Publicado em: 2 de julho de 2025
Projeto de lei altera a legislação do transporte coletivo e propõe medidas para sustentabilidade no setor.
Mudanças na Legislação do Transporte Coletivo
A Prefeitura de Curitiba enviou à Câmara Municipal, na última segunda-feira (30), um projeto de lei que visa modificar a legislação atual do transporte coletivo. A iniciativa busca garantir a continuidade dos serviços durante a transição para um novo modelo de concessão, em desenvolvimento com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Prorrogação Contratual e Sustentabilidade
O projeto sugere ajustes na Lei Municipal nº 12.597, de 17 de janeiro de 2008, autorizando a prorrogação dos contratos existentes por um período de até 24 meses. Essa medida proporciona segurança jurídica e define regras claras para a transição, além de incluir diretrizes voltadas à inovação, eficiência operacional e sustentabilidade ambiental.
A previsão é de que o novo edital seja divulgado em setembro, com o leilão agendado para dezembro. A transição deve ocorrer ao longo de aproximadamente 18 meses, assegurando a continuidade do serviço.
Destaques do Projeto
Conforme a proposta, os contratos vigentes continuarão a seguir as regras atuais até serem substituídos, garantindo a proteção dos direitos já adquiridos e dos investimentos realizados pelas concessionárias.
O projeto também atende às recomendações do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) e traz alterações significativas, como a flexibilização nas concessões e subconcessões. Além disso, a remuneração poderá ser ajustada com base em indicadores de qualidade, demanda e disponibilidade.
Uma novidade importante inclui a regulamentação da “Linha Turismo”, que passará a operar sob normas diferentes das do sistema convencional.
Medidas Ambientais e Financiamento
O projeto contempla medidas para mitigar os impactos ambientais, permitindo o uso de recursos públicos para aquisição de veículos com zero emissão e infraestrutura de eletromobilidade. Os bens adquiridos através de subsídios municipais devem ser revertidos ao Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC) após o término das concessões.
Ademais, a proposta amplia a utilização de fontes alternativas de financiamento para cobrir a tarifa técnica, incluindo subsídios públicos e outras receitas acessórias.
“O projeto de lei também busca alinhar Curitiba às diretrizes nacionais e internacionais sobre mobilidade urbana e mudanças climáticas”, destacou Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs).
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte
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