A liberdade de imprensa global atingiu seu nível mais baixo em 25 anos, conforme alerta a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). O relatório anual da RSF destaca que mais de 52% dos países estão em situação “difícil” ou “muito grave”, refletindo uma deterioração significativa nas condições para o exercício do jornalismo. (em.com.br)
No Brasil, a situação apresenta uma melhoria notável. Desde o fim do governo anterior, o país subiu 58 posições no ranking da RSF, passando a ocupar a 63ª posição. Essa ascensão reflete um ambiente menos hostil ao jornalismo e uma recuperação da independência editorial. (em.com.br)
No entanto, a América Latina enfrenta desafios significativos. Na Argentina, por exemplo, o presidente Javier Milei estigmatizou jornalistas, desmantelou a mídia pública e utilizou a publicidade estatal como instrumento de pressão política, resultando em uma queda de 47 posições no ranking em apenas dois anos. No Peru, a liberdade de imprensa também entrou em colapso, com uma perda de 53 posições desde 2022, devido ao assédio judicial, campanhas de desinformação e crescente pressão sobre a mídia independente. (rsf.org)
A RSF destaca que a pressão econômica é uma das principais ameaças à liberdade de imprensa. A concentração da propriedade dos meios de comunicação, a pressão de anunciantes e a ausência de auxílios públicos têm enfraquecido a independência editorial e a viabilidade financeira dos veículos jornalísticos. (rsf.org)
Em Curitiba e em todo o Paraná, a situação reflete as tendências nacionais. Embora o Brasil tenha avançado no ranking, é essencial que jornalistas e veículos de comunicação locais permaneçam vigilantes e comprometidos com a busca pela verdade, enfrentando os desafios impostos por pressões políticas e econômicas.
As informações são da Agência Brasil.
Fonte: Agência Brasil
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