Curitiba registra 326 novos casos e 11 óbitos por covid-19

Curitiba registrou nesta sexta-feira (25/9) 326 novos casos de covid-19 e 11 óbitos de moradores da cidade infectados pelo novo coronavírus, conforme boletim da Secretaria Municipal da Saúde.

As novas vítimas são cinco homens e seis mulheres, com idades entre 26 e 100 anos. Nove destes óbitos ocorreram nas últimas 48 horas.

Até agora são 1.246 mortes na cidade provocadas pela doença neste período de pandemia.

Novos casos

Com os novos casos confirmados, 42.805 moradores de Curitiba testaram positivo para a covid-19 desde o início da pandemia, dos quais 37.748 estão liberados do isolamento e sem sintomas da doença.

São 3.811 casos ativos na cidade, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.

UTIs do SUS

Nesta sexta-feira (25/9), a taxa de ocupação dos 334 leitos de UTI SUS exclusivos para covid-19 é de 77%. Todos os pacientes que são internados com quadro de síndrome respiratória aguda grave vão para os leitos exclusivos covid-19 e não apenas os casos confirmados da doença. No momento restam 77 leitos livres.

Números da covid-19 em 25 de setembro

326 novos casos
11 novos óbitos

Números totais

Confirmados – 42.805
Investigação: 565
Recuperados – 37.748
Óbitos – 1.246

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Lote com 2 milhões de vacinas vindas da Índia será enviado a Estados a partir deste sábado

A remessa era esperada pelo governo para a última sexta-feira, 15, mas atrasou

Por Priscila Mengue

As vacinas contra a covid-19 que devem chegar da Índia nesta sexta-feira, 22, serão distribuídas aos Estados a partir da tarde de sábado, 23. Antes disso, elas vão passar por um processo de checagem de qualidade e segurança em Bio-Manguinhos, unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

As 2 milhões de doses são do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford com a farmacêutica AstraZeneca, fabricadas pelo Instituto Serum, da Índia. De acordo com o Ministério da Saúde, elas têm previsão de chegada às 17h40 desta sexta-feira, no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. De lá seguirão em outra aeronave para o aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio, após trâmites alfandegários.

Segundo a Fiocruz, o imunizante será transportado até Bio-Manguinhos em caixas, acondicionadas em  contêineres com controle de temperatura, que permanecerá entre 2 e 8ºC. As vacinas também passarão por um processo de rotulagem e etiquetagem com informações em português, o que está previsto para ocorrer durante a madrugada desta sexta-feira e na manhã de sábado. “Será realizado por equipes treinadas em boas práticas de produção”, informou a fundação. A distribuição das doses será de responsabilidade do Ministério da Saúde.

A remessa era esperada pelo governo para a última sexta-feira, 15, mas atrasou. Um avião chegou a ser enviado para buscar o material, mas parou em Recife antes de cruzar o Atlântico, diante da falta de confirmação.

O Brasil também espera o envio de insumos da China para produzir a vacina no País, cuja produção está atrasada. Segundo a embaixada chinesa, serão feitos os “máximos esforços” para conseguir avanços no envio “sob a premissa de garantir saúde e segurança”. A matéria-prima é necessária para a produção das vacinas da Fiocruz e do Instituto Butantan.

Com o atraso, a Fiocruz adiou de fevereiro para março a previsão de entrega das primeiras doses da vacina Oxford/AstraZeneca que serão produzidas no Brasil. A mudança deve dificultar ainda mais a execução do plano nacional de imunização contra a covid-19, que já sofre com incertezas quanto à importação dos insumos para a produção da Coronavac.

Na quarta-feira, 20, o Butantan afirmou ter praticamente esgotado a quantidade de insumos para fabricar a vacina Coronavac no Brasil. O órgão ligado ao governo paulista distribuiu o 1º lote, com seis milhões de doses, para começar a imunização no País. Além disso, tem condições de entregar mais 4,8 milhões de unidades. Depois, depende da matéria-prima chinesa para garantir novas remessas.

Como noticiou o Estadão, o Brasil corre o risco de ter uma parada na vacinação. Mais de um mês após assinar um memorando de entendimento para comprar vacinas da Pfizer, o governo federal ainda não fechou um acordo com a farmacêutica. O mesmo ocorre com outras empresas, como a Janssen, o Instituto Gamaleya (que desenvolve a Sputnik V) e a indiana Bharat Biotech

O País conta com as 6 milhões de unidades da Coronavac aprovadas, enquanto a Anvisa avalia a liberação de outras 4,8 milhões, além das 2 milhões de vacinas de Oxford/AstraZeneca, importadas da Índia. Elas são suficientes para imunizar cerca de 6 milhões de pessoas, pois é necessária a aplicação de duas doses.

Informações Banda B.

Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba investiga variante do novo coronavírus

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba enviou para o Laboratório Nacional da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) coletas respiratórias de casos positivos de covid-19 de pessoas de Manaus, capital do estado do Amazonas, que estão em Curitiba.

A preocupação do município é evitar a circulação na cidade da nova variante do Sars-CoV-2, com grande potencial de transmissão.

“Em Manaus há uma explosão de casos de uma nova variante do vírus, e por isso é importantíssimo que as pessoas dessa região que vierem a Curitiba e apresentarem sintomas respiratórios, permaneçam em isolamento por no mínimo dez dias. Além disso, devem ligar imediatamente para a Central 3350-9000 para serem monitoradas”, alerta Marion Burger, médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde.

A identificação dessa nova variente requer análise de alta complexidade, com sequenciamento genético do vírus, por isso as amostras são encaminhadas para a Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Pacientes de Manaus em Curitiba

A Secretaria foi notificada a respeito de nove manauaras positivos para covid-19 que estão em Curitiba. Três destas nove pessoas estão hospitalizadas, quatro estão em isolamento domiciliar e vêm sendo acompanhados pelo monitoramento da Saúde. Todos vieram espontaneamente à capital paranaense, sem transferência oficial de serviços hospitalares ou de governos.

A preocupação, no entanto, é com um casal que testou positivo em uma UPA de Curitiba e não está atendendo ao monitoramento da Prefeitura.  “Não estamos encontrando essas pessoas através dos contatos que informaram, e caso não atendam nosso monitoramento, poderão ser acionados judicialmente para responder por crime de saúde pública”, explica a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

No dia 17 de janeiro, o casal procurou uma UPA da cidade e informou ter testado positivo para covid-19 em Manaus. Na UPA de Curitiba foi coletada amostras e confirmado como caso positivo. “Depois disso, sumiram e não atendem mais nossos contatos. Pedimos encarecidamente que essas pessoas se aprensentem ao município para serem monitorados”, disse Márcia.