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Diplomata Pivô do Rompimento entre Brasil e Israel

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Na última segunda-feira (25), o governo de Israel rebaixou suas relações diplomáticas com o Brasil ao retirar a nomeação do embaixador Gali Dagan para a representação em Brasília. Ele havia sido indicado em janeiro deste ano, mas a nomeação ficou pendente devido à falta de manifestação do governo brasileiro, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Atualmente, o Brasil não conta com um embaixador de Israel, desde que Daniel Zonshine deixou o cargo no dia 12 de agosto para se aposentar. Antecipando essa saída, o governo israelense havia indicado Dagan, que anteriormente ocupava a embaixada na Colômbia, como seu substituto.


Tensão nas Relações Diplomáticas


Histórico de Dagan

A nomeação de Dagan foi ainda mais complicada pelo seu recente histórico na Colômbia, onde foi expulso em 2024, após o presidente Gustavo Petro romper relações com Israel, em resposta às ações do país na Faixa de Gaza. Desde sua entrada na carreira diplomática em 2006, Dagan ocupou diversos postos, incluindo vice-chefe da missão diplomática em Peru (2007-2012) e conselheiro político em representações na União Europeia e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Além disso, Dagan atuou como diretor de análise político-econômica no Centro de Pesquisa Política do Ministério das Relações Exteriores de Israel, conforme informações divulgadas pela chancelaria israelense.

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