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Deputado Marcelo Rangel propõe política estadual para reintrodução responsável de animais urbanos na ALEP

Deputado Marcelo Rangel (PSD) assina projeto de lei.

Deputado Marcelo Rangel (PSD) assina projeto de lei.
Créditos: Orlando Kissner/Alep

A Assembleia Legislativa do Paraná recebe um novo projeto de lei que visa estabelecer diretrizes para a Política Estadual de Reintrodução Responsável de Animais Urbanos à Comunidade, proposta pelo deputado estadual Marcelo Rangel (PSD). A iniciativa busca fortalecer as ações de proteção e bem-estar animal no estado.

Objetivos do Projeto

O projeto apresenta princípios e normas para o manejo ético de animais urbanos, com foco em cães e gatos. Seu principal objetivo é prevenir o abandono e assegurar a reintegração segura de animais resgatados ou capturados ao ambiente urbano.

De acordo com Rangel, a criação de regras mais claras se faz necessária para orientar a atuação do poder público e das entidades que trabalham na proteção dos animais. Recentes incidentes em Ponta Grossa, que envolveram reintroduções inadequadas, reforçaram essa urgência de regulamentação. “É fundamental garantir critérios técnicos, transparência e responsabilidade”, salienta o deputado.

Diretrizes da Proposta

A proposta inclui um conjunto de medidas que o governo estadual poderá adotar. Entre elas estão: programas de castração e vacinação, identificação e registro de animais, campanhas de adoção responsável, ações educativas sobre proteção animal e a criação de um cadastro de lares temporários para acolhimento de animais resgatados.

Além disso, o projeto estabelece critérios técnicos para a reintrodução dos animais, envolvendo avaliação clínica por veterinários, vacinação obrigatória, possível esterilização e análise da viabilidade do local de reinserção.

Combate ao Abandono e Maus-Tratos

A proposta também proíbe a soltura de animais em locais diferentes de onde foram encontrados, especialmente em áreas de risco ou em condições prejudiciais à saúde e sobrevivência dos animais. O projeto permite que o governo estadual estabeleça parcerias com clínicas veterinárias, empresas, universidades e organizações não governamentais para ações de manejo, tratamento e controle populacional.

Rangel destaca ainda que o abandono de animais é considerado crime ambiental pela Lei Federal nº 9.605/1998, e que as penalidades para maus-tratos foram agravadas pela Lei Sansão (Lei Federal nº 14.064/2020).

Reconhecimento dos Animais Comunitários

A proposta reconhece a presença dos chamados animais comunitários, que habitam certas áreas urbanas e recebem cuidados de moradores ou comerciantes locais. Segundo Rangel, essa medida visa equilibrar proteção animal, saúde pública e convivência urbana. “A ideia é implementar um modelo de manejo mais humanitário e responsável, alinhado às práticas modernas de controle populacional de cães e gatos”, finaliza o deputado.

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