remédio específico. Todos são bons e nenhum presta. Sobretudo nos casos leves. Quer dizer que a grippe é como um tufão. Passa logo, quando não mata, o que tem se verificado nas epidemias brasileiras, em geral benignas”, escreveu Dr. Espindola em um artigo publicado no A República de 18 de outubro de 1918.


Não havia remédio específico? Logo apareceram no comércio fórmulas milagrosas apresentando soluções: “Cuidado com a Hespanhola! Use o poderoso ‘antiputrido’ Balsamo Santa Helena, desinfectante analgésico, inimigo do máu cheiro!”. “Influenza Hespanhola. É indispensável lavar-se seguidamente as fossas nasaes com espuma de sabonete de Creol.”


Que tal os comprimidos Oxyform: “oxygenio solidificado, o melhor medicamento profilatico e curativo, contra todas as moléstias infecciosas adquiríveis por via boccal, taes como Ilfluenza hespanhola, grippe, coqueluche, peste pulmonar e cholera. Experimente, exclusivo no Paraná.”


Parece brincadeira, mas houve também uma fábrica de bolachas prometendo cura: “Para evitar efficazmente as fataes recahidas de grippe recomenda-se aos convalescentes as afamadas bolachas Lucinda.” Propaganda publicada no jornal Diário da Tarde de 20 de novembro de 1918.


Depois de dezembro, as notícias e propagandas nos jornais curitibanos a respeito passaram a ser cada vez mais escassas, dando a entender que, em Curitiba, teria voltado ao normal. Conta-se que na cidade foi 384 o número de vítimas fatais da gripe espanhola. Como afirmou Dr. Espindola, foi mesmo “como um tufão”.


Referências Bibliográficas:

A República, 28 de setembro de 1918, 18 de outubro de 1918, 21 de outubro de 1918, Hemeroteca Digital.
Diário da Tarde, 18 de outubro de 1918, 29 de outubro de 1918, 8 de novembro de 1918, 19 de novembro de 1918, 20 de novembro de 1918, 21 de novembro de 1918, 18 de dezembro de 1918. Hemeroteca Digital.
Histórias da Gente Brasileira, volume 3, Mary Del Priore.
Leis, Decretos e Actos da Câmara Municipal de Coritiba de 1915 a 1923. Acervo digital da Câmara Municipal de Curitiba, seção Nossa Memória.

Texto: Michelle Stival da Rocha / Câmara Municipal de Curitiba

Com quarentena, Tinder registra maior audiência da história e libera função “passaporte”

Em tempos loucos como o que estamos vivendo, é normal sentir uma mistura potente de ansiedade e solidão. O autoisolamento e fechamento de negócios impacta diretamente o cotidiano, e perdermos as trocas diárias que nos tornam humanos, desde compartilhar um sorriso até a chance de Netflix&Chill com a @ e amigues. Apesar de estarmos socialmente distantes, os membros do Tinder não se desconectaram, houve mais swipes (o famoso arrastar para lá e pra cá) no domingo, 29 de março do que em qualquer dia da história do Tinder (que já soma mais de 3 bilhões de swipes).

Os membros do Tinder em todo o mundo se uniram de maneiras surpreendentes – nossa comunidade é quase a versão digital dos italianos que vão às varandas para cantar juntos. À medida que partes do mundo entraram em quarentena, os membros começaram a usar a função Passaporte para ter informações diretas de pessoas de outros países. A taxa de uso desse recurso aumentou 15% no Brasil na última semana de março (enquanto na Alemanha: 19%, França: 20% e Índia: 25%).

O que há de novo no Tinder nas últimas semanas:

  • Globalmente, mais membros estão arrastando para cá, se conectando com novas pessoas, tendo mais conversas em geral – e essas conversas estão mais longas. As pessoas estão procurando conexões para saber se “Você está bem?” em vez de apenas dar um 
👋
  • As conversas diárias ao redor do mundo aumentaram em média 20%; e a duração média dessas conversas já se tornou 25% maior.
  • Já no Brasil, as conversas aumentaram em média 25% e elas já estão 20% mais longas.
  • Fique em casa, fique seguro, mantenha o distanciamento social, “como vai você”, emojis que representam lavar as mãos e o rosto são cada vez mais usados nas biografias.
  • A função passaporte do Tinder normalmente está disponível como um recurso nas assinaturas do Tinder Plus e Gold.

Quem quiser aproveitar, deve atualizar seu aplicativo para as versões 11.12 para iOS e Android, o que garantirá que você tenha acesso ao recurso gratuito do Passaporte

O Passaporte do Tinder está atualmente disponível como um recurso nas assinaturas do Tinder Plus e Tinder Gold. No entanto, nas próximas atualizações para iOS e Android (que deverá acontecer em torno do dia 26 de março), o recurso Passaporte será gratuito para todos.

Mais sobre o Passaporte:

Normalmente, esse é um recurso pago para assinantes do Tinder Plus e Gold. Os membros podem pesquisar por cidade ou colocar um pin no mapa de uma região escolhida, e assim, começar a dar likes, matches e conversas com membros do Tinder que estão no destino escolhido.

Como altero minha localização usando o Passaporte?

  • Toque no ícone do seu perfil
  • Selecione Configurações
  • Toque em Deslizando em (no Android) ou em Localização (no iOS)
  • Selecione Adicionar um novo local

Em quantas cidades posso usar os recursos do Passaporte?

Você pode estar virtualmente apenas em uma cidade por vez, mas pode alterar sua localização quantas vezes quiser. Os membros que você deu like ao usar o recurso do Passaporte podem ver seu perfil até um dia após a alteração dos seus locais.