A Prefeitura de Curitiba preparou uma programação especial para outubro, mês que inclui o Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro. As atividades também marcam os 40 anos da construção de uma política pública que transformou o abastecimento e ampliou o acesso da população à alimentação de qualidade.
Organizada pela Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (SMSAN), a programação será dividida em semanas temáticas sobre comida de verdade, economia, combate ao desperdício, valorização de quem produz e prepara os alimentos e alimentação inclusiva.
Entre as atividades previstas estão cursos sobre abelhas, hortas e plantas medicinais nas Fazendas Urbanas, além da abertura de inscrições para a eleição de novos integrantes do Conselho de Segurança Alimentar. Também haverá uma Semana da Economia dos Armazéns da Família, com produtos para café da manhã e lanche da tarde.
Comida de verdade
De 5 a 11 de outubro, a programação terá como tema “Comida de Verdade”. Os conteúdos abordarão arroz e feijão, verduras e legumes, frutas, cereais, raízes e tubérculos, sementes, oleaginosas e proteínas.
Nesse período, serão oferecidos cursos nas Escolas de Gastronomia Social e nas Fazendas Urbanas. Também haverá uma Semana da Economia voltada à cesta básica e ações nas feiras, nos Sacolões da Família e nos mercados municipais.
Economia e desperdício zero
A semana de 12 a 18 de outubro terá como tema “Comer bem, gastando menos e desperdício zero”. A programação inclui ações nos Restaurantes Populares, Semana da Economia, descontos nos Sacolões da Família e conteúdos de conscientização sobre o desperdício de alimentos.
Os equipamentos da SMSAN também terão caixas para o recebimento de doações. O período inclui o Dia Mundial da Alimentação, em 16 de outubro, data dedicada à conscientização sobre a fome, a nutrição e a segurança alimentar.
Quem Alimenta Curitiba
Entre 19 e 25 de outubro, a campanha “Quem Alimenta Curitiba” vai destacar as pessoas que contribuem diariamente para alimentar a cidade. Cozinheiros dos Restaurantes Populares, do Mesa Solidária e do Base, além de hortelões e feirantes, serão apresentados à população.
A Semana da Economia terá foco em produtos da agricultura familiar. A programação também contará com uma reportagem especial sobre as pessoas que produzem os alimentos que chegam à mesa dos curitibanos.
Alimentação inclusiva
A última semana, de 26 a 31 de outubro, será dedicada à alimentação inclusiva, com atenção às pessoas que precisam de dietas especiais.
Além da oferta de produtos de alimentação especial na Semana da Economia, estão previstos o Curso de Boas Práticas de Manipulação sem Glúten, em parceria com o Senac; o Curso de Boas Práticas para Permissionários, em 26 de outubro; a Oficina de Culinária Inclusiva do Prato Seguro, em 29 de outubro; e o Fórum de Alimentação Inclusiva, em 30 de outubro.
40 anos de história
A programação também marca uma trajetória de quatro décadas, período em que Curitiba avançou de uma política voltada ao abastecimento para uma rede que reúne alimentação, nutrição, agricultura urbana, sustentabilidade, combate à fome e cidadania.
Esse processo começou na década de 1980, em um período de dificuldades no abastecimento e no acesso das famílias aos alimentos. A cidade passou a desenvolver iniciativas como o Mercadão Popular, os Varejões e projetos de comercialização direta dos produtores. O Mercadão Popular, que deu origem aos atuais Armazéns da Família, chegou a funcionar em um ônibus, levando alimentos às comunidades.
Em 1990, foi criado o Fundo de Abastecimento Alimentar de Curitiba (FAAC). Em 2003, a criação do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsea) ampliou a participação da sociedade civil e fortaleceu uma visão mais abrangente da segurança alimentar.
Ao longo das décadas, foram implantados os Restaurantes Populares, os Sacolões da Família, o Banco de Alimentos, o Mercado de Orgânicos e outras iniciativas. Em 2019, a antiga Secretaria Municipal do Abastecimento passou a se chamar Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, incorporando também ações de agricultura urbana, como as Fazendas Urbanas e as hortas comunitárias.
“Curitiba começou com uma política muito forte de abastecimento e avançou para uma visão mais ampla de segurança alimentar e nutricional. Hoje, atuamos desde o acesso ao alimento de qualidade e a preços mais acessíveis até a agricultura urbana, educação alimentar, sustentabilidade e combate ao desperdício e à fome”, diz o secretário municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, Leverci Silveira Filho.
Com informações da Prefeitura de Curitiba.
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